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	<title>João quer casar &#187; Notícias</title>
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Hora de Pensar na Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.
Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.</p>
<p>Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu escrevi desde antes da triste <a href="/2007/08/14/conversa-seria/">quarta-feira que ela quis acabar o namoro</a>.  Fizemos 2 meses de terapia de casal, depois fizemos 1 mês de pausa voltamos para a terapia de casal com convicção de que hoje em dia precisamos desse espaço pra manter o relacionamento saudável. Apesar disso uma coisa ainda não mudou: de vez em quando ela acha melhor terminar o namoro. Mas aos poucos entendi que todas as vezes que ela quis terminar o namoro uma grande parte, senão o único motivo, era me proteger de sofrer junto à ela. Da última vez que ela falou em acabar eu nem me preocupei muito. Mas não por ter ficado irrelevante, mas por que eu já me preocupo com isso constantemente.</p>
<p>A verdade é que a Rô está muito, muito deprimida. Pra mim isso é um sofrimento muito grande; não é fácil acompanhar alguém no estado que ela está; não é fácil viver ao lado de alguém que te traz felicidade num momento e no outro te leva para um estado de tristeza profunda &#8211; É como ser transportado do céu para o inferno dentro do mesmo dia, mas o pior é perceber que só eu estive no céu, que a Rô está vivendo no inferno faz tempo. Outro dia eu resumi essa situação assim: É como se a Rô estivesse se afogando em alto mar, não tem onde segurar, não tem pra onde nadar. Eu estou lá pra não deixar ela afundar, eu quero salvar ela a qualquer custo, mas chega uma hora que ela está cheia de desespero e medo de afundar que ela acaba me puxando pra baixo junto com ela. É nessa hora que ela gostaria de terminar o namoro, para que eu não afunde com ela. É nessa hora também que eu aprendi a deixar ela afundar um pouco sozinha. Assim que ela se acalma eu vou lá novamente e a trago para a superfície, sem precisar ter tomado o mesmo caldo que ela tomou da vida.</p>
<p>No mundo real (sem metáforas), quando ela está muito mal e eu não posso deixar ela me levar junto com ela, a hora do fôlego é a hora que eu saio sozinho com meus amigos; É a hora que eu falo que vou dormir e fecho o MSN e fico navegando na internet, vendo filmes ou séries na hora que se eu não fechasse o MSN eu estaria conversando com ela, na insônia dela; É nessa hora que eu não pergunto como foi o dia dela, que eu digo que minha terapia não foi nada demais pra não contar que fiquei falando dela o tempo todo. Eu me afasto dela, e fico triste de ver ela afundar, mas é o melhor que posso fazer nessas horas.</p>
<p>De certa forma ela entendeu esse espaço que eu tenho &#8212; não que esses momentos passem em branco pra ela, é ruim pra ela saber que eu a troquei por uma sessão de videogame na casa de um amigo do trabalho ou coisas do tipo &#8212; mas acho que foi o jeito que eu pude mostrar pra ela que eu tenho o meu jeito de me manter saudável mesmo com ela tão mal ao meu lado.</p>
<h3>Saindo da rotina</h3>
<p>É e nesse contexto que eu estou aqui, sozinho, numa viagem que começou antes do Natal e vai terminar depois do Ano Novo. Viajei pra um lugar no meio das montanhas mas que tem internet pra eu poder ler e escrever e pensar na vida. Eu e ela íamos viajar para o nordeste juntos, mas na última hora, na hora de comprar as passagens a Rô desistiu e quis ficar sozinha em São Paulo. Fiquei tão mal com isso, com essa &#8216;última hora&#8217;, com ela não ter me avisado antes, que faltei um dia no trabalho por causa de uma noite de insônia, e passei uma sexta, sábado e domingo pensando nisso, e por fim decidi que viria para cá. Após reservar o chalé eu até à convidei para me acompanhar mas mesmo assim ela preferiu ficar em São Paulo. Estou de certa forma isolado de tudo para pensar na vida, para resolver pra onde vai a minha vida. Para entender e estudar os <a href="/2007/08/06/para-uma-nova-casa/#A_Montanha">diversos caminhos que levam ao topo da montanha</a>.</p>
<p>É claro que essa fuga da rotina nem tem só a ver com a Rô. Não posso jogar todo esse peso nela, mas já que eu não teria esse tempo com a Rô o tempo sem ela <strong>também</strong> vai servir pra entender tudo que está acontecendo entre a gente. Eu preciso pensar em tantas coisas até 2008 começar que eu nem sei por onde começar e é aqui na viagem que eu quero pensar em tudo isso.</p>
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		<title>Conversa séria</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 02:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.
Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.</p>
<p>Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos não estavam ajudando, estavam atrapalhando, já que ela se sentia estranha não gostando de mim e dando beijinho, por exemplo.</p>
<p>A conversa foi pesada. Muita coisa que estava guardada veio à tona. Os assuntos que ficaram proibidos com o pacto quando voltamos a namorar foram conversados.</p>
<p>Foi um momento muito difícil e muito triste. Quando voltamos a idéia era que ao poucos eu conseguisse provar pra ela que todos os problemas mais graves que estavam vindo de mim e afetando a ela teriam se ajeitado. Eu jurava pra ela que tudo estava claro e que eu sabia o que não poderia acontecer, mas que eu não teria como provar para ela que tudo estava melhor, por que não tínhamos mais intimidade para surgirem os problemas. Mas no processo de esperar pelo tempo que provaria que os problemas haviam sumido ela foi se afastando emocionalmente.</p>
<p>No final desse processo o relacionamento estava desenrolando de formas que eu não cometia mais os mesmos erros. Tudo bem, teve chance pra voltar a acontecer mas não foi exatamente o mesmo erro e não se manifestou da forma como se manifestava antes, mas ao mesmo tempo a relação não esquentou. Nada de sexo, poucos beijinhos. Do lado dela pouca saudades, pouca vontade de me ver, pouca esperança de tudo voltar ao normal. Mas do outro lado eu estava segurando tudo, evitando as conversas, fazendo tudo que eu devia, só esperando o momento que eu pudesse voltar a conversar com ela de forma a nos aproximarmos.</p>
<p>O resultado disso tudo é que depois de horas nos despedimos num clima um pouco mais leve e sem terminar o namoro. A situação ficou meio no ar. Não estávamos namorando e nem tínhamos parado de namorar. Ela prometeu pensar em todos os meus argumentos.</p>
<p>Hoje faz quase uma semana que tudo isso aconteceu. Estou cansado e um pouco triste. É triste lembrar de como foi difícil essa noite 6 dias atrás.</p>
<p>Mas também não vou deixar esse post ficar tão triste. É uma sensação que não resume o que sinto agora. Tivemos um fim de semana bom, algumas sintonias voltaram no nosso namoro. Acima de tudo que eu omiti nesse post está a terapia de casal que começamos na sexta.</p>
<p>As perguntas finais são: Por que tudo isso aconteceu dessa forma? Por que eu só quero escrever da parte triste?</p>
<p><small>Post não revisado</small></p>
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		<title>Para uma nova casa</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/08/06/para-uma-nova-casa/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Aug 2007 06:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa, quanta coisa que eu queria falar.
Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.
Estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, quanta coisa que eu queria falar.</p>
<p>Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.</p>
<p>Estou exausto por que me mudei recentemente para esse novo apartamento que estou agora, escrevendo, com sono e cansado. Faz duas semanas e uns dias que estou aqui. Não parece certo eu ter passado certo tempo sem postar. Acho que são tantas coisas práticas a serem levadas em conta que a parte psicológica e introspectiva dessa mudança está andando lentamente, e por isso a minha terapia &#8220;dá conta do recado&#8221; e eu acabo achando que o pouco que tenho para escrever não vale o esforço. As inspirações para escrever só tem vindo de verdade quando estou cansado. Meu corpo desiste, minha mente desiste e eu páro de resolver os problemas e penso na vida.</p>
<p>Estou exausto também por que ontem e hoje eu dei festinha aqui em casa. Isso mesmo, dois dias seguidos de festa. O apartamento é do tipo kitinete, então é pequeno, é um cômodo único, com cozinha americana e espaço para uma pseudo-sala e um banheiro bem legal para o tipo de apartamento. Para uma kitinete é deveras grande. Mas para convidar todo mundo que eu queria é realmente pequeno. Então foram dois turnos, todos os dois muito divertidos e muito especiais, mas também cansa um pouco esse pique todo. E amanhã é segunda. E da-lhe &#8220;Toma na cabeça João!&#8221;. =)</p>
<p>Mas é nessa hora, lavando e secando a louça, arrumando tudo no armário, varrendo, limpando, etc, etc, etc, que eu penso na vida. Lembro dos pequenos problemas no trabalho (que só são pequenos por que tenho maiores problemas fora dele), do namoro com a Rô, da Rô sozinha, na minha família, na família da Rô, nos amigos&#8230;  tanta coisa que passa pela cabeça&#8230;</p>
<p>Eu e a Rô continuamos namorando. Muita coisa melhorou de fato no relacionamento depois da separação e da volta. Algumas coisas realmente foram concertadas e estão funcionando. Mas quando as coisas quebram e a gente concerta as vezes ficam marquinhas que lembram da gente que aquilo não é o novo que compramos na loja, é usado, e está funcionando, mas já esteve quebrado. Para mim isso não significa que eu queira nada novo. Concertado nesses casos é melhor. Um objeto com história é um objeto vivo, um relacionamento com história é muito mais rico em comparação à um novo do que a metáfora do objeto pode ser para o objeto. Realmente para mim isso é importante, isso fortalece nossa relação.</p>
