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	<title>João quer casar &#187; Ela</title>
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Hora de Pensar na Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.
Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.</p>
<p>Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu escrevi desde antes da triste <a href="/2007/08/14/conversa-seria/">quarta-feira que ela quis acabar o namoro</a>.  Fizemos 2 meses de terapia de casal, depois fizemos 1 mês de pausa voltamos para a terapia de casal com convicção de que hoje em dia precisamos desse espaço pra manter o relacionamento saudável. Apesar disso uma coisa ainda não mudou: de vez em quando ela acha melhor terminar o namoro. Mas aos poucos entendi que todas as vezes que ela quis terminar o namoro uma grande parte, senão o único motivo, era me proteger de sofrer junto à ela. Da última vez que ela falou em acabar eu nem me preocupei muito. Mas não por ter ficado irrelevante, mas por que eu já me preocupo com isso constantemente.</p>
<p>A verdade é que a Rô está muito, muito deprimida. Pra mim isso é um sofrimento muito grande; não é fácil acompanhar alguém no estado que ela está; não é fácil viver ao lado de alguém que te traz felicidade num momento e no outro te leva para um estado de tristeza profunda &#8211; É como ser transportado do céu para o inferno dentro do mesmo dia, mas o pior é perceber que só eu estive no céu, que a Rô está vivendo no inferno faz tempo. Outro dia eu resumi essa situação assim: É como se a Rô estivesse se afogando em alto mar, não tem onde segurar, não tem pra onde nadar. Eu estou lá pra não deixar ela afundar, eu quero salvar ela a qualquer custo, mas chega uma hora que ela está cheia de desespero e medo de afundar que ela acaba me puxando pra baixo junto com ela. É nessa hora que ela gostaria de terminar o namoro, para que eu não afunde com ela. É nessa hora também que eu aprendi a deixar ela afundar um pouco sozinha. Assim que ela se acalma eu vou lá novamente e a trago para a superfície, sem precisar ter tomado o mesmo caldo que ela tomou da vida.</p>
<p>No mundo real (sem metáforas), quando ela está muito mal e eu não posso deixar ela me levar junto com ela, a hora do fôlego é a hora que eu saio sozinho com meus amigos; É a hora que eu falo que vou dormir e fecho o MSN e fico navegando na internet, vendo filmes ou séries na hora que se eu não fechasse o MSN eu estaria conversando com ela, na insônia dela; É nessa hora que eu não pergunto como foi o dia dela, que eu digo que minha terapia não foi nada demais pra não contar que fiquei falando dela o tempo todo. Eu me afasto dela, e fico triste de ver ela afundar, mas é o melhor que posso fazer nessas horas.</p>
<p>De certa forma ela entendeu esse espaço que eu tenho &#8212; não que esses momentos passem em branco pra ela, é ruim pra ela saber que eu a troquei por uma sessão de videogame na casa de um amigo do trabalho ou coisas do tipo &#8212; mas acho que foi o jeito que eu pude mostrar pra ela que eu tenho o meu jeito de me manter saudável mesmo com ela tão mal ao meu lado.</p>
<h3>Saindo da rotina</h3>
<p>É e nesse contexto que eu estou aqui, sozinho, numa viagem que começou antes do Natal e vai terminar depois do Ano Novo. Viajei pra um lugar no meio das montanhas mas que tem internet pra eu poder ler e escrever e pensar na vida. Eu e ela íamos viajar para o nordeste juntos, mas na última hora, na hora de comprar as passagens a Rô desistiu e quis ficar sozinha em São Paulo. Fiquei tão mal com isso, com essa &#8216;última hora&#8217;, com ela não ter me avisado antes, que faltei um dia no trabalho por causa de uma noite de insônia, e passei uma sexta, sábado e domingo pensando nisso, e por fim decidi que viria para cá. Após reservar o chalé eu até à convidei para me acompanhar mas mesmo assim ela preferiu ficar em São Paulo. Estou de certa forma isolado de tudo para pensar na vida, para resolver pra onde vai a minha vida. Para entender e estudar os <a href="/2007/08/06/para-uma-nova-casa/#A_Montanha">diversos caminhos que levam ao topo da montanha</a>.</p>
<p>É claro que essa fuga da rotina nem tem só a ver com a Rô. Não posso jogar todo esse peso nela, mas já que eu não teria esse tempo com a Rô o tempo sem ela <strong>também</strong> vai servir pra entender tudo que está acontecendo entre a gente. Eu preciso pensar em tantas coisas até 2008 começar que eu nem sei por onde começar e é aqui na viagem que eu quero pensar em tudo isso.</p>
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		<title>Namorar de verdade?</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/05/24/namorar-de-verdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 07:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.

