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	<title>João quer casar &#187; Relacionamento</title>
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Mais de 3 anos depois</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 14:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Seria impossível tentar falar aqui sobre os últimos 3 anos em um único post e manter a fidelidade e nível de detalhes que esse blog tinha na época que era mais ativo. Durante esse tempo o blog ficou parado, mas &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2011/04/27/mais-de-3-anos-depois/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seria impossível tentar falar aqui sobre os últimos 3 anos em um único post e manter a fidelidade e nível de detalhes que esse blog tinha na época que era mais ativo. Durante esse tempo o blog ficou parado, mas nem tanto. Uns poucos comentários e muitos contatos por e-mail me ajudaram a continuar a buscar o meu sonho. A última conversa por e-mail me encorajou a atualizar aqui mais uma vez.</p>
<p>Ao contrário do que se podia esperar a verdade é que o sonho acabou.</p>
<blockquote class="soundtrack">
<h4>Trilha sonora para este post: To build a home &#8211; Cinematic Orchestra</h4>
<p class="download_audio"><a href="http://joaoquercasar.com/music/cinematic_orchestra-to_build_a_home.mp3">Baixar a música</a></p>
</blockquote>
<p>A verdade é que eu parei de escrever quando a situação entre eu e a Rô melhorou. Como eu havia prometido nos primeiros posts a Rô teve acesso ao blog e, talvez em parte por causa dessa nova visão dos meus sentimentos, voltamos a namorar sério, decidimos que iríamos morar juntos. Um tempo enorme passou no planejamento dessa moradia mas fomos morar juntos. No segundo mês de vida de casal a surpresa: A Rô engravidou. Perto do fim de 2009 tivemos uma linda filhinha que hoje tem quase 1 ano e meio. Mas em Janeiro desse ano de 2011, praticamente no aniversário de 3 anos da postagem anterior, terminei o relacionamento com ela.</p>
<p>Esse blog começou numa época que eu e ela estávamos separados, mas naquela época ainda havia amor, ainda havia muitos sentimentos. Mas a única coisa que conseguimos nos outros 4 anos foi desgastar e acabar com esses sentimentos. Na verdade a gente precisava disso. No passado nós nos amamos muito um ao outro e só um monte de merda que aconteceu nos últimos anos que fez a gente se separar.</p>
<p>Eu fiz tudo pra estar junto com ela durante todo tempo até que não sobrou mais nada. Não sobrou amor, nem respeito, nem companherismo, nem cumplicidade, nem a capacidade de perdoar e nem sequer ajudávamos um ao outro a cuidar da casa. Pra mim esse foi o melhor jeito de acabar. Eu comecei esse blog acreditando num relacionamento longo e que fosse pra sempre, mas o João de hoje em dia eu mal acredita em relacionamentos sérios e casamento. Acredito somente que pessoas responsáveis e compromissadas possam viver juntos. Isso é bem diferente de amor no sentido clássico que a sociedade nos ensina.</p>
<p>Conheço vários casais que se amam e brigam. Conheço vários casais que não se amam mais, mas dão muito certo morando juntos e vivendo como uma família. Claro, se amam como família, mas o que eu estou falando é que eles não tem mais paixão e aquele fogo entre eles. Aquele negócio que deixa a gente arrepiado ou aquela saudade grande quando ficamos longe. Tem uns 4 casais amigos meus que tem um relacionamento perfeito como casal e não tem mais essa chama.</p>
<p>Com a Rô eu achei que a gente podia pelo menos chegar nesse ponto, mas nunca conseguimos transformar o jeito que a gente se amava em outro jeito de amar sem perder essa relação de família. Sem perder a capacidade de perdoar. No nosso relacionamento não teve infidelidade, foram 11 anos sem nenhum trair o outro. Quando falo da capacidade de perdoar é dos erros do dia-a-dia. É das coisas que fazemos errado e depois queremos voltar atrás. É também a compreensão que num relacionamento duradouro conhecemos e aceitamos viver com os defeitos dos outros.</p>
<p>Eu tenho certeza que fiz a minha parte. Eu fui o motor desse relacionamento por anos e poucas vezes vi a Rô empenhada em nos manter juntos nos meus momentos de fraqueza. Ela nunca esteve de verdade disposta a conviver com os meus defeitos, o perdão dela nunca foi verdadeiro e ela nunca amadureceu o suficiente para termos uma vida harmoniosa e aceitável nos momentos que a paixão estava em baixa. A Rô dependia daquela paixão que já não existe a tempos entre nós pra que tudo desse certo e sem aquela paixão nem a nossa filha conseguiu nos manter juntos.</p>
<p>No começo de Janeiro de 2011 eu falei pra ela que não dava mais pra ficarmos juntos e isso era final. Falei isso depois de 6 meses avisando que sem mudanças o relacionamento ia acabar. Falei isso de forma tão gentil e carinhosa que ela até achou que poderíamos voltar atrás para mais uma chance. Mas ter tentado separar dela de maneira gentil realmente foi a última gota de carinho que eu tinha para dar pra ela.</p>
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		<title>Quando é que eu vou casar? Eu vou casar?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 14:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
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		<description><![CDATA[As fases do meu namoro A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2008/01/01/quando-e-que-eu-vou-casar-eu-vou-casar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>As fases do meu namoro</h3>
<p>A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de casal tem ajudado muito nesse sentido, muitas coisas ficaram claras desde que começamos as sessões e conforme o andar da carruagem e com a ajuda da minha terapia individual pude ver uma espécie de panorama do que vivemos nesses anos de namoro.</p>
<p>A primeira fase foi a mais gostosa, nós éramos uma pessoa só. Tudo que queríamos fazer era com o outro, valia a pena abrir mão de qualquer coisa pelo outro e tudo que fazíamos era curtir um a companhia. Nós existíamos como um casal e foi assim por muito tempo. Acho que essa fase é equivalente aos primeiros 3 anos do nosso namoro. Em muitos relacionamentos que eu vejo por aí, amigos, conhecidos, essa fase costuma ser muito mais curta, muitos relacionamentos acabam quando esse tempo acaba. É a explosão que junta duas pessoas, é o momento &#8220;Casal&#8221;.</p>