<p>Mas não sei se a Rô pensa igual. Estamos com problemas ainda. Está mais fria a relação. Nos vemos, nos beijamos, existe aquele carinho imenso e intenso mas não é todo dia que ele aparece. A gente sabe que está lá fora do campo de visão, mas ele aparece sempre. Não estamos transando. Nada de realmente mal com isso do ponto de vista físico e da tentação que eu sinto, isso tem sido controlável. Mas a relação sexual dentro do nosso relacionamento, e imagino que em qualquer relacionamento longo, significa muito mais do que a parte física, quando rola é por que estamos em sintonia, estamos bem, ou estamos entrando em sintonia e caminhando para estar bem. É difícil e nem vou tentar explicar tudo isso, mas é parte da nossa relação de confiança, cumplicidade, carinho e amor. Faz parte da união como um todo. A ausência disso é motivo para se pensar.</p>
<p>A minha família aparentemente ainda não reagiu de fato a minha mudança. Meu irmão não se apossou do meu quarto, a minha mãe ainda não deu sinal concreto do que ela sente com isso, enfim, não sei como explicar, mas parece que ainda não aconteceu nada. Pode ser que nem vá acontecer, mas por enquanto nem sinal de mudanças relevantes. Eu estou feliz sem a convivência diária com a família. Tinha muita coisa errada na casa que eu morava, desde problemas estruturais da casa até atitude de cada uma das pessoas. Seria fácil falar que eu fugi daquela situação difícil, por que eu me incluo nos problemas sérios daquela casa, mas não seria totalmente real assumir essa posição.</p>
<p>Sim, eu fugi da cachorrinha que late a noite toda, eu fugi da minha tia tagarela que acha que todo mundo ama ela pra caralho quando ela quer e está bem e que age odiavelmnte quando não está em seus dias emocionais e nem parece perceber esses dois momentos que ela ocila. Fugi da minha mãe com conselhos que não são mais pertinentes à atual fase da minha vida ou pertinentes mas repetitivos e sem solução, fugi da bateria do meu irmão, que mal estuda, só serve pra fazer barulho mesmo, mas ele tem todo o direito. Fugi sim de tudo isso, fugi da responsabilidade de ser o &#8220;concerta tudo&#8221; da casa. Fugi da minha parte da loça. Etc.</p>
<h3 id="A_Montanha">A Montanha</h3>
<p>Mas isso não é nem de perto o motivo mais importante da minha saída. Eu saí por que eu preciso, por que estava na minha hora e por que eu mereço também. Independente das minhas atitudes certas ou erradas em relação a outra casa eu precisava mudar de ambiente para poder ajeitar tudo que lá eu fazia errado. Eu posso muito bem fazer todas as obrigações de uma casa, mas lá eu ficava preso num rítimo que não era o meu, com uma estrutura que não era a minha. Eu estava subindo uma montanha, todos nós estamos sempre subindo essa montaha, mas eu estava subindo pelo lado mais demorado e mais difícil. Eu só tenho que subir a montanha, porra! Eu não preciso subir por aquele lado de lá só por que a minha família vai por lá. Eu mudei o meu caminho.</p>
<p>Agora moro sozinho. Agora eu tenho muito mais responsabilidades do que eu tinha antes. E sabe o que aconteceu? Agora eu me sinto mais leve. Um bonde estava nas minhas costas. Esse caminho não só é mais fácil de chegar ao topo da montanha mas também é o caminho que eu acho correto. Eu tenho esse direito e eu sei que é a minha hora de trilhar o meu caminho diferente da família. É a hora que eu além de saber que eu podia escolher outro caminho eu realmente tomei o caminho e agora estou só.</p>
<p>(É engraçado como eu gosto de extender as metáforas e como isso me faz bem. Vamos continuar que isso é só um parêntese.)</p>
<p>Nessa história da montanha eu posso subir mais rápido ainda com a ajuda da Rô. Tem trechos do caminho que em duas pessoas se &#8220;escala&#8221; mais rápido, e sozinho eu terei que contornar esses trechos. Claro que ela me ajuda na mudança de apartamento, que ela está torcendo por mim e me ajudando de milhares de formas, mas ela ainda está subindo a mesma montanha só que com a família dela. É como uma escalada que de vez em quando a gente se cruza e ela me ajuda, mas de forma geral andamos separados ainda.</p>
<h3>O buraco</h3>
<p>Eu queria que a Rô estivesse participando mais da minha mudança. É gozado como eu sei que ela não pode fazer isso, não pode por que não teria como ela não se machucar se envolvendo mais do que ela já se está com esse história, mas mesmo assim eu sinto a falta dela. Ela ajuda, ela faz as coisas que eu peço, mas não faz parte do comprometimento dela com alguma coisa. Ela está livre, eu deixo ela solta com isso e não me acho no direito de cobrar nada, mas seria uma diferença muito grande se ela participasse ativamente da minha mudança de casa.</p>
<p>É um buraco nessa etapa. Claro, a própria etapa já é um buraco. Eu queria muito que estivéssemos casando, indo morar juntos, meus olhos se enchem de lágrimas só de pensar como seria bom que estivéssemos indo morar juntos, mas não vou falar desse buraco. Isso já passou e ainda é coisa pra ser pensada com calma, não era a hora de morarmos juntos e pronto. Mas o buraco que estou falando é a falta dela na minha mudança para morar sozinho. Uma vez decidido e entendido que eu iria morar sozinho e não com ela, mesmo assim ela tinha um lugar guardado. Eu não queria a ajuda de ninguém nessa mudança, eu só precisava da ajuda dela, mas ela apesar de maginíficos esforços com a mudança, não estava lá.</p>
