Um sonho, depois de muito tempo
Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.
Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a sensação de que ela estava lá, mas na hora era natural que eu estivesse lá e eu não procurei por ela. Eu havia feito alguma coisa de errado com uma conhecida que não vejo a 7 anos. Ela estava mais adiante, sem graça e eu queria oferecer ajuda, já que parte da chateação dela era de certa forma minha culpa. Não falei com ela por que achei que falar na frente de todos, quando a maioria nem sabia do que se tratava seria piorar a situação, mas ao mesmo tempo fiquei no dilema de ir para longe no vagão e ligar para o celular dela. É, acho que era trem, no metrô isso não seria possível. Não sei se liguei pra ela, mas trocamos um olhar – olhar de entendimento entre os dois. Entendido que eu estava arrependido, entendido que ela entendia que eu não podia pedir desculpas, acho que era por aí.
[Nota de releitura do post: Não tem nada a ver com relações, sexo, amores, etc. Relendo pude pensar que algum leitor pensaria nisso, mas na verdade era algo mais material, como falar besteira sobre coisas pessoais dela em público, quebrar um objeto de uma coleção, não fazer um trabalho de colégio que era em grupo, ler um diário que não devia... algo assim...]
A segunda parte do sonho nós estávamos no lugar, chegamos a pouco e eu e a Rô estávamos na fila de entrada. Pode-se dizer que parecia um parque aquático, tinha que entrar através de uma piscina. Tinha uma feminina e uma masculina, uma pessoa com máscara em cada piscina mergulhava e inspecionava ou revistava, não sei, uma pessoa de cada vez.Eu e a Rô não estávamos muito aí pra organização da fila, tinha um espação antes dessas piscinas preliminares e estávamos “por ali”. Ao chegarmos mais perto a gente ia se ajeitando para as filas. Depois das primeiras piscinas tinha um chuveiro e depois o lugar que estávamos indo. Alguma coisa acontece que o café que fiz já hoje de manhã apagou da memória do sonho, mas depois de um tempo incentivo ela a ir pra fila feminina e fico na masculina, e por algum motivo ela fala: “Tá, tudo bem, mas João, você confia em mim?” Eu penso um puco em silêncio. “Você confia em mim pelo menos dessa vez?” pergunta ela novamente. E eu nunca respondi essa pergunta. A cena se foi e eu acordei, intrigado, meia hora antes do relógio tocar, e sem resposta para a pergunta até agora.
Deixe um comentário...
Se você é mais discreto, ou se você acha melhor não lerem sua opinião, você pode me mandar um e-mail.