<p>A segunda fase foi uma fase de muitos conflitos. De certa forma é uma fase que começou se misturando com a primeira e foi gradualmente tomando forma, quando cada um dos dois começou a sentir falta da parte pessoal que abriam mão para estar juntos. Ir em programas que não ia anteriormente, ir em aniversários de parentes, ou até aquela tarde preguiçosa que tem um sol gostoso entrando pela janela e batendo bem na sua cama e você fica a tarde toda entre cochilos e pensamentos só você com você mesmo. Tudo isso faz falta quando a gente se joga de cabeça em qualquer relacionamento. Acho que essa fase acabou pra nós a pouco tempo, nós descobrimos tudo o que cada um precisa fazer sem o outro ou quando precisamos estar sem o outro. Demoramos mais 3 anos mais ou menos nessa fase, e já passamos também a parte mais difícil que é aceitar os momentos individuais de cada um sem se sentir abandonado ou desconsiderado. Estamos agora no fim dessa fase ou ela já acabou. Ambos desfrutam de seus momentos sem que causar conflitos com o outro e ambos aceitam o tempo do outro sem causar conflitos (pareceu repetitivo mas é isso mesmo).</p>
<p>A terceira fase é o que buscamos agora. É a união das duas fases anteriores, é de certa forma o amadurecimento final do relacionamento, o equilíbrio entre as duas fases anteriores. Acho que muitos casais com dezenas de anos de casados não atingem essa maturidade que temos hoje. Não sem problemas ou repressões internas. Estamos realmente bem quanto a isso, ou pelo menos é a minha impressão do relacionamento.</p>
<p>A questão que ficou no ar na minha última sessão de terapia antes dessa viagem foi: Nós soubemos viver e namorar juntos, nós soubemos viver e namorar separados, e agora, aonde está a união novamente? Certamente que não será a mesma coisa, mas onde está o equilíbrio? No momento o que falta é justamente um tempero de primeira fase nessa segunda fase que está tão onipresente.</p>
<p>No post anterior eu já expliquei o que está acontecendo com a Rô, e é uma fase muito ruim pra isso tudo estar acontecendo. Eu estou imaginando: será que o namoro está perdido? Nenhum dos dois quer isso, estamos bem juntos, mas o que será que acontece com nosso relacionamento que no início foi tão precoce, que se tornou tão maduro e que agora não vai pra frente? Quase todos os exemplos que eu conheço de namoros de 7 anos sem casar e que depois casaram são exemplos das gerações anteriores, raro na geração da minha mãe e um pouco mais comum na geração da minha avó.</p>
<p>Não vou entrar em detalhes neste post, mas eu e a Rô sempre fomos muito rápidos em nosso relacionamento. Rápidos a ter intimidades, em não guardar segredos, em cumplicidade, em companheirismo. Nosso fogo de início de relacionamento durou raros 3 anos. Será que não era nessa fase que deveríamos ter nos casado? Mesmo dentro dessa fase de paixão enorme nós tínhamos recursos de casal (por não achar melhor palavra, e não estou falando da parte financeira, estou falando de como um casal funciona no âmbito das idéias, dos pactos e acordos) que muitos casais, até onde sei, demoram anos morando juntos para desenvolver. Por que moramos separados? Será que não ter casado na hora certa é um sinal que não conseguiremos mais casar?</p>
<h3>Um Futuro a decidir</h3>
<p>Hoje a situação é complicada, com os problemas atuais a Rô mal consegue ânimo pra evoluir como pessoa, quanto menos investir em nosso relacionamento. Quando é que ela vai ter coragem, disposição e vontade de assumir o nosso relacionamento de verdade e poder morar comigo?</p>
<p>Isso me faz lembrar que eu nem comentei aqui no blog que ela não está mais cursando a faculdade. Depois de muito tempo sofrendo ela resolveu trancar a faculdade e não vai mais voltar. Apesar do grande alívio pra ela de estar se livrando de um grande peso ela ao mesmo tempo perdeu o &#8220;pretexto&#8221; (que na verdade era mais que um pretexto, mas vou usar essa palavra na falta de outra) para não ir morar comigo. Antes o pretexto era terminar a faculdade e estar ganhando dinheiro. Hoje ela está sem faculdade e têm 6 meses que ela está bem empregada. Ela não está ganhando altos salários, ela ganha por hora e o trabalho dela depende que ela aos poucos encha a agenda, mas está muito bem encaminhado, muito bem reconhecida e elogiada. Qual seria o problema em morar comigo agora? Ao que me parece ela está buscando forças pra isso de certa forma. Provavelmente por mim, mas não por ela. Ela agora está passando por um problema muito maior:</p>
<p>Ela não tem um objetivo de vida. Como assim? Não tem. Se ela não sabe me explicar direito eu fico em apuros pra explicar também. Ela não tem um sonho a atingir. Por exemplo, eu (logicamente pra quem acompanha o blog) quero casar, ter filhos e ser um pai de família, sonho com isso desde 15 ano de idade. Ela não tem esse sonho e nenhum do tipo. Do ponto de vista profissional eu quero ter uma estabilidade financeira que me permita ter um apartamento de 2 ou 3 quartos, me permita não passar nenhum mês em apuros e sustentar a família e talvez ter um carro, com tudo isso poder fazer uma viagem internacional a cada período de férias. Eu quero isso continuando na área que estou. Ela não tem nada desse tipo como alvo da carreira profissional dela. Ela quer sim ganhar &#8220;um salário bom&#8221; mas ela não sabe a fixar um valor e ela não sabe dizer como ela espera chegar ao &#8220;salário bom&#8221; dela. Ela não tem um sonho maluco, do tipo: &#8220;Quero tomar sorvete na Suíça aprendendo a andar de esqui &#8220;. Nada.</p>
<p>Tem tanta coisa pra falar aqui que eu não consigo deixar esse post menor. Originalmente eu não ia postar o post anterior sem isso tudo que estou escrevendo aqui, e provavelmente eu vou ter que diluir tudo que está na minha cabeça em mais posts ainda. É uma situação muito complicada.</p>
