Promessas de ano novo
Lá no comecinho do nosso namoro, vamos dizer, tínhamos algo perto de 1 ano e 10 meses de união, eu e a Rô fomos à um sítio, de uma amiga de um amigo nosso. Esse nosso amigo, o Jú, ele nos chamou pra várias festas boas durante o ano e depois de mais de um ano e meio de namoro eu consegui convencer sutilmente a Rô de que era uma boa idéia passar o feriado de ano novo, só a virada, com os amigos, comigo, sem a família. Ela sempre teve essa coisa forte de passar feriados com a família, ao passo que várias pessoas que eu conheço gostam de passar essas horas o máximo possível com os amigos, ela sempre foi da outra metade, que qualquer feriado é com a família e essa nossa viagem de ano novo foi um marco: Aquele ano, passar a virada do ano comigo era mais legal ou mais importante do que com a família. Eu me senti família. Qualquer que seja o motivo, pode ter sido uma questão de dividir a atenção com todos, não sei, era pra mim uma vitória e uma sensação muito boa de poder viajar com a Rô.
A viagem até que foi curta, dia 31 mesmo fomos de manhã para o sítio, que até que é pertinho de São Paulo, ali na Serra da Cantareira. Nem conhecíamos tanta gente. Para aquela festa sabíamos que umas 50 pessoas haviam sido convidadas mas conhecíamos de lá o Jú e mais uma meia dúzia da turma do Jú. A Sandra ia conosco, mas como é de praxe, esse pessoal que faz faculdade Cinema, Rádio e TV, Audiovisual ou Publicidade costuma ser “importante” de mais pra ir onde fala, sempre tem que mudar de última hora. Mas lá encontramos o Carlos. O mesmo cara que na última páscoa se declarou pra Rô dizendo que ficou 6 anos esperando. OK, não vem ao caso essa história de 6 anos esperando, só quis dar nome aos bois. Encontrar o Carlos foi muito bom. Ele e a Rô sempre ficam horas conversando, muitas dessas horas eu fico junto, outras não. Mas também tinham lá pessoas que eu ficava conversando e que a Rô não conversava tanto. Foi bom pra equilibrar e foi uma descoberta muito legal os amigos em comum e as relações que causaram essa coincidência.
A tarde foi super agradável, tivemos churrasco, conversamos com várias pessoas, andamos pelo maravilhoso sítio, nadamos na piscina, foi super gostoso, mas essas não são as maiores lembranças dessa viagem. O mais gostoso foram horas conversando e namorando nos sofás, conversas com o Carlos sobre a decoração da casa, os quadros, conversas com um cara que conheci lá sobre o meu hobbie e a hora da virada.
A galera bebeu muito, tinha uma sala lá que originalmente era um ateliê de artista que é familiar da garota que chamou o Jú pra organizar a tal festa. Essa sala virou pista de dança e perto da hora da virada já tinha muita gente que tinha bebido bastante e a festa estava muito legal e muito engraçada. Pouco depois da virada eu chamei a Rô e fomos pra um lugar, no meio da grama, cercado de plantas todas muito bonitas – um cantinho romântico. E lá tivemos a conversa que tornou essa noite inesquecível.
Eu lembro de ter tido essa idéia e de ter começado a falar e propor todas aquelas coisas bonitas, mas ela também complementou e o que falamos eu nunca mais vou esquecer, não importa de quem foram as palavras. Falávamos de todo o nosso amor, que era eterno, que era tão forte, que não trocaríamos por nada. Prometemos um ao outro nunca deixar os problemas escondidos, tudo teria que ser conversado, sem segredos, sem medo, com sinceridade. Prometemos também que tudo de ruim nesse tempo de namoro (e talvez eu ainda escreva sobre as coisas ruins, mas não hoje) iria ficar pra trás. Tudo que passou já tinha sido resolvido e nada de ruim desses 1 ano e 10 meses de namoro deveria voltar a incomodar o nosso amor daqui pra frente. Daqui pra frente seríamos nós, João e Roberta, um casal feliz, jovem e ao mesmo tempo tão maduro para conseguir ter tantas conversas abertas e não ter segredos. Uma casal perfeito. Um casal que perdoou tudo que aconteceu no passado e estava pronto para viver o futuro mais lindo e próspero que veríamos em toda a nossa vida: O nosso amor. O nosso relacionamento.
Esse dia eu fui a pessoa mais feliz do mundo e acho que a Rô também foi. Essa sensação de leveza, felicidade e amor profundo voltou a minha cabeça várias vezes durante todo o nosso relacionamento e mais de uma vez depois que terminamos. Estou contente de poder lembrar de uma coisa tão gostosa que já tive na minha vida. Tenho saudades daquela época. Sento saudades da minha Rô e da nossa capacidade de resolver tudo. Acredito muito nessa capacidade nesse momento que estamos voltando a nos encontrar e podendo nos apaixonar novamente.
3 Responses to 'Promessas de ano novo'
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on abril 17th, 2007 at 11:46 pm
não tenho o que falar, mas registro meu suspiro. Que lembranças bonitas…. é engracado lembrar que ja conheci essa historia qdo ela ja estava bem vivida, ja fazia um tempo que vcs estavam juntos. Uma vez a roberta explicou como vcs se conheceram, mas mesmo ja sabendo como foi é gostoso saber como foi o comeco, esses pormenores bonitos…. Meio como guerra nas estrelas, sabe? Quando se sabe os ultimos capitulos mas nao se sabe os primeiros, dai qdo a gente assiste o começo de tudo a historia nao somente passa a fazer mais sentido, como tb se mostra mto mais profunda e bonita do que parecia ser. =)
joão e roberta continuam sendo meus icones, nao tem jeito. Muita sorte para os dois. =***
on abril 18th, 2007 at 4:52 am
Poxa, não pude ter acesso ao post que comentei(por isso continuo na mesma s/ ver sua resposta). Abre o jogo c/ ela…
bjos!
on abril 18th, 2007 at 7:04 am
São realmente boas lembranças. Quando um namoro termina e nós não aceitamos esse fim, temos tendência para nos lembrarmos apenas dos bons momentos. Mas, e os maus? Por que terminou a relação?
Pensa bem nisso para que não te magoes mais. Às vezes custa, mas temos de deixar as coisas seguirem o seu rumo.
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