<p>Existe uma diferença muito grande da seguintes situações: A primeira é eu pedir para a Rô: &#8220;linda, você quer me acompanhar para ver uns apartamentos que estão disponíveis que eu achei com a imobiliária tal?&#8221; e ela ir comigo; A outra situação é a Rô chegar pra mim e falar: &#8220;João, amor, passei em 3 apartamentos hoje, liguei na imobiliária, fui neles e tirei umas fotos, acho que você deveria visitar só esse aqui&#8221;. É mais ou menos isso que eu quero dizer com &#8220;participar ativamente&#8221;. Eu queria muito que ela tivesse assumido esse papel dentro da mudança.</p>
<p>Agora eu tenho esse buraco pra tapar. Na verdade ele já está se fechando, já estou bem melhor com tudo isso, mas não deixa de ser bom pensar nisso e colocar aqui. É bom colocar pra fora esse buraco. Ela nem percebeu o quanto eu precisava dela. &#8220;É, eu queria sim, queria muito fazer o esquema da decoração, mas eu percebi que eu sou muito altruísta e que isso me prejudica, a exemplo do grupo de dança ou o exemplo dos grupos de trabalho na faculdade. Eu percebi que eu não quero me esforçar assim pelos outros. Preciso me resguardar.&#8221; Ela disse isso, ou algo próximo a isso, num dia que ela estava quase entrando no lugar dela na minha mudança e derrepente ela não queria fazer mais nada na mudança.</p>
<p>Eu entendo perfeitamente ela. Eu não consegui transcrever direito a fala dela. Mas ficou claro que ela estava considerando todas as implicações dela com ela mesma dentro do processo de transporte das minhas coisas para o novo AP e de decoração do mesmo. Na época foi muito triste pra mim perceber que ela só estava vendo o lado dela. Eu tinha um lugar muito especial guardado pra ela na minha mudança, eu precisava dela, e ela não viu isso. Ela finalmente viu perfeitamente que ela não precisa se sacrificar pelas pessoas que não dão valor ao trabalho dela, ao esforço dela.</p>
<p>Mas ela não viu que era esse o momento que eu precisava do esforço dela mais do que tudo. Ela me comparou com todas as pessoas que teoricamente não tem um lugar tão especial quanto eu tenho no coração dela. Será que eu tenho? Eu acho que tenho. Eu sei que tenho. Mas o coração dela tá tão pequeno últimamente. Se ela dedicar do coração dela uma grande parte para mim, mesmo assim ela tem pouca coisa pra dar.</p>
<p>Ela trancou a faculdade. Aparentemente é o fim da busca dela por se tornar uma psicóloga. Ela está se libertando. Isso pra mim foi muito importante. Ela precisou de muita, muita força para tomar e assumir essa decisão, e também para executar a idéia. Isso que ajudou a tapar o buraco. Ela agora está também numa fase &#8220;pós-quebra&#8221;, igual a mim. Quebras diferentes, mas mudanças sérias do mesmo jeito, e agora estamos andando paralelamente de novo.</p>
<h3>Por hoje é só</h3>
<p>Hoje estou chegando nos meus limites. Estou caindo de sono. Estou feliz que consegui fazer mais um post. Estou feliz que coloquei um monte de coisa pra fora. Agora vou organizar essa porcaria. Tem muita coisa aqui que podia ter um post dedicado. Vou tertar colocar a ordem nisso aqui. Vamos ver o que acontece. Alguma idéia, pessoas?</p>
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		<title>Débito</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jul 2007 16:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu estou em débito com esse blog. Tanta coisa tem acontecido, tanta coisa pra relatar aqui, e nada de posts. Falando assim faço parecer que estou em débito com os leitores. Sim, de certa forma estou um pouco, já que sei que alguns ficam aguardando uma notícia dessa história que provavelmente ficou um pouco interessante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estou em débito com esse blog. Tanta coisa tem acontecido, tanta coisa pra relatar aqui, e nada de posts. Falando assim faço parecer que estou em débito com os leitores. Sim, de certa forma estou um pouco, já que sei que alguns ficam aguardando uma notícia dessa história que provavelmente ficou um pouco interessante já que consegui ser muito sincero e verdadeiro no que escrevo aqui.</p>
<p>Mas na verdade está em falta o meu compromisso comigo mesmo. Este blog deveria ser um registro do que estou pensando em cada época desse processo que estou passando. Muitas coisas mudaram desde o antes do último post. Este, um exemplo isolado nessa época de ausência está perdido num mar de outras sensações e pensamentos que não postei também.</p>
<p>É complicado postar tudo aqui. Escrever organiza de mais os pensamentos e eu estava muito confuso com essa nossa transição. Desde que voltamos a namorar os problemas da Rô novamente tomaram um pedaço das minhas preocupações e agora fica complicado separar todos os assuntos e sentimentos que passaram pela minha cabeça nesses dias com poucos posts. Mas agora tudo parece estar um pouco mais claro e eu vou tentar escrever mais hoje e daqui pra frente. Não prometo nem à vocês e nem a mim mesmo que vou retomar o rítimo que eu postava na época que eu estava separado dela. Mas vou tentar ter um pouco mais de regularidade. Acho que vai ser importante pra mim.</p>
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		<title>Aviso rápido sobre o blog</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2007 02:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu fiz a página ali na direita que explica por que criei este blog. Quem quiser dá uma olhada lá.