<p>A Roberta atualmente está num processo de isolamento do mundo. Ela está brindo mão das coisas aos poucos. Primeiro ela abriu mão da faculdade, e talvez essa seja a única coisa que acredito que ela abriu mão para o bem. Depois ela abriu mão dos compromissos chatos, coisas que ela fazia a contragosto por pessoas que não importavam muito. Depois ela abriu mão das situações sociais que ela considerava obrigação por que alguém importante à ela contava com sua presença. E depois ela começou a colocar família, eu e os amigos muito próximos no bolo de pessoas que não merecem mais o esforço dela. E agora ela está com vontade de abrir mão do trabalho também. Só está restando à ela ficar trancada dentro do quarto o dia todo, e não sei se eu duvido muito disso a médio prazo.</p>
<p>Com a Roberta desse jeito eu estou sentindo o peso em cima de mim do futuro desse relacionamento. No estado que ela está eu constantemente estou a apoiando do jeito que posso, isso atualmente significa abrir mão de vários compromissos meus para ficar com ela, deitado, vendo TV, fazendo carinho, conversando, escutando ela falar, esperando ela parar de chorar, falando palavras de carinho. Ela vive me reafirmando o quanto isso é importante pra ela, e eu sei que é importante, é claro que é pra lá de importante. Mas será que eu posso continuar com isso? Será que é o melhor para mim ou para nós?</p>
<p>Ela vive colocando o nosso relacionamento em cheque, me questionando se eu devo ou não continuar esse namoro. E pra mim é a pior coisa que eu poderia ter que decidir. Se eu a deixar ela vai ficar muito, muito triste, de perder um companheiro que dá tanto conforto e carinho à ela. Ela vai sofrer muito. Se eu ficar com ela o desespero pode tomar conta dela, afinal de contas me ver sofrendo por causa dela só piora as coisas pra ela mesma. Ela sofre cada coisa que eu sofro por causa dela. Ontem que fui me dar conta pra ela que continuando o relacionamento ou terminando o relacionamento, de qualquer forma ela sai perdendo. De qualquer jeito ela continua sofrendo e pode ter seu sofrimento aumentado com o passar do tempo.</p>
<p>Já eu não. A mim cabe a decisão do que eu quero e posso fazer por esse relacionamento. Pra mim seria a pior coisa do mundo desistir disso agora. Eu a amo, isso não é mais um assunto que eu vou embutir nesse post, eu quero ficar com ela e isso é fato. A questão é: Será que esse relacionamento tem esperança? Será que eu terei felicidade fora desse relacionamento? Pra mim existe uma boa diferença entre ficar com ela e ficar sem ela. Eu posso ser feliz com ela ou sem ela a curto ou médio prazo em ambas as direções. O mundo está cheio de pessoas interessantes pra eu conhecer se eu quiser, pra eu me relacionar se eu quiser, pra eu namorar se eu me separar da Rô.</p>
<p>Mas quanto tempo será que eu precisaria pra me desfazer desse amor todo que eu tenho por ela? Será que eu me recuperaria de abandonar esse relacionamento? Eu me sinto parte da família dela, me sinto aceito lá. Ela é super aceita na minha família e apesar de atualmente ela ter uma certa birra (com razão) de coisas na minha família ela também sabe que é parte da família e de certa forma eu sei que ela gosta disso. Como se quebram esses laços? Quanto custa emocionalmente quebrar esses laços? Ela é a minha mulher e eu sou o homem dela. Isso está tão intrínseco em nós dois nesse ponto que mesmo tendo recentemente parado pra olhar pro mundo fora desse relacionamento eu ainda não vejo a saída desse relacionamento como uma boa alternativa.</p>
<p>Só sinto o peso da decisão. Pra mim existem algumas opções:<br />
- Ficar com a Rô e pressionar que vamos morar juntos logo, mesmo ela estando mal no momento.<br />
- Ficar com a Rô e dar à ela todo o tempo que ela precisa, tentando ser o mais neutro possível no que sugiro ou defendo que ela deveria fazer.<br />
- Ficar com a Rô e fingir que não estou com ela ao mesmo tempo, ou seja, me mantenho fiel mas não espero dela companhia e amor que ela poderia me dar e aproveito tudo de solteiro menos ficar com outras pessoas.<br />
- Termino com a Rô e parto loucamente pra outros relacionamentos pra apagar esses laços tão fortes que temos<br />
- Termino com a Rô e viro um irmão pra ela, cuido dela sem ela ser a minha mulher, como se fosse um tio ou um primo dela<br />
- Termino com a Rô e assumo o destino de ser um cara sozinho, sem esperança de ter algo como eu tive com ela alguma outra vez na vida.</p>
<p>Mas basicamente eu preciso decidir. Eu devo continuar com a Rô? Eu posso continuar com a Rô? Ela é a pessoa que pode me fazer feliz? É justo eu ter nos mantido juntos tanto tempo de depois a abandonar? Não sei se alguém sequer pode tentar me entender pra me ajudar a responder tudo isso. Só minha analista deve ver uma solução pra isso que ela ainda não conseguiu me conduzir a encontrar. Isso se muito, afinal de contas ela também não tem bola de cristal.</p>
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		<title>Hora de Pensar na Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<description><![CDATA[É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi. Felizmente hoje reli algumas coisas e &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2007/12/28/hora-de-pensar-na-vida/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.</p>
<p>Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu escrevi desde antes da triste <a href="/2007/08/14/conversa-seria/">quarta-feira que ela quis acabar o namoro</a>.  Fizemos 2 meses de terapia de casal, depois fizemos 1 mês de pausa voltamos para a terapia de casal com convicção de que hoje em dia precisamos desse espaço pra manter o relacionamento saudável. Apesar disso uma coisa ainda não mudou: de vez em quando ela acha melhor terminar o namoro. Mas aos poucos entendi que todas as vezes que ela quis terminar o namoro uma grande parte, senão o único motivo, era me proteger de sofrer junto à ela. Da última vez que ela falou em acabar eu nem me preocupei muito. Mas não por ter ficado irrelevante, mas por que eu já me preocupo com isso constantemente.</p>
