João quer casar

Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo…

Ontem, dois dias em um

Publicado em Notícias por João dia 15th - abril - 2007

Ontem o dia foi cheio. Um dia cheio de Rô.

Acordei já com alguma coisa na cabeça, não sabia o que, não estava tudo certo. “Será que hoje é sexta e eu tô de bobeira em casa pensando que é sábado?”. Conversei um pouco aqui e acolá com minha mãe e meu irmão e evitei um pouco o computador.

Depois de um tempo não resisti, liguei o computador e o som. Coloquei uma música e fiquei aqui, lendo blogs de amigos, arrumando o quarto, na verdade mais sentado no computador do que qualquer outra coisa. E a Rô apareceu.

A princípio foi bom falar um pouquinho com ela. Agente ficou de papo furado, falando de várias coisas. Tocamos um pouquinho em assuntos mais nossos mas a conversa não durou e voltamos ao papinho-furado. A sensação me tomou e essa parte eu já tentei explicar aqui, ontem mesmo.

Chorei bastante mesmo depois de postar. Tive que parar de chorar meio derrepente, com minha mãe chamando pra almoçar. Nessa hora eu tinha levado o notebook pra sala de estar e tive que dar a volta no jardim por que minha cara não estava muito apresentável para quem não queria perguntas. Mas foi bom. Parei de chorar e depois do almoço a sensação era melhor. A Rô estava na terapia e ficou combinado de nos vermos depois.

Fomos no Applebee’s. Lá é muito agradável. Um lugar ideal para ficarmos papeando e tomando alguma coisa e depois de um tempo jantar. Como é gostoso uma paquera. Apesar de termos alguns assuntos, como os caras que andam chamando ela pra sair ou o cara que ela gostaria que chamasse e não chamou, que poderiam arruinar o “encontro” a nossa posição de amigos tratou de não gerar atritos nem com esses assuntos. Ela se ofereceu para nos vermos pra ela me dar um pouco de colo por que boa parte do que eu falei no post “Colo” eu já havia falado à ela via MSN. Então esses assuntos tiveram que aparecer mas o colo não podia ser ali, no meio do restaurante.

Foi muito legal. Parte do tempo ficamos falando de papo de amigos, parte do tempo de assuntos mais sérios mas acho que em alguns momentos não passou de paquerinha, o clima de paquera estava gostoso e no final pedi pra sentar do lado dela. Não dá pra explicar direito, mas no lugar que estávamos, que era pra duas pessoas, até cabia duas pessoas em um banco/sofá só. Mas era apertadinho pra duas pessoas e folgado pra uma. Ela até deixou, falou, “ah, depois de pagar a conta você fica um pouco aqui”. Mas não teve isso, não tinha mais bebidas sobre a mesa quando pagamos e pouca justificativa para um abraço ou para ficar na mesa.

Aguardando o carro eu puxei a mão dela. Não encontrei resistência e nossos corpos se tocaram num abraço. Depois de 6 anos de namoro e praticamente 2 meses separados agente ainda não tinha como esquecer o nosso jeito de abraçar. Foi automático, tanto ela quanto eu abraçamos como sempre abraçávamos. Foi um abraço gostoso. Depois sentamos e eu puz minha mão sobre seus ombros e ela não ofereceu resistência a se recostar em mim. Fomos embora no carro dela e eu perguntei se precisava pedir desculpas. Já expliquei que ela criticou os abraços da quinta-feira mas parecia tudo estar confuso. Eu falei que qualquer coisa que eu fizesse que ela não aprovasse que ela me avisasse e ela com um sorriso disse que tudo bem, que avisaria, mas que estava tudo bem.

Pedi pra subir na casa dela. Os pais dela tinham saído para jantar, levaram os irmãos dela e a casa estava vazia. Que sonho! Se eu estivesse mal como eu estava quando conversei com ela de manhã, como num passe de mágica, eu poderia ter o colo que eu “sonhei acordado” em ter. E tive. Ela sentou no sofá e falou: “Deita aqui” com um tapinha em suas coxas. Eu transbordei de satisfação e deitei lá. Ganhei um pouco de cafuné mas a as poucas lágrimas que vieram não eram grandes o suficiente para escorrer e tampouco molhar o colo que me acolhia. Levantei a cabeça e a abracei.

As lágrimas vieram um pouco mais fácil na hora que eu falei um pouco pra ela. Eu não queria ficar falando olhando pro nada, no colo dela. Depois que comecei a chorar eu ia me recostar novamente em suas pernas, mas o carinho na minha cabeça e no meu pescoço evitava que eu fosse pra lá livremente. Ganhei um beijo no rosto, eu não acreditei, agente estava muito perto e eu já tinha pensado em tentar beija-la no Applebee’s mas achei melhor não forçar a barra, mas foi quase um convite e olhei pra ela e nos aproximamos e os dois beijaram. Nenhum dos dois beijou o outro, os dois se beijaram ao mesmo tempo.

…   …   …

Foram 40 minutos no sofá da casa dela. Chegou até a esquentar o clima, depois acalmamos, sabíamos que não era pra ir além, conversamos de leve e chorei mais um pouco, ela enxugou a minha lágrima com um beijo e não tive mais vontade de chorar, nem por felicidade e nem por tristeza. Era pra ficar bem, era pra aproveitar, não era pra chorar.

Depois fui embora, antes dos pais dela chegarem. Mas a sensação de tudo isso já foi descrita aqui. Estou feliz, mesmo que essa noite não signifique que agente voltou. Pra mim significa que a mulher que eu mais admiro está pronta para ser paquerada e conquistada, como se não tivéssemos toda a história que eu abri esse blog para aos poucos contar.

2 Responses to 'Ontem, dois dias em um'

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  1. Gravatar
    olga said,

    on abril 16th, 2007 at 11:20 am

    Tem cuidado para não te magoares! Acho que estás muito próximo disso…

    *.*

  2. Gravatar
    Jack said,

    on abril 16th, 2007 at 11:02 pm

    “Nenhum dos dois beijou o outro, os dois se beijaram ao mesmo tempo.”

    Lindo lindo lindo!

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