Quem quiser comentá lá também.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fiz a página ali na direita que explica por que criei este blog. Quem quiser dá uma olhada lá.</p>
<p>Quem quiser comentá lá também.</p>
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		<title>Consertar o estrado da cama</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/05/11/concertar-o-estrado-da-cama/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2007 00:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A história do colchão, da cama e do estrado é longa de verdade. Eu estava parando pra pensar e tem quase 2 anos que eu comprei o colchão e tem 1 ano e 4 meses que eu estou com o colchão no chão. Vejam só, o colchão no chão tem de longe mais tempo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história do colchão, da cama e do estrado é longa de verdade. Eu estava parando pra pensar e tem quase 2 anos que eu comprei o colchão e tem 1 ano e 4 meses que eu estou com o colchão no chão. Vejam só, o colchão no chão tem de longe mais tempo do que ele ficou na cama. Na verdade exatamente o dobro de tempo.</p>
<p>Eu sempre soube da necessidade de ter as coisas direitinho. O colchão pode estragar se ficar muito tempo no chão, pega humidade, por exemplo e a cama desmontada não tem um lugar muito certo, então fica fazendo um visual não muito agradável do lado de fora do quarto, isso eu sempre soube. Mas ao mesmo tempo as coisas pesam pra um lado ou outro da balança.</p>
<p>Outra coisa que eu tenho que considerar é que em novembro passado a Rô me ensinou uma lição muito séria. Coisa que na verdade eu já sabia que era o certo mas eu não dava a devida importância, principalmente por que nunca moramos juntos. Ser um casal é fazer as coisas por que o casal precisa, mais do que fazer as coisas por que você precisa, às vezes. Eu já havia entendido que várias questões do nosso namoro e várias coisas que eu tinha que fazer eram pelo casal e não por ela, e que o que o casal precisa tem que ser tão importante pra mim quando a minha própria vontade. Eu realmente aprendi isso.</p>
<p>Então por que não arrumei a cama? Calma, eu não arrumei a cama por que nós resolvemos e ela entendeu que pra mim isso não era essencial e que eu até estava achando melhor o quarto com um pouco mais de espaço. Ficou conversado e decidido que não havia necessidade imediata pra isso e portanto deixou de ser uma necessidade do casal.</p>
<p>Agora o que vocês devem estar imaginando até agora é por que eu agora mudei de idéia. Eu mudei de idéia por que eu acordei com uma puta dor de garganta na quarta-feira. O que acontece é assim, esse quarto era de empregados e é virado pra área de serviço, que apesar de coberta é aberta. Então entra um vento muito gelado, por debaixo da porta (que tem um vão grande, de uns 3 ou 4 cm) e vem direto, o de debaixo da porta é forte mesmo. Então eu dou um jeito nele. Sempre coloco uma calça jeans ou alguma coisa que feche a entrada de ar por ali. O problema é quando eu esqueço eu sempre acordo com frio e com dor de garganta.</p>
<p>Quarta-feira decidi que esse é um bom motivo pra consertar a cama, mesmo que aconteça só de vez em quando.</p>
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		<title>Fim da história</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2007 01:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O post anterior é para ser desconsiderado.
Eu não vou ter nada com ninguém.
Eu como qualquer otário sincero contei pra Rô da história. Aconteceu uma briga horrível e espero que eu possa conversar com ela com calma depois. Não passou de uma brincadeira a história do post abaixo.
Eu vou deixar ele aí arquivado por que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O post anterior é para ser desconsiderado.</p>
<p>Eu não vou ter nada com ninguém.</p>
<p>Eu como qualquer otário sincero contei pra Rô da história. Aconteceu uma briga horrível e espero que eu possa conversar com ela com calma depois. Não passou de uma brincadeira a história do post abaixo.</p>
<p>Eu vou deixar ele aí arquivado por que eu não apago a minha história. Esse blog é pra ser re-lido um dia. Eu vou usar o blog pra crescer e para ser o marido ideal. Marido ideal da Rô, ou morrer sozinho.</p>
<p>Comentários sobre essa história, por favor, nesse post. Aquele post eu deixei desligado qualquer comentário.</p>
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		<title>Outras histórias</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 18:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem voltando da casa da Rô, uma garota ficou me olhando no ônibus. Ela me olhava nos olhos e não desviava logo. Nem eu na verdade. Olhos bonitos, meio oriental.
