Hora de Pensar na Vida
É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.
Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu escrevi desde antes da triste quarta-feira que ela quis acabar o namoro. Fizemos 2 meses de terapia de casal, depois fizemos 1 mês de pausa voltamos para a terapia de casal com convicção de que hoje em dia precisamos desse espaço pra manter o relacionamento saudável. Apesar disso uma coisa ainda não mudou: de vez em quando ela acha melhor terminar o namoro. Mas aos poucos entendi que todas as vezes que ela quis terminar o namoro uma grande parte, senão o único motivo, era me proteger de sofrer junto à ela. Da última vez que ela falou em acabar eu nem me preocupei muito. Mas não por ter ficado irrelevante, mas por que eu já me preocupo com isso constantemente.
A verdade é que a Rô está muito, muito deprimida. Pra mim isso é um sofrimento muito grande; não é fácil acompanhar alguém no estado que ela está; não é fácil viver ao lado de alguém que te traz felicidade num momento e no outro te leva para um estado de tristeza profunda – É como ser transportado do céu para o inferno dentro do mesmo dia, mas o pior é perceber que só eu estive no céu, que a Rô está vivendo no inferno faz tempo. Outro dia eu resumi essa situação assim: É como se a Rô estivesse se afogando em alto mar, não tem onde segurar, não tem pra onde nadar. Eu estou lá pra não deixar ela afundar, eu quero salvar ela a qualquer custo, mas chega uma hora que ela está cheia de desespero e medo de afundar que ela acaba me puxando pra baixo junto com ela. É nessa hora que ela gostaria de terminar o namoro, para que eu não afunde com ela. É nessa hora também que eu aprendi a deixar ela afundar um pouco sozinha. Assim que ela se acalma eu vou lá novamente e a trago para a superfície, sem precisar ter tomado o mesmo caldo que ela tomou da vida.
No mundo real (sem metáforas), quando ela está muito mal e eu não posso deixar ela me levar junto com ela, a hora do fôlego é a hora que eu saio sozinho com meus amigos; É a hora que eu falo que vou dormir e fecho o MSN e fico navegando na internet, vendo filmes ou séries na hora que se eu não fechasse o MSN eu estaria conversando com ela, na insônia dela; É nessa hora que eu não pergunto como foi o dia dela, que eu digo que minha terapia não foi nada demais pra não contar que fiquei falando dela o tempo todo. Eu me afasto dela, e fico triste de ver ela afundar, mas é o melhor que posso fazer nessas horas.
De certa forma ela entendeu esse espaço que eu tenho — não que esses momentos passem em branco pra ela, é ruim pra ela saber que eu a troquei por uma sessão de videogame na casa de um amigo do trabalho ou coisas do tipo — mas acho que foi o jeito que eu pude mostrar pra ela que eu tenho o meu jeito de me manter saudável mesmo com ela tão mal ao meu lado.
Saindo da rotina
É e nesse contexto que eu estou aqui, sozinho, numa viagem que começou antes do Natal e vai terminar depois do Ano Novo. Viajei pra um lugar no meio das montanhas mas que tem internet pra eu poder ler e escrever e pensar na vida. Eu e ela íamos viajar para o nordeste juntos, mas na última hora, na hora de comprar as passagens a Rô desistiu e quis ficar sozinha em São Paulo. Fiquei tão mal com isso, com essa ‘última hora’, com ela não ter me avisado antes, que faltei um dia no trabalho por causa de uma noite de insônia, e passei uma sexta, sábado e domingo pensando nisso, e por fim decidi que viria para cá. Após reservar o chalé eu até à convidei para me acompanhar mas mesmo assim ela preferiu ficar em São Paulo. Estou de certa forma isolado de tudo para pensar na vida, para resolver pra onde vai a minha vida. Para entender e estudar os diversos caminhos que levam ao topo da montanha.
É claro que essa fuga da rotina nem tem só a ver com a Rô. Não posso jogar todo esse peso nela, mas já que eu não teria esse tempo com a Rô o tempo sem ela também vai servir pra entender tudo que está acontecendo entre a gente. Eu preciso pensar em tantas coisas até 2008 começar que eu nem sei por onde começar e é aqui na viagem que eu quero pensar em tudo isso.
2 Responses to 'Hora de Pensar na Vida'
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Se você é mais discreto, ou se você acha melhor não lerem sua opinião, você pode me mandar um e-mail.
on junho 10th, 2008 at 2:38 pm
puxa vidaaaaa…
muto legal essa historia…
ela foi real???
eh brincadeira….
….
…..
bjum
on junho 17th, 2008 at 3:47 am
Todas as histórias desse blog são reais, Denize.
=) fico feliz que você tenha gostado de estar aqui.