<p>A verdade é que a Rô está muito, muito deprimida. Pra mim isso é um sofrimento muito grande; não é fácil acompanhar alguém no estado que ela está; não é fácil viver ao lado de alguém que te traz felicidade num momento e no outro te leva para um estado de tristeza profunda &#8211; É como ser transportado do céu para o inferno dentro do mesmo dia, mas o pior é perceber que só eu estive no céu, que a Rô está vivendo no inferno faz tempo. Outro dia eu resumi essa situação assim: É como se a Rô estivesse se afogando em alto mar, não tem onde segurar, não tem pra onde nadar. Eu estou lá pra não deixar ela afundar, eu quero salvar ela a qualquer custo, mas chega uma hora que ela está cheia de desespero e medo de afundar que ela acaba me puxando pra baixo junto com ela. É nessa hora que ela gostaria de terminar o namoro, para que eu não afunde com ela. É nessa hora também que eu aprendi a deixar ela afundar um pouco sozinha. Assim que ela se acalma eu vou lá novamente e a trago para a superfície, sem precisar ter tomado o mesmo caldo que ela tomou da vida.</p>
<p>No mundo real (sem metáforas), quando ela está muito mal e eu não posso deixar ela me levar junto com ela, a hora do fôlego é a hora que eu saio sozinho com meus amigos; É a hora que eu falo que vou dormir e fecho o MSN e fico navegando na internet, vendo filmes ou séries na hora que se eu não fechasse o MSN eu estaria conversando com ela, na insônia dela; É nessa hora que eu não pergunto como foi o dia dela, que eu digo que minha terapia não foi nada demais pra não contar que fiquei falando dela o tempo todo. Eu me afasto dela, e fico triste de ver ela afundar, mas é o melhor que posso fazer nessas horas.</p>
<p>De certa forma ela entendeu esse espaço que eu tenho &#8212; não que esses momentos passem em branco pra ela, é ruim pra ela saber que eu a troquei por uma sessão de videogame na casa de um amigo do trabalho ou coisas do tipo &#8212; mas acho que foi o jeito que eu pude mostrar pra ela que eu tenho o meu jeito de me manter saudável mesmo com ela tão mal ao meu lado.</p>
<h3>Saindo da rotina</h3>
<p>É e nesse contexto que eu estou aqui, sozinho, numa viagem que começou antes do Natal e vai terminar depois do Ano Novo. Viajei pra um lugar no meio das montanhas mas que tem internet pra eu poder ler e escrever e pensar na vida. Eu e ela íamos viajar para o nordeste juntos, mas na última hora, na hora de comprar as passagens a Rô desistiu e quis ficar sozinha em São Paulo. Fiquei tão mal com isso, com essa &#8216;última hora&#8217;, com ela não ter me avisado antes, que faltei um dia no trabalho por causa de uma noite de insônia, e passei uma sexta, sábado e domingo pensando nisso, e por fim decidi que viria para cá. Após reservar o chalé eu até à convidei para me acompanhar mas mesmo assim ela preferiu ficar em São Paulo. Estou de certa forma isolado de tudo para pensar na vida, para resolver pra onde vai a minha vida. Para entender e estudar os <a href="/2007/08/06/para-uma-nova-casa/#A_Montanha">diversos caminhos que levam ao topo da montanha</a>.</p>
<p>É claro que essa fuga da rotina nem tem só a ver com a Rô. Não posso jogar todo esse peso nela, mas já que eu não teria esse tempo com a Rô o tempo sem ela <strong>também</strong> vai servir pra entender tudo que está acontecendo entre a gente. Eu preciso pensar em tantas coisas até 2008 começar que eu nem sei por onde começar e é aqui na viagem que eu quero pensar em tudo isso.</p>
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		<title>Crianças no colo</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/06/16/criancas-no-colo/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2007 16:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele. Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2007/06/16/criancas-no-colo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.</p>
<p>Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa do jeito das pessoas que lá vivem. Mas seria bem possível uma festa assim se alguém organizasse &#8211; meus sonhos são muito regradinhos. Tava cheio de gente que não tinha como andar direito &#8211; vai não tanto, mas quase isso. E em dado momento chegaram várias pessoas, particularmente várias crianças. Tinha uma criança que já tinha, digamos, 6 anos carregando uma outra bem menorzinha no colo. Eu já peguei a duplinha de dulas meninas lindas no braço direito e levantei as duas, com cuidado, mas com segurança ao mesmo tempo. Peguei um garotinho no braço esquerdo e comecei a falar com eles com muitos sorrisos e risadas e bom-humor. Outro garoto tentava subir nas minhas costas, e várias crianças, inclusive as que já estavam na festa se juntaram e eu falei: &#8220;Vamos brincar todo mundo?&#8221;. As crianças responderam todas ao mesmo tempo que sim e eu pedi pra antes tirarem uma foto com a Rô junto, que já tinha pego outra criança no colo. Tinha umas 5 ou 6 crianças ao todo.</p>
<p>A Rô me olhou com o olhar mais apaixonado que ela podia ter. Os olhos dela brilhavam, ela estava achando lindo que eu estava me dando bem com as criancinhas de 2 até 6 anos mais ou menos. As crianças gostavam de mim, eu adorava elas, era um momento muito lindo e muito feliz. E os olhos da Rô me afogaram nesse sentimento lindo entre nós e eu me senti completo vendo que ela gostava tanto de mim, que eu me dar bem com crianças era mais um motivo pra ela me amar tanto. Aquele olhar valia mil vezes mais do que a foto que eu pedi que tirassem pra depois poder olhar pra esse momento novamente. Com um pouco de sorte o olhar dela sairia ao menos parecido na foto que eu poderia guardar e olhar pra sempre quando estivesse com saudades dela me olhando assim. Eu queria que a foto ficasse perfeita, pedi pra tirar de novo duas vezes e depois falei que estava ótima, mesmo que o cara não tirava bem a foto nem com reza-brava.</p>
<p>Foi um sonho muito gostoso. Essa sensação é muito real e é praticamente uma lembrança melhorada de momentos semelhantes que a Rô me olhou assim. A Rô é assim, ela adora me ver com crianças, ela sabe que um dos meus maiores sonhos é <strong>ou era</strong> ter filhos. E ela trai totalmente o seu discurso de nunca querer ter filhos quando ela me olha dessa forma. Vem de dentro dela, sabe? Ela ia chorar de felicidade se me visse brincando e sorrindo com um filho nosso. Vem da alma dela esse sentimento e esse olhar que ela já me deu mais de uma vez me faz ter certeza disso.</p>