Mudei de lugar pra ter certeza que ela olhava pra mim. Ela olhava. E continuou. Antes de descer do ônibus escrevi meu celular num papel e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><del datetime="2007-04-19T01:43:58+00:00">Ontem voltando da casa da Rô, uma garota ficou me olhando no ônibus. Ela me olhava nos olhos e não desviava logo. Nem eu na verdade. Olhos bonitos, meio oriental.</p>
<p>Mudei de lugar pra ter certeza que ela olhava pra mim. Ela olhava. E continuou. Antes de descer do ônibus escrevi meu celular num papel e tentei colocar no bolso dela. Mas caiu. Ela percebeu e hoje falamos por SMS e agora estamos no MSN. Vamos ver o que dá. No mínimo mais alguém pra conversar&#8230;  quem sabe algo mais?</del></p>
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		<title>Ontem, dois dias em um</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 16:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem o dia foi cheio. Um dia cheio de Rô.
Acordei já com alguma coisa na cabeça, não sabia o que, não estava tudo certo. &#8220;Será que hoje é sexta e eu tô de bobeira em casa pensando que é sábado?&#8221;. Conversei um pouco aqui e acolá com minha mãe e meu irmão e evitei um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o dia foi cheio. Um dia cheio de Rô.</p>
<p>Acordei já com alguma coisa na cabeça, não sabia o que, não estava tudo certo. &#8220;Será que hoje é sexta e eu tô de bobeira em casa pensando que é sábado?&#8221;. Conversei um pouco aqui e acolá com minha mãe e meu irmão e evitei um pouco o computador.</p>
<p>Depois de um tempo não resisti, liguei o computador e o som. Coloquei uma música e fiquei aqui, lendo blogs de amigos, arrumando o quarto, na verdade mais sentado no computador do que qualquer outra coisa. E a Rô apareceu.</p>
<p>A princípio foi bom falar um pouquinho com ela. Agente ficou de papo furado, falando de várias coisas. Tocamos um pouquinho em assuntos mais nossos mas a conversa não durou e voltamos ao papinho-furado. A sensação me tomou e <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/11/caminhao-de-mudancas/" title="Um caminhão de mudanças">essa parte eu já tentei explicar aqui</a>, ontem mesmo.</p>
<p>Chorei bastante mesmo depois de postar. Tive que parar de chorar meio derrepente, com minha mãe chamando pra almoçar. Nessa hora eu tinha levado o notebook pra sala de estar e tive que dar a volta no jardim por que minha cara não estava muito apresentável para quem não queria perguntas. Mas foi bom. Parei de chorar e depois do almoço a sensação era melhor. A Rô estava na terapia e ficou combinado de nos vermos depois.</p>
<p>Fomos no <a href="http://www.applebees.com.br/">Applebee&#8217;s</a>. Lá é muito agradável. Um lugar ideal para ficarmos papeando e tomando alguma coisa e depois de um tempo jantar. Como é gostoso uma paquera. Apesar de termos alguns assuntos, como os caras que andam chamando ela pra sair ou o cara que ela gostaria que chamasse e não chamou, que poderiam arruinar o &#8220;encontro&#8221; a nossa posição de amigos tratou de não gerar atritos nem com esses assuntos. Ela se ofereceu para nos vermos pra ela me dar um pouco de colo por que boa parte do que eu falei no post &#8220;Colo&#8221; eu já havia falado à ela via MSN. Então esses assuntos tiveram que aparecer mas o colo não podia ser ali, no meio do restaurante.</p>
<p>Foi muito legal. Parte do tempo ficamos falando de papo de amigos, parte do tempo de assuntos mais sérios mas acho que em alguns momentos não passou de paquerinha, o clima de paquera estava gostoso e no final pedi pra sentar do lado dela. Não dá pra explicar direito, mas no lugar que estávamos, que era pra duas pessoas, até cabia duas pessoas em um banco/sofá só. Mas era apertadinho pra duas pessoas e folgado pra uma. Ela até deixou, falou, &#8220;ah, depois de pagar a conta você fica um pouco aqui&#8221;. Mas não teve isso, não tinha mais bebidas sobre a mesa quando pagamos e pouca justificativa para um abraço ou para ficar na mesa.</p>
<p>Aguardando o carro eu puxei a mão dela. Não encontrei resistência e nossos corpos se tocaram num abraço. Depois de 6 anos de namoro e praticamente 2 meses separados agente ainda não tinha como esquecer o nosso jeito de abraçar. Foi automático, tanto ela quanto eu abraçamos como sempre abraçávamos. Foi um abraço gostoso. Depois sentamos e eu puz minha mão sobre seus ombros e ela não ofereceu resistência a se recostar em mim. Fomos embora no carro dela e eu perguntei se precisava pedir desculpas. Já expliquei que ela criticou os abraços da quinta-feira mas parecia tudo estar confuso. Eu falei que qualquer coisa que eu fizesse que ela não aprovasse que ela me avisasse e ela com um sorriso disse que tudo bem, que avisaria, mas que estava tudo bem.</p>
