Quinta feira foi um dia legal.
Primeiro eu estava um pouco ansioso. Conversei com algumas pessoas pra aliviar um pouco e me preparei pra encontrar a Rô. Como eu havia dito anteriormente ela já tinha topado sem parecer estar considerando muito, ela topou de primeira. Isso por si já me deixou contente.
Aí marcamos. Fomos no shopping Paulista. Cheguei bem antes pra ela não tem a impressão do João atrasado que ela conheceu uma época, mas mesmo antes de terminarmos o namoro eu já tinha melhorado muito isso. Resolvemos comer num lugar mais legalzinho, não na praça de alimentação. E foi super agradável.
Conversamos da família de cada um, do tempo, do trânsito, do dia-a-dia, do meu trabalho, da faculdade dela. Só não falamos mesmo é de nós dois. Isso é parte da nossa idéia de não criar atritos. A comida estava muito boa e isso ajuda bastante, né? A Rô estava super bonita, ela andou emagrecendo um pouco. Não que precisasse, mas mais tarde pude constatar o quanto ela está orgulhosa dessa vitória. Me sinto contente só de lembrar ela sorrindo.
Depois andamos um pouco no shopping. Estávamos tão entretidos em nossas conversas que nem prestamos muita atenção nas lojas. A gente andou todos os andares do shopping e passamos em frente de simplesmente todas as lojas que podíamos. No final de tanta volta ela parou e falou: “É, e aí?”. Sugeri ir na Offner (rede de café, doces e confeitaria aqui em São Paulo) e pra lá fomos. No carro dela. Essa história de carro é cumprida e vale uns 3 posts só pra relembrar desse conflito, mas fique anotado que teve uma época que discutíamos sobre eu não andar mais no carro dela.
Na Offner ela não queria nada, mas incentivou que eu pedisse alguma coisa. É, eu pedi, eu não queria nada também, eu queria a boa companhia e queria que a noite não acabasse mais. Lá conversamos um pouco mais sobre nós. Ela está bem, na verdade ela não quis falar muito disso e eu não pressionei. Fingi que estava perguntando sobre ela estar meio deprimida ultimamente ao invés de estar perguntando como ela está se sentindo solteira, respondi aproximadamente o mesmo e o assunto acabou por aí. Assuntos como os do jantar continuaram rolando.
Para a minha surpresa quando íamos despedir e pagar pra ir embora ela falou: “Vamos?” e eu falei “Vamos, por mais que eu preferisse ficar conversando mais”. Nessa hora ela me chamou pra ir na casa dela! Foi demais! Eu nunca esperava que tão cedo eu poderia ir lá e encontrar as pessoas que tenho tanto carinho que são meus ex-sogros e meu ex-cunhadinho. Mais uma coisa que me faz sorrir muito enquanto escrevo.
Foi muito legal poder vê-los em um clima agradável e desejar feliz páscoa a todos.
Na hora da despedida eu tive a surpresa mais feliz da noite: Ganhei “abraço de elevador”! Quando namorávamos e eu ia embora da casa dela, ou estávamos saindo da casa dela para algum lugar nós colocamos um nome no abracinho gostoso que agente sempre dava no elevador da casa dela. Eu encostado na parede e era me abraçando de frente, com o rostinho recostado em meu peito. Que delícia de abraço! Tenho certeza que ela percebeu o meu entusiasmo pelo volume na minha calça, depois de anos de namoro e de sabermos abraçar direitinho, encostando todo nosso corpo seria impossível ela não perceber, nada foi dito, o abraço durou longos 16 andares.
Para abraça-la foi simples, entramos no elevador em lados opostos, eu do lado de sempre e ela do outro lado. Estendi ambos os braços na direção das mãos dela, as mãos dela naturalmente vieram nas minhas e eu a puxei levemente em minha direção. Os movimentos foram super naturais com um sorriso ela se deixou abraçar e eu me deixei recostar na parede do elevador, em nossa posição de sempre.
Apesar de ter certeza que ela sentiu o meu entusiasmo se elevando após sairmos do elevador eu esperava uma despedida complementar ao abraço ganho, mas ao despedir abraçamos novamente, um abraço apertado, longo, mais demorado que o “abraço de elevador” e mais apertado, eu não queria soltar, mas “testei” o abraço afrouxando um pouquinho. Ela me segurou mais forte do que eu a ela por uns instantes e depois voltei ao abraço normal, com ambos abraçando de verdade ao outro. Senti seus seios no meu peito. Busto grande conta muito num abraço desses. Pude matar um pouco a saudade daquele “abraço de Rô”, nome do abraço que ela dá naqueles que ela gosta, atribuído por uma amiga nossa em comum.
Depois disso um beijinho no rosto coradinho da Rô, que aparentemente gostou do abraço e fui embora, sorrindo tanto que me policiei para não ficar com dor muscular na face.
Me senti novamente um adolescente com sua primeira paquerinha. Passeio no shopping e sentimentos avassaladores por ter ganhado um abraço da garota bonita que ele queria tanto sair e fez tanta força pra marcar o encontro. Ansiedade pelo próximo encontro e os pensamentos voam pensando se 5 ou 10 encontros serão necessários para conseguir um beijo dela.
Estive de volta a quinta-série nessa quinta feira, meus olhos se enchem de lágrimas ao lembrar uma das noites mais felizes da minha vida.
Ai que lindo!!!
Guardadas as devidas proporcoes, eu acho que sei como eh a sensacao de nuvens quando o abraço demora mais do que a gente espera, e tanto quanto a gente quer, enquanto as borboletas fazem festa no estomago….
tomara que o proximo encontro desses nao demore. E a melhor parte eh que abraço de verdade eh uma coisa que so acontece com reciprocidade, ne? =DDD
O mais legal de tudo isso é que agente nunca teve isso. No começo do namoro agente não paquerou, agente começou a namorar quase de cara. É coisa nova pra nós! Uma delícia! :)