Baixar a música
A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.<br />
<br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/american_beauty.mp3">Baixar a música</a></p>
<p>A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. Receoso. Ansioso. Preciso usar esse espaço para desabafar e não vou deixar o blog abandonado só  porque esse assunto está dominando qualquer outro pensamento.</p>
<p>A Rô está em uma fase muito difícil. Ela tem sofrido muito com motivos externos ao nosso relacionamento e a algum bom tempo que ela toma anti-depressivos por conta desses problemas. Ela anda com o humor tão instável que de um dia pro outro ela pode parecer toda apaixonada, com frases do tipo &#8220;vamos nos ver amanhã o dia inteiro, tá?&#8221; e no dia seguinte não querer sair de baixo do cobertor e passar o dia todo sozinha no escuro sem falar nem comigo.</p>
<p>Estamos bem mais próximos, isso é muito bom, ela voltou a falar &#8220;eu te amo&#8221; pra mim com alguma regularidade. Isso tem sido tão bom pra mim. Combinamos ao voltar a namorar que ela não precisava falar que me ama só por que eu falei isso pra ela. Um pacto arriscado, eu sei, mas a tristeza de não ouvir isso quase nunca foi facilmente apagada com as primeiras vezes que ouvi isso sabendo que foi de verdade, do fundo do coração. Agora que isso tem sido mais freqüente passou a ser um dos pequenos prazeres da minha vida. Ouvir ela falar &#8220;eu te amo&#8221;. Isso me dá muita força.</p>
<p>É complicado de explicar a situação que nos colocamos. Voltamos a namorar já tem um mês, e o pacto que fizemos era pra que nós voltássemos a namorar &#8220;aos poucos&#8221;. Esse &#8220;aos poucos&#8221; parece ser tão claro às vezes, mas quando eu paro pra explicar pra alguém, seja na terapia ou para os meus confidentes, ou penso em escrever aqui, percebo que não é tão simples assim de explicar e não está tão claro quanto parecia. Têm coisas que são óbvias: Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos transando; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos saindo como um casal junto com os amigos; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não conversamos sobre o futuro. Mas têm coisas que não são tão simples, como por exemplo, quando vamos voltar a transar? Quando eu posso contar com ela como parte da minha família novamente?</p>
<p>Tínhamos antigamente um nível de intimidade muito grande. Gostávamos de tomar banho juntos, lavar mesmo um ao outro ou simplesmente ficar tomando banho e conversando. Falávamos sobre nossa sexualidade quando estávamos separados, sobre tudo imaginável. Sempre mexíamos com tudo no computador um do outro, apesar de não trocarmos senhas cada um sempre leu o histórico de MSN e e-mails do outro quando surgia a curiosidade. Também havia liberdade para opinar na vida um do outro, sem restrições. Tudo super aberto. Tem coisas que voltaram rápido, tem coisas que não voltaram e eu sequer sei dizer se estamos perto de voltar a conversar com essa intimidade toda ou não, se vamos conseguir ter um dia a mesma intimidade de antes ou não. Um dia eu sei que vamos ter, mas sinto falta de poder perguntar qualquer coisa pra ela sem ter medo de estar indo rápido demais ou dela perdir uma explicação do porquê da pergunta.</p>
<p>Isso dificulta muito as coisas. É uma perda grande essa intimidade que tínhamos e que está adormecida. Espero que essas coisas voltem aos poucos e naturalmente, mas sem demoras.</p>
<p>Mas essa semana o que não está saindo na cabeça são algumas coisas que ela falou que estão relacionadas com os problemas dela, não com o nosso namoro diretamente mas que afetam a mim também. Ela tem passado a maior parte das últimas semanas cabisbaixa, desanimada.</p>