<p>Eu me lembro de pelo menos umas 3 ou 4 vezes que ela não só me olhou dessa forma, mas em alguns dos casos até insistiu que eu fosse lá pegar a criança ou bebê no colo, quis tirar foto e tudo mais ou que ela ficou um tempão olhando uma foto que eu seguro um neném, mesmo que ela não me conhecesse na época em que a foto foi tirada. É impossível negar o nosso amor e a nossa paixão nessas horas, a emoção vai toda pro olhar dela, eu me sinto bem e renovado, pronto pra passar todas as dificuldades dessa vida por uma semana quando ela me olha desse jeito. E não tem jeito, é muito raro ela me olhar assim. Claro tem muitos níveis de olho-no-olho que me deixam muito feliz e muitos jeitos de sentir que ela me ama. Mas criança no colo é tiro e queda. Sempre rende esse olhar.</p>
<p>Mas isso tudo virou uma armadilha. Acho que tem quase dois anos que essa cena não acontece. A faca era de dois gumes, o tiro saiu pela culatra. Eu tenho evitado esses momentos, tenho evitado as crianças. Isso é muito triste. Mas eu tenho certeza que ela olharia assim de novo pra mim. Em vez de render essa linda sensação e me transbordar de felicidade eu acho que se ao receber esse olhar dela eu entraria em parafuso. Todas as nossas conversas e decisões sobre esse assunto viriam a tona na minha cabeça.</p>
<p>Eu e ela já conversamos diversas vezes sobre isso e dessa última vez que separamos e que comecei esse blog ela deixou claro que nunca viria a ter filhos. Mais uma vez ela colocou em palavras a decisão racional dela, que vence toda essa emoção que eu vejo nesse olhar. E eu deixei claro pra ela que <strong>ela é o sonho mais importante da minha vida</strong> e que eu não vou abrir mão dela por que eu gostaria de ter filhos um dia. Se pra ter a Rô eu preciso não ter filhos, então eu não vou ter filhos. Não vou trocar a única coisa que me dá motivo pra viver pelos segundo lugar. Eu já subi no pódio em primeiro lugar quando começamos a namorar, não vou trocar pelo segundo lugar, não faz sentido.</p>
<p>Não vou mudar de idéia quanto a isso. Ela pode um dia resolver ter filhos, mas eu nunca vou pressiona-la, virá dela, se vier. Mas não conto com isso nem de longe. Eu sei que não vamos ter filhos e pronto. Mas não quer dizer que seja fácil isso. Brincar com as crianças dos outros na frente dela pode ser difícil daqui pra frente, pode ser que eu evite, mas eu não posso evitar isso pra sempre e nem quero. Eu já conversei com a minha analista sobre isso e existem várias saídas para esse conflito, dentre elas ser o tio da perua da escola, levando 10 crianças pra escola, ou até trabalhar como monitor de acampamento ou coisas assim. Tudo isso está resolvido na minha cabeça mas não quer dizer que não seja triste pra mim lembrar de toda essa história, ou que não seja difícil encarar desde tão cedo que eu nunca vou ocupar os 3 lugares do pódio ao mesmo tempo.</p>
<p>Tenho medo de chorar se eu olhar a Rô nos olhos quando eu estiver com uma criança no colo e ela me olhar com esse sentimento tão profundo que nem ela admite que tem quando me vê mostrando ao mundo que eu poderia ser um bom pai. Eu quase chorei outro dia quando alguém que não sabe nada dessa história virou pra mim e falou que eu vou dar um ótimo pai quando chegar a minha hora. Quase chorei por saber que essa hora nunca vai chegar.</p>
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		<title>Leveza</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 04:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230; Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/29/leveza/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230;</small></p>
<p>Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, tem ótimo gosto e é muito paciente quando demora para você acertar a calça certa que fica direitinho em você. Aliás, ela mesma incentiva a constante troca, entra e sai da roupa, vira, essa sim e essa não.</p>
<p>Muitos beijinhos contentes durante toda a história temperaram nosso passeio, foi uma delícia! Eu me deleitei com cada sorriso e ficava contente &#8220;à toa&#8221; por simplesmente ter a presença dela no mesmo ambiente que eu, por poder olhar pra ela a hora que eu quisesse por que ela estava lá.</p>
<p>Voltamos a namorar e isso tem sido muito bom pra mim e tenho certeza que pra ela também. Ela está com alguns problemas em relação a trabalho e faculdade e acho que passar a tarde toda com alguém com um clima bom que nem tivemos a tarde toda ajuda qualquer pessoa a ficar longe da preocupação do dia-a-dia.</p>
<p>Por mais que a história toda que venho relatando aqui no blog não tenha acabado, que o namoro não tenha voltado como era antes e que eu ainda tenha muito o que evoluir e melhorar para ganhar novamente 100% da confiança dela, que já tive um dia, eu ainda assim estou aproveitando muito esse recomeço. Não esqueço do que tenho que fazer, mas aproveito o que posso também.</p>
<p>Ela sempre usou pouca maquilagem, eu incentivava pela simplicidade. Eu não preciso de muito pra reparar nela, de verdade. Mas reparei que ela passou rímel e acho que ela também usou <ins datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">cuvex</ins>. <del datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">aquele acessório que dobra os sílios pra cima, sabem?</del> Uma blusinha justinha ao corpo, vermelha lisa, roupa que quando à conheci ela nem pensava em usar. Ela estava linda. Muito linda. Me sinto privilegiado de namorar uma mulher tão bonita.</p>
<p>Mas isso não é nada perto de quem ela realmente é. Ela pode ser linda e tudo mais mas eu não sou um cara de muitas aparências, de muitas exigências, de reclamações e de ficar olhando gostosas na rua e comparando com o que eu tenho pra mim. OK, dei muita sorte, a mulher que eu amo é muito linda de verdade. Mas ela é tão carinhosa comigo. Eu me abri de verdade pra ela. Cadê a coragem pra eu falar que eu precisava de abraço e de cafuné? Não sei onde está, mas eu contei que precisava de colo, me abri com ela e ela me deu o que eu precisava. Sorrisos, abraços, beijinhos, carinho, bom gosto pra ajudar com as roupas, assunto para passar o tempo e acima de tudo segurança de que ela vai estar por perto quando eu precisar novamente.</p>
