Pagando o preço
Nem tudo são flores, e como segunda é segunda e tem que ser ruim eu tinha que ter alguma coisa pra deixar o meu final de domingo acabar com a boa perspectiva de semana.
Conversei com a Rô no MSN agora. Ela voltou de viagem do sítio de um amigo nosso e tivemos o que poderia ser uma das conversas mais agradáveis que tivemos desde que separamos. Tudo estava as mil maravilhas, ela não tinha assunto e ficou mandando mensagens do tipo “e aí? tudo bem?” muito depois de já termos passado desse protocolo básico de começo de todas as conversas. Sinal de que o papo estava bom e de que ela queria conversar mais. Isso que pareceu.
Depois de mais um pouco de conversa ela começou com uma história de que a gente ainda não está podendo se ver direito. Não com amigos. Ela disse que tá tudo muito confuso e instável e que as vezes ela fica com vontade de me “dar uns tabefes”, de “deixar os cinco dedos marcados na cara”. Bom, até aí tudo bem, eu não levei isso a mal. No contexto da conversa parecia que ela estava explicando os altos e baixos das emoções dela.
Depois ela resolveu falar que queria fazer isso no meio de todos os meus amigos, num bar que sempre vamos. O caldo engrossou um pouco.
A gente foi conversando e deixamos esse papo pra lá só que ela insistiu em falar que não dava pra sermos bons amigos ainda. Ela falou que queria que eu arrumasse logo uma namorada por que aí sim poderíamos ser amigos de verdade. Por que senão eu ia “querer ficar abraçando” ela.
Depois de falar um pouco mais disso ela deixou claro que o abraço deixou ela confusa. Ela não sabe se gostou do abraço por que eu perguntei se o abraço tinha incomodado ela ou se gerava algum problema e ela disse que não, mas ao mesmo tempo reclamou que achava que eu ia sempre querer isso. De forma negativa.
Eu fico muito triste com isso. Ela mudou totalmente o humor da conversa de uma hora pra outra. OK, isso foi reflexo do que ela mesma falou que têm acontecido. Ela as vezes acha que está tudo bem e as vezes quer me bater, me humilhar. Minhas esperanças vão por água a baixo. Achei que poderia talvez tentar conquistar ela mas já vi que o que tenho que fazer mesmo é deixar ela sozinha.
Ela não pode se sentir desejada, ela não quer sentir carinho vindo de mim. Ela teria dado um abraço como demos em outros amigos. Mas eu não posso fazer isso por que de mim vai parecer aproximação. Será que eu preciso ter ódio por ela pra ela passar dessa fase de tanta confusão?
Eu queria mais abraço, mas pelo visto nunca mais vou ter abraços da Rô.
2 Responses to 'Pagando o preço'
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Se você é mais discreto, ou se você acha melhor não lerem sua opinião, você pode me mandar um e-mail.
on abril 9th, 2007 at 4:23 pm
Oi João! Comecei a ler o blog agora então não posso te dar uma opinião muito concreta. O que posso dizer é que se ela está confusa é melhor você tentar deixa-la pra lá. Espere que ela sinta a sua falta, de repente o que ela precisa é ficar sozinha e você de certa forma continua a sufocando.
beijos
on abril 9th, 2007 at 7:03 pm
Então… eu tento, né? Já tinham me dado essa dica, até… =/
É difícil ficar distante assim… Mesmo por que ela também me procura às vezes no MSN.
Preciso fazer um post bombástico, mas estou no trabalho e ainda não tive tempo… Você vai entender por que é que é tão difícil manter essa distância.