<p>Pedi pra subir na casa dela. Os pais dela tinham saído para jantar, levaram os irmãos dela e a casa estava vazia. Que sonho! Se eu estivesse mal como eu estava quando conversei com ela de manhã, como num passe de mágica, eu poderia ter o colo que eu &#8220;sonhei acordado&#8221; em ter. E tive. Ela sentou no sofá e falou: &#8220;Deita aqui&#8221; com um tapinha em suas coxas. Eu transbordei de satisfação e deitei lá. Ganhei um pouco de cafuné mas a as poucas lágrimas que vieram não eram grandes o suficiente para escorrer e tampouco molhar o colo que me acolhia. Levantei a cabeça e a abracei.</p>
<p>As lágrimas vieram um pouco mais fácil na hora que eu falei um pouco pra ela. Eu não queria ficar falando olhando pro nada, no colo dela. Depois que comecei a chorar eu ia me recostar novamente em suas pernas, mas o carinho na minha cabeça e no meu pescoço evitava que eu fosse pra lá livremente. Ganhei um beijo no rosto, eu não acreditei, agente estava muito perto e eu já tinha pensado em tentar beija-la no Applebee&#8217;s mas achei melhor não forçar a barra, mas foi quase um convite e olhei pra ela e nos aproximamos e os dois beijaram. Nenhum dos dois beijou o outro, os dois se beijaram ao mesmo tempo.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Foram 40 minutos no sofá da casa dela. Chegou até a esquentar o clima, depois acalmamos, sabíamos que não era pra ir além, conversamos de leve e chorei mais um pouco, ela enxugou a minha lágrima com um beijo e não tive mais vontade de chorar, nem por felicidade e nem por tristeza. Era pra ficar bem, era pra aproveitar, não era pra chorar.</p>
<p>Depois fui embora, antes dos pais dela chegarem. Mas a <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/15/entorpecido/" title="Entorpecido">sensação de tudo isso já foi descrita</a> aqui. Estou feliz, mesmo que essa noite não signifique que agente voltou. Pra mim significa que a mulher que eu mais admiro está pronta para ser paquerada e conquistada, como se não tivéssemos toda a história que eu abri esse blog para aos poucos contar.</p>
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		<title>Caminhão de mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2007 01:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.
Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.</p>
<p>Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do nosso amigo que sempre gostou dela e algumas coisas sobre nós. Ela recentemente trouxe a tona um assunto que eu não comentei aqui. Quando separamos e eu pedi pra ela pra voltarmos eu pedi também, um pouco depois, que ela me dissesse assim que tiver certeza que eu não tenho mais chances com ela. Em outras palavras, eu pedi pra ela me dar um pé mesmo se for esse o caso, que eu não queria ela amaciando a situação.</p>
<p>O legal é que ela trouxe a tona para me lembrar que ela nunca me deu um &#8220;não&#8221;. Ela nunca disse que não voltaríamos nunca mais. E além disso ela pela primeira vez teve coragem de falar com todas as palavras que apesar de ficar com raiva ela sente na maioria do tempo é saudades de mim. Imagina o meu sorriso de orelha a orelha.</p>
<p>E vejam só. Não parou por aí. As coisas esfriaram, ela não falou que vamos voltar também. Mas depois de me lembrar que ela não disse não eu ainda tive mais uma dica aqui e ali de que ela ainda pode voltar comigo. Isso foi gostoso.</p>
<p>Acabamos comentando sobre o AP que eu tava procurando pra morar sozinho mesmo namorando com ela quando separamos. Eu aos poucos fui parando de procurar&#8230;&nbsp; claro, né? Não tinha forças pra nada a não ser tentar ficar bem com a separação, abri esse blog e tudo mais. Mas eu tive coragem de convida-la para me ajudar a arrumar tudo lá, como uma amiga, mas me ajudar com decoração e tudo mais.</p>
<p>Ela adorou a idéia!!!!!&nbsp; Affe!! como eu fiquei feliz!!! Estou dando pulos de alegria!</p>
<p>Ela adora uma organização. Não estranhem não. Mas terei uma chance de passar algumas tardes agradáveis com ela e de quebra ter uma ajuda de muito bom gosto e muito bom humor na arrumação do novo AP.</p>
<p>Agora é só voltar a procurar AP e alugar de vez essa pendenga!!!</p>
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		<title>Tudo mais calmo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 03:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Só queria dizer que está tudo mais calmo.
Eu posto depois explicando. Não a vi pessoalmente, mas conversei no MSN e ela está melhor e eu estou melhor e vários pingos caíram nos &#8220;i&#8221;s.