<p>O namoro voltou, estou muito feliz com isso.<br />
O sábado foi ótimo, estou leve e apaixonado, mais do que já estive.<br />
Como disse à ela no MSN agora a pouco: O sorriso dela &#8220;esquenta&#8221; meu coração.</p>
<p>Mas apesar de tudo estou com plena consciência de que tenho muito a trabalhar para ser a pessoa certa pra ela. Na verdade começo agora a ser a pessoa certa. Não haverão mais deslises. Quero ser feliz pra sempre e agora que esse blog não tem mais motivo de ser um blog de enquanto estávamos separados, agora ele será um blog para saber como é que pode e como é que faço para ser feliz pra sempre com a Rô.</p>
<p>Ainda vou ver ela amanhã, segunda ou terça&#8230;  ela mesma disse que quer também me ver&#8230;  que feriado promissor, mesmo sabendo que terei que trabalhar um ou dois dos quatro dias do feriado.</p>
<p>Estava escutando &#8220;Now We Are Free&#8221; do filme &#8220;Gladiador, composta por <a href="http://www.amazon.com/Hans-Zimmer/artist/B000AQU2MU/002-9836845-2971242">Hans Zimmer</a>. Realmente inspiradora:</p>
<p><a href="http://joaoquercasar.com/music/gladiator-now-we-are-free.mp3">Baixar a música</a></p>
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		<title>Era pra casar?</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/04/07/era-pra-casar/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 17:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem tudo era tão claro quando eu a conheci. Eu já expliquei em outro post de onde veio tudo isso, mas é claro que tudo que expliquei sobre o sonho de casar cedo é muito pessoal. Falei muito de sonhos &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/07/era-pra-casar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem tudo era tão claro quando eu a conheci. Eu já <a href="http://joaoquercasar.com/2007/03/23/antigo-desejo/" title="Antigo Sesejo">expliquei em outro post</a> de onde veio tudo isso, mas é claro que tudo que expliquei sobre o sonho de casar cedo é muito pessoal. Falei muito de sonhos meus, mas casamento tem que ser sonho conjunto, casamento e filhos são sonhos que eu de forma alguma tenho como realizar sozinho.</p>
<p>Quando eu conheci a Rô e me apaixonei por ela em pouco tempo estávamos namorando e em pouco tempo descobrimos esse problema: A Rô não tinha nenhuma idéia de casar cedo e ao contrário de mim ela esperava nunca ter filhos na vida. Mas o amor começou muito forte em nós, a gente não tinha como brigar sobre isso tão cedo numa relação que mal começara. As poucas vezes que conversamos nisso ambos deixaram claro seus objetivos e expectativas. Nem meu sonho estava tão claro na minha cabeça, a clareza do post anterior foi construída ao longo do tempo e na época dessas primeiras conversas eu achei que tudo poderia mudar um dia do meu lado ou do lado dela. E eu de certa forma esperava um pouco que fosse o lado dela a ceder mais tarde.</p>
<p>Não foi um assunto que incomodou de cara. A gente estava só se curtindo e tudo eram mil maravilhas na nossa vida. Nós tivemos muito orgulho quando chegamos em 3 anos de namoro sem nenhuma briga. Existiu sim um tópico nas primeiras semanas de namoro que gerou atritos, isso não é assunto pra agora e o fato é que nós assumimos isso para nós e gostávamos de falar para os outros: 3 anos de namoro sem brigas.</p>
<p>Não é surpreendente e nem estranho perceber que todos os amigos assustaram com nossa separação. Viramos de certa forma o casal modelo em duas turmas distintas que não se conhecem. Mesmo depois de brigas começadas, lá pelos 3 anos e meio de namoro, nunca deixamos transparecer os nossos problemas quando estávamos em público. Também, os nossos problemas eram tão pessoais que geralmente não geravam motivos para aflorar em público.</p>
<p>Mas nessa época um dos problemas que surgiu foi o dito problema do casamento. Não era bem esse o termo que usávamos. A gente sempre falou que iríamos nos casar, desde os primeiros 4 meses de namoro, mas era como se fosse de brincadeira. Quando começamos a falar mesmo de morar juntos os problemas começaram a aflorar. O problema da faculdade dela que já era de 5 anos, um ano concluído e DPs começando a rolar, ou seja, muito tempo até a formação. Para o meu lado o assunto era outro, responsabilidade financeira, noções de deveres da casa e coisas do tipo. Tem <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/01/sinceridade-e-impulsividade/" title="Sinceridade e impulsividade">o real problema da relação</a> também apareceu, mas ele não era abordado de forma direta nessa época.</p>
<p>Apesar de trabalhar eventualmente com bicos e às vezes trabalhos maiores, alguns projetos, eu não conseguira formar empresa, como sonhava, e ser meu próprio chefe. Não era pra mim, não mesmo. Mas a impressão era que eu não podia manter disciplina e dedicação suficiente. Essa época a Rô me ajudou muito, incentivou muito e até pressionou um pouco para que eu tivesse um emprego mais sério ou uma melhor dedicação e estabilidade com essa coisa de dinheiro. Se eu realmente quisesse casar com ela, qual seria o nosso futuro se qualquer um dos dois se mostrasse com problemas financeiros? Eu que já estava nessa vida de trabalho e ganhar dinheiro precisava &#8220;mostrar serviço&#8221; pra ela.</p>
<p>Eu nunca me dei bem com essa parte da Rô. Muito prática, muito racional, poucos sonhos, muito &#8220;pé-no-chão&#8221;. Ela não conseguia abstrair e sonhar comigo. Ela sempre ficou apegada a essas coisas mais materiais, o que mais pra frente eu descobri ser outro problema que se mascarava atrás disso. Mas o conflito foi aparecendo e ficando mais forte. Quanto eu consegui um ótimo emprego e tinha dinheiro pra sustentar os dois, já que a faculdade dela é pública, esse assunto ficou mais constante.</p>
<p>Eu insistia para que ela pensasse nisso, conversasse comigo sobre essas coisas de morar junto. Ela ficava na parte prática e eu só queria que ela sentisse o mesmo desejo de morar junto, viver junto. A situação apertou. Eu com meu sonho de sempre, de casar, de ter filhos, de ser parte e pai de uma família. Ela com receios profissionais estava se sentindo pressionada por mim. Eu comecei a procurar apartamento pra morar no começo de 2006. Talvez eu não estivesse pronto de fato para isso, nessa época tivemos algumas discussões sobre o assunto. Já no começo de 2007 quando voltei a procurar apartamento para morar sozinho &#8211; sem ela &#8211; esses atritos foram de mais.</p>