<p>Ela anda falando que tem vontade de morrer ou que não tem vontade de viver. Ela não é do tipo que se mataria e deixa claro que não é disso que ela está falando. Ela só não tem nenhum incentivo, nenhum sonho, nada que ela possa se apegar para ter mais força. Eu sempre dou carinho pra ela, vou na casa dela no meio da semana para dar abraços e beijinhos nela e isso fez muito efeito umas semanas atrás, quando ela disse que a minha presença ajudou muito à ela. Mas é difícil ter fôlego pra tudo isso. É difícil estar sempre presente com ela variando tanto de humor.</p>
<p>Nos fins-de-semana passados ela se mostrou mais animada, nos vímos, passeamos, nos divertimos. Esse fim de semana foi um pouco diferente.</p>
<p>Já durante a semana ela puxou a conversa: &#8220;João, eu não sei como você me agüenta. Eu sou tão problemática. Eu nem tenho sido uma namorada de verdade pra você, eu vou melhorar, viu?&#8221;. É claro que isso mexeu muito comigo. Até hoje, quase uma semana depois dela ter me dito isso eu fico encafifado com o que seria &#8220;namorar de verdade&#8221; na cabeça dela nesse momento. Já no sábado tivemos um encontro gostoso. Não fomos ao programa que tínhamos combinado, mas ficamos na casa dela, abraçadinhos no sofá, vendo qualquer coisa que o pai dela havia escolhido na TV. Ela estava animada. No domingo tudo mudou: Mal-humor, indisposição, preguiça, ela estava toda fechada, me beijou de forma estranha. Não dá pra fingir que não namoramos 6 anos. Ela beijou diferente. Foi gostoso, foram beijos de verdade, mas eu sei que tinha algo estranho.</p>
<p>Depois, conversando sobre assuntos não tão relacionados com isso ela mudou totalmente de assunto desabafou pra mim: &#8220;Eu estou com zero de libido. Nada me interessa, não tenho vontade nem de beijar. É como ir passear com um irmão&#8221;. Com um irmão?!? Eu fiquei pasmo. Depois veio a conversa e a explicação. Eu já sabia que mais ou menos 2 meses atrás ela aumentou a dose de anti-depressivo. Parece que um efeito que pode acontecer é a queda da libido. OK. Mas até aí, sabe, alguém como a Rô que sempre teve muito fogo, muito tesão. Como é que ela chegou ao nível de dizer que nem beijar ela tem tido vontade?</p>
<p>Sabe essas duas coisas ficam batucando ultimamente na minha cabeça. E o pior é que eu não tenho como explicar aqui, mas sei que a história de voltar a namorar &#8220;aos poucos&#8221; não foi motivada por essa queda de libido. São dois assuntos separados e eu conheço ela bem o suficiente pra saber que &#8220;aos poucos&#8221; não era uma muleta pra justificar que não queria transar. Isso me deixa mais preocupado ainda com ela, principalmente por que ela me disse que pra ela um cafuné na cabeça e ficar um pouco abraçados no sofá tem sido tudo que ela precisa pra estar satisfeita do nosso contato físico e ela não está muito preocupada com isso.</p>
<p>O que mais me preocupa dessa história é ela não estar preocupada com isso. Ela podia estar ao menos percebendo o quanto esse remédio que ela está tomando afeta ela fisicamente. Eu sinceramente não tenho visto muita diferença nela tomar o remédio ou não. Hoje eu esperava ouvir dela um pouco mais sobre essa história. Quarta é sempre um dia bom pra conversas por que tanto eu quanto ela temos terapia quarta a noite. E além do mais quinta ela não tem que acordar cedo por que não tem faculdade. Hoje ela foi dormir algo do tipo 15 minutos depois de eu ter entrado no MSN ao voltar da terapia. Ela estava totalmente desinteressada em conversar.</p>
<p>E agora fico eu aqui, com insônia, pensando nela, pensando em nós e sem conseguir nem uma resposta e nem finalizar esse post. Tento dito preguiça de postar por que sei que esses assuntos me consomem muitos e muitos parágrafos para render alguma coisa coerente para que vocês leiam ou coerente para mim. Esse é mais um post que morre cheio de dúvidas e sem sequer amarrar o raciocínio.</p>
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