Depois eu conto&#8230;
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Só queria dizer que está tudo mais calmo.</p>
<p>Eu posto depois explicando. Não a vi pessoalmente, mas conversei no MSN e ela está melhor e eu estou melhor e vários pingos caíram nos &#8220;i&#8221;s.</p>
<p>Depois eu conto&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E agora?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 22:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rô hoje de manhã falou comigo que queria conversar a noite. Se tudo bem agente conversar já que ela tava com terapia marcada só pra sexta feira e queria conversar com alguém.
Eu topei. O problema foi que ela não se segurou e soltou a bomba: Um amigo nosso, que conheceu a Rô na época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Rô hoje de manhã falou comigo que queria conversar a noite. Se tudo bem agente conversar já que ela tava com terapia marcada só pra sexta feira e queria conversar com alguém.</p>
<p>Eu topei. O problema foi que ela não se segurou e soltou a bomba: Um amigo nosso, que conheceu a Rô na época que agente tinha 2 semanas de namoro, que foi o amigo que ela foi passar o feriado no sítio dele falou que ficou os 6 anos do meu namoro com a Rô esperando por ela, por uma chance.</p>
<p>Meu, como assim ela veio me falar isso? Ela me falou que está muito assustada, que inclusive outros amigos nossos sabiam e ela nunca acreditou que poderia ser verdade. Está com medo de perder o melhor amigo. No meio da confusão ela disse que às vezes quer me estapear mas na maioria do tempo ela sente na verdade é saudades.</p>
<p>Ai ai ai&#8230;&nbsp; a noite eu devo ver ela. É tão difícil essas coisas. O nosso amigo é muito meu amigo também e esperou um mês e meio da nossa separação pra falar com ela. Nem eu sei exatamente o que falar pra ela&#8230; Só sei que prometi ajudar do jeito que puder.</p>
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		<title>Pagando o preço</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 03:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem tudo são flores, e como segunda é segunda e tem que ser ruim eu tinha que ter alguma coisa pra deixar o meu final de domingo acabar com a boa perspectiva de semana.
Conversei com a Rô no MSN agora. Ela voltou de viagem do sítio de um amigo nosso e tivemos o que poderia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem tudo são flores, e como segunda é segunda e tem que ser ruim eu tinha que ter alguma coisa pra deixar o meu final de domingo acabar com a boa perspectiva de semana.</p>
<p>Conversei com a Rô no MSN agora. Ela voltou de viagem do sítio de um amigo nosso e tivemos o que poderia ser uma das conversas mais agradáveis que tivemos desde que separamos. Tudo estava as mil maravilhas, ela não tinha assunto e ficou mandando mensagens do tipo &#8220;e aí? tudo bem?&#8221; muito depois de já termos passado desse protocolo básico de começo de todas as conversas. Sinal de que o papo estava bom e de que ela queria conversar mais. Isso que pareceu.</p>
<p>Depois de mais um pouco de conversa ela começou com uma história de que a gente ainda não está podendo se ver direito. Não com amigos. Ela disse que tá tudo muito confuso e instável e que as vezes ela fica com vontade de me &#8220;dar uns tabefes&#8221;, de &#8220;deixar os cinco dedos marcados na cara&#8221;. Bom, até aí tudo bem, eu não levei isso a mal. No contexto da conversa parecia que ela estava explicando os altos e baixos das emoções dela.</p>
<p>Depois ela resolveu falar que queria fazer isso no meio de todos os meus amigos, num bar que sempre vamos. O caldo engrossou um pouco.</p>
<p>A gente foi conversando e deixamos esse papo pra lá só que ela insistiu em falar que não dava pra sermos bons amigos ainda. Ela falou que queria que eu arrumasse logo uma namorada por que aí sim poderíamos ser amigos de verdade. Por que senão eu ia &#8220;querer ficar abraçando&#8221; ela.</p>
<p>Depois de falar um pouco mais disso ela deixou claro que o abraço deixou ela confusa. Ela não sabe se gostou do abraço por que eu perguntei se o abraço tinha incomodado ela ou se gerava algum problema e ela disse que não, mas ao mesmo tempo reclamou que achava que eu ia sempre querer isso. De forma negativa.</p>
<p>Eu fico muito triste com isso. Ela mudou totalmente o humor da conversa de uma hora pra outra. OK, isso foi reflexo do que ela mesma falou que têm acontecido. Ela as vezes acha que está tudo bem e as vezes quer me bater, me humilhar. Minhas esperanças vão por água a baixo. Achei que poderia talvez tentar conquistar ela mas já vi que o que tenho que fazer mesmo é deixar ela sozinha.</p>
<p>Ela não pode se sentir desejada, ela não quer sentir carinho vindo de mim. Ela teria dado um abraço como demos em outros amigos. Mas eu não posso fazer isso por que de mim vai parecer aproximação. Será que eu preciso ter ódio por ela pra ela passar dessa fase de tanta confusão?</p>
<p>Eu queria mais abraço, mas pelo visto nunca mais vou ter abraços da Rô.</p>
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