<p>Eu já expliquei que o problema de verdade da separação se manter foi a minha impulsividade e o que ela deu nome de &#8220;patadas&#8221; que eu dava nela. Mas o motivo da separação, a gota d&#8217;água foi uma suposta pressão para morarmos juntos, para casarmos.</p>
<p>Não é comum um homem pressionar uma mulher para casar. Geralmente quando existe pressão de um lado é a mulher que faz esse papel. No nosso relacionamento foi ao contrário. Eu queria casar. Eu fiz tudo pra isso. Sempre. Ela já ficava na defensiva. Aos poucos fui entendendo os motivos.</p>
<p>Quando separamos eu já estava fazendo terapia a um ano e 3 meses. Eu já buscava a resposta para tudo isso. Eu já percebia a algum tempo que isso estava me incomodando. Para mim foi um sinal de que eu estava evoluindo com o problema de falar tudo na cara quando eu vi que tinha semanas que eu segurava esse assunto. Eu queria muito poder conversar com ela sobre tudo isso. Nós tínhamos em comum acordo a decisão de só morarmos juntos depois que ela se formasse, apesar de distante e apesar da Rô saber o meu sonho.</p>
<p>Alguma coisa estava faltando mesmo assim. Por que é que a Rô se incomodava tanto com esse assunto? Por que é que mesmo eu tendo dito pra ela que eu não queria que ela casasse comigo agora ela ainda assim se sentia pressionada? Essas perguntas estavam presentes na minha cabeça a algum tempo e eu não estava &#8220;dando patadas&#8221; e nem explodindo com ela.</p>
<p>No entanto estava demorando de mais. Um dia que começou ruim, que eu estava mal-humorado e que a Rô pelo visto acordou meio mal também, com o pé esquerdo agente começou a conversar. Não vem ao caso como aconteceu mas em dado momento da conversa a Rô falou algo do tipo: &#8220;Olha só que situação eu estou: Ou eu caso logo, ou eu fico solteira&#8221;. Minha impaciência e preguiça de mais uma vez tentar explicar deixaram essa mensagem passar. Ficou isso no ar. Não era o que eu achava, mas eu respondi um &#8220;pois é, é mais ou menos isso&#8221;.</p>
<p>É engraçado, acabamos nos separando aparentemente por causa dessa conversa. Dessa necessidade de casar logo. Mas não era verdade. O que aconteceu e que eu só fui entender depois foi o seguinte:</p>
<p>A Rô tem problemas com a família. Ela tem medo de enfrentar a situação de sair de casa. Ela é a filha mais velha e os outros ainda não estão perto dessa decisão. Ela está fazendo com dificuldade a segunda faculdade, teve problemas com a família quando deixou a primeira e o maior medo da vida dela é deixar a família e depois fracassar e ter que voltar de cabeça baixa para a casa dos pais. Esse medo é tão grande nela que ela não consegue nem ver como nós podíamos dar certo. O medo era tão grande que eu não podia de forma alguma conversar com ela sobre isso. Por isso que ela desprezava esse assunto.</p>
<p>Eu demorei pra perceber isso e eu nunca consegui explicar isso pra ela, fazer com que ela assumisse isso, com que ela visse que o problema não era a minha pressão para casar e nem os pequenos problemas práticos dela. O problema era que ela tem medo de sair de casa e eu precisava conversar sobre sair de casa. Eu queria sonhar com ela com um futuro distante do nosso casamento e ela se sentia pressionada achando que eu queria que ela se preparasse para casar mais cedo do que ela queria.</p>
<p>Nesse clima de insatisfação com o namoro nós separamos. Foi dia 24 de fevereiro, uma semana depois de fazermos 6 anos de namoro.</p>
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		<title>Sinceridade e impulsividade</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2007 20:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A separação foi dura. O nosso relacionamento estava cada vez mais resolvido, no sentido de cada vez menos termos problemas com conflitos de casal. Os problemas grandes ficaram pra ser resolvidos a longo prazo e estavam aos poucos sendo tratados. &#8230; <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/01/sinceridade-e-impulsividade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A separação foi dura. O nosso relacionamento estava cada vez mais resolvido, no sentido de cada vez menos termos problemas com conflitos de casal. Os problemas grandes ficaram pra ser resolvidos a longo prazo e estavam aos poucos sendo tratados. Os pequenos, como por exemplo preferências de entretenimento conflitantes, conversas que um ou outro não gostam ou gostam de ter, relação com famílias, com amigos, como se portar em todas essas situações, o nosso &#8220;ninho&#8221; estava bem cuidado apesar de não estar perfeito, enfim, todas as menores coisas estavam ajeitadas.</p>
<p>Problemas médios como eu tirar carta de motorista, e outras coisas que nem sempre vêm a cabeça quando eu paro pra escrever um pouco estavam resolvidas ou então bem encaminhadas. Agente tinha um diálogo fantástico, muita sinceridade, muita cumplicidade, nenhuma omissão de sentimentos ou de fatos sobre nossas vidas, éramos totalmente transparentes um com o outro. Amávamos um ao outro e temo dizer que ainda nos amamos. Então por que a separação?</p>
<p>Acho que todo mundo têm seus problemas profundos. Ela tem o dela e eu tenho o meu. O dela é dela, acho que eu posso até fazer um post sobre isso depois, mas o fato é que eu já fui muito atingido pelos problemas que são dela, apesar de não vir ao caso nesse post, que fique claro que eu sei muito bem que vou falar do meu problema, que foi o mais proeminente para o fim do namoro, mas que sei que o dela também conta. Conta pra mim, conta pra agravar meu problema, como vocês poderão imaginar ao fim desse post.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>O meu problema de verdade é uma soma de sinceridade, espontaneidade, impulsividade e ingenuidade. Esse último fica mais bem explicado com a expressão &#8220;sem noção&#8221;, mas quis colocar no &#8220;reino dos alguma-coisa-dade&#8221; por que é muito mais claro para resumir usar a linguagem culta, não é?</p>
<p>Uma soma dessas coisas não pode dar um bom resultado. Em muitos momentos essas palavras podem ser consideradas qualidades. Todo mundo que me conhece pode dizer e muitas vezes até diz na minha cara que eu sou muito transparente com todo mundo. Tudo bem, eu tenho lá meus segredos, minhas complicações. Mas a minha opinião e fatos relacionados a qualquer coisa são sempre divulgados sem escrúpulos. Isso é imensa vantagem para mim quando alguém me conhece e estou discorrendo sobre algo favorável a pessoa. A sinceridade e espontaneidade cuidam de valorizar quaisquer comentários e opiniões.</p>
<p>Por outro lado o bicho pega quando se soma sinceridade e esse meu impulso de falar tudo que eu penso. Vários comentários fora de hora, desnecessário ou sem o mínimo tato chegam as pessoas que gosto, amo, ou que apenas conheço. Simplificando a situação existe um grande problema quando uma mulher me pergunta: &#8220;E aí? não é legal o novo corte que eu fiz?&#8221; e eu respondo de cara: &#8220;Na verdade você estava muito mais bonita antes&#8230;&#8221;. Não importa se é amiga, namorada, mãe, tia, conhecida, etc. Qualquer mulher que eu fale uma coisa dessa vai querer me matar. Apesar da mesma mulher poder também achar o máximo que eu fale que está lindo, já que sabem que eu realmente falaria se estivesse feio.</p>
<p>Lógico, não vamos levar o exemplo ao pé da letra. Eu não estou tão <em>tactless</em> assim. Eu já fui sim assim, é uma sinceridade quase infantil, mas o bojo do problema é esse. Eu chamei de ingenuidade, se a Rô lesse isso ela ia falar vários palavrões pra mim e dar risada dessa história de ingênuo. Mas em algum nível é isso mesmo, por que de verdade, minha cabeça nem sempre passa pelo raciocínio de quem vai ouvir meus comentários na hora que eu resolvo falar. Eu simplesmente falo e depois que eu vou perceber a merda. Isso quando eu percebo. Mas eu não estou nesse nível de falar isso pra uma mulher. Foi apenas um exemplo exagerado que eu inventei pra passar a idéia da coisa.</p>
<p>Esse problema é conhecido em mim, por mim e pela Rô, desde sempre. É uma coisa óbvia de se ver e não é o tipo de coisa que justo eu, que estou explicando pra vocês que sou transparente e tudo mais, esconderia ou conseguisse esconder de forma alguma de alguém que conheço. Esse problema já foi extensivamente abordado e discutido com vários amigos, em vários círculos de amizades, em vários níveis e em diversos momentos. Todos que conheço e até a Rô reconhecem que eu tenho melhorado nesse sentido.</p>
<p>O problema foi que eu e a Rô nos perdemos em algumas discussões sobre outros assuntos que, digamos, fazem parte dos problemas médios do namoro que estavam quase resolvidos, mas que &#8220;dispararam&#8221;, ou melhor, despertaram mais uma vez o meu &#8220;instinto falar o que não deve&#8221;. Separamos por causa dessa discussões. Foi terrível. Terminar um namoro por causar quase resolvidas que ficavam voltando a tona. Facilmente qualquer um dos dois (e isso foi assumido por ela com todas as palavras) teriam deixado o namoro continuar caso o outro pedisse no dia seguinte de nossas discussões, o dia que ela passou aqui em casa pra pegar as coisas dela. Mas o problema foi que eu e a a Rô tivemos tempo pra pensar.</p>
<p>Pensando na conversa que pôs fim ao nosso namoro eu percebi que o que aconteceu é que eu mais uma vez me descontrolei e falei muitas merdas que não precisavam ser ditas. Eu magoei ela muito aquele dia falando coisas que estavam simplesmente passando pela minha cabeça, coisas que não são o que eu penso. Coisas que foram raciocínios temporários, pensamentos distantes que passaram pela minha cabeça para de certa forma instigarem alguma coisa lá pra que eu pensasse nos assuntos que discutimos. Não era pra ter sido dito pra ela. Foi dito, e feriu mais uma vez a pessoa mais importante da minha vida.</p>
<p>A Rô gosta de colocar exemplos e expor aos outros as besteiras que eu falei. Eu não sei ainda se vale a pena colocar exemplos aqui neste blog, mas posso jurar pra vocês que eu me arrependi do que falei e eu poderia apostar que a Rô já imaginava que eu estava falando coisas que não tinham nada a ver com a realidade, e essa é a parte que mais dói depois que terminamos.</p>
<p>Porque é que depois de 6 anos de namoro, quase a totalidade desses 6 anos ela soube que eu era assim, que eu tinha esse problema, que eu era assim? Ela sabe tanto disso que poderia mais uma vez me perdoar, mais uma vez me aceitar, e se consolar de tudo que eu fiz de errado com ela deixando eu chorar no colo dela de tão machucado que eu mesmo fiquei com o que falei naquele dia a ela.</p>
<p>Ela não pôde. Não deu pra me perdoar dessa vez, ela está tão &#8220;arranhada&#8221; de namorar comigo. Cada vez que eu tenho uma recaída desse problema tão sério ela ganha mais arranhões, alguns mais fundos e ela ficou toda marcada com vários e vários dias que eu estava desatento, despreparado ou desatento e a machuquei. Eu gostaria que essas feridas curassem mais rápido nela, assim que não arranhava em cima de outro arranhão que tava sarando. Mas isso não é culpa dela. Longe disso.</p>
<p>Agora estou aqui. Sofrendo com essa separação. Ela está lá. Sofrendo com a separação também. Ela aparentemente gostaria de voltar se ela pudesse saber que eu nunca mais faria isso. Se ela pudesse acreditar que eu realmente mudei depois dessas 5 semanas separados. Que eu resolvi esse grande problema da minha vida.</p>
<p>Eu gostaria de dizer pra ela que resolvi. 100% resolvido. Mas não dá. Eu já prometi pra ela que essas coisas não voltariam a acontecer. Eu conversei com a minha analista e ela concordou que isso é muito difícil mas é possível, e que abafar a bomba de explodir dessa forma vai causar explosões de outros lados. Paciência, eu preciso poder fazer isso. Eu tenho que aprender a não machucar quem eu amo.</p>
<p>Eu vou amar alguém que me ama de novo nessa vida. Seja essa pessoa a Roberta ou não. Eu sei que já mudei isso pra melhor. Só não sei o que é que vai piorar a próxima vez que eu precisar sufocar os meus impulsos.</p>
<hr />
<p>Esse post não foi revisado ainda. Pretendo revisar ele em breve.</p>
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