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	<title>João quer casar &#187; Sentimentos</title>
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Quando é que eu vou casar? Eu vou casar?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 14:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
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		<description><![CDATA[As fases do meu namoro
A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de casal tem ajudado muito nesse sentido, muitas coisas ficaram claras desde que começamos as sessões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>As fases do meu namoro</h3>
<p>A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de casal tem ajudado muito nesse sentido, muitas coisas ficaram claras desde que começamos as sessões e conforme o andar da carruagem e com a ajuda da minha terapia individual pude ver uma espécie de panorama do que vivemos nesses anos de namoro.</p>
<p>A primeira fase foi a mais gostosa, nós éramos uma pessoa só. Tudo que queríamos fazer era com o outro, valia a pena abrir mão de qualquer coisa pelo outro e tudo que fazíamos era curtir um a companhia. Nós existíamos como um casal e foi assim por muito tempo. Acho que essa fase é equivalente aos primeiros 3 anos do nosso namoro. Em muitos relacionamentos que eu vejo por aí, amigos, conhecidos, essa fase costuma ser muito mais curta, muitos relacionamentos acabam quando esse tempo acaba. É a explosão que junta duas pessoas, é o momento &#8220;Casal&#8221;.</p>
<p>A segunda fase foi uma fase de muitos conflitos. De certa forma é uma fase que começou se misturando com a primeira e foi gradualmente tomando forma, quando cada um dos dois começou a sentir falta da parte pessoal que abriam mão para estar juntos. Ir em programas que não ia anteriormente, ir em aniversários de parentes, ou até aquela tarde preguiçosa que tem um sol gostoso entrando pela janela e batendo bem na sua cama e você fica a tarde toda entre cochilos e pensamentos só você com você mesmo. Tudo isso faz falta quando a gente se joga de cabeça em qualquer relacionamento. Acho que essa fase acabou pra nós a pouco tempo, nós descobrimos tudo o que cada um precisa fazer sem o outro ou quando precisamos estar sem o outro. Demoramos mais 3 anos mais ou menos nessa fase, e já passamos também a parte mais difícil que é aceitar os momentos individuais de cada um sem se sentir abandonado ou desconsiderado. Estamos agora no fim dessa fase ou ela já acabou. Ambos desfrutam de seus momentos sem que causar conflitos com o outro e ambos aceitam o tempo do outro sem causar conflitos (pareceu repetitivo mas é isso mesmo).</p>
<p>A terceira fase é o que buscamos agora. É a união das duas fases anteriores, é de certa forma o amadurecimento final do relacionamento, o equilíbrio entre as duas fases anteriores. Acho que muitos casais com dezenas de anos de casados não atingem essa maturidade que temos hoje. Não sem problemas ou repressões internas. Estamos realmente bem quanto a isso, ou pelo menos é a minha impressão do relacionamento.</p>
<p>A questão que ficou no ar na minha última sessão de terapia antes dessa viagem foi: Nós soubemos viver e namorar juntos, nós soubemos viver e namorar separados, e agora, aonde está a união novamente? Certamente que não será a mesma coisa, mas onde está o equilíbrio? No momento o que falta é justamente um tempero de primeira fase nessa segunda fase que está tão onipresente.</p>
<p>No post anterior eu já expliquei o que está acontecendo com a Rô, e é uma fase muito ruim pra isso tudo estar acontecendo. Eu estou imaginando: será que o namoro está perdido? Nenhum dos dois quer isso, estamos bem juntos, mas o que será que acontece com nosso relacionamento que no início foi tão precoce, que se tornou tão maduro e que agora não vai pra frente? Quase todos os exemplos que eu conheço de namoros de 7 anos sem casar e que depois casaram são exemplos das gerações anteriores, raro na geração da minha mãe e um pouco mais comum na geração da minha avó.</p>
<p>Não vou entrar em detalhes neste post, mas eu e a Rô sempre fomos muito rápidos em nosso relacionamento. Rápidos a ter intimidades, em não guardar segredos, em cumplicidade, em companheirismo. Nosso fogo de início de relacionamento durou raros 3 anos. Será que não era nessa fase que deveríamos ter nos casado? Mesmo dentro dessa fase de paixão enorme nós tínhamos recursos de casal (por não achar melhor palavra, e não estou falando da parte financeira, estou falando de como um casal funciona no âmbito das idéias, dos pactos e acordos) que muitos casais, até onde sei, demoram anos morando juntos para desenvolver. Por que moramos separados? Será que não ter casado na hora certa é um sinal que não conseguiremos mais casar?</p>
<h3>Um Futuro a decidir</h3>
<p>Hoje a situação é complicada, com os problemas atuais a Rô mal consegue ânimo pra evoluir como pessoa, quanto menos investir em nosso relacionamento. Quando é que ela vai ter coragem, disposição e vontade de assumir o nosso relacionamento de verdade e poder morar comigo?</p>
<p>Isso me faz lembrar que eu nem comentei aqui no blog que ela não está mais cursando a faculdade. Depois de muito tempo sofrendo ela resolveu trancar a faculdade e não vai mais voltar. Apesar do grande alívio pra ela de estar se livrando de um grande peso ela ao mesmo tempo perdeu o &#8220;pretexto&#8221; (que na verdade era mais que um pretexto, mas vou usar essa palavra na falta de outra) para não ir morar comigo. Antes o pretexto era terminar a faculdade e estar ganhando dinheiro. Hoje ela está sem faculdade e têm 6 meses que ela está bem empregada. Ela não está ganhando altos salários, ela ganha por hora e o trabalho dela depende que ela aos poucos encha a agenda, mas está muito bem encaminhado, muito bem reconhecida e elogiada. Qual seria o problema em morar comigo agora? Ao que me parece ela está buscando forças pra isso de certa forma. Provavelmente por mim, mas não por ela. Ela agora está passando por um problema muito maior:</p>
<p>Ela não tem um objetivo de vida. Como assim? Não tem. Se ela não sabe me explicar direito eu fico em apuros pra explicar também. Ela não tem um sonho a atingir. Por exemplo, eu (logicamente pra quem acompanha o blog) quero casar, ter filhos e ser um pai de família, sonho com isso desde 15 ano de idade. Ela não tem esse sonho e nenhum do tipo. Do ponto de vista profissional eu quero ter uma estabilidade financeira que me permita ter um apartamento de 2 ou 3 quartos, me permita não passar nenhum mês em apuros e sustentar a família e talvez ter um carro, com tudo isso poder fazer uma viagem internacional a cada período de férias. Eu quero isso continuando na área que estou. Ela não tem nada desse tipo como alvo da carreira profissional dela. Ela quer sim ganhar &#8220;um salário bom&#8221; mas ela não sabe a fixar um valor e ela não sabe dizer como ela espera chegar ao &#8220;salário bom&#8221; dela. Ela não tem um sonho maluco, do tipo: &#8220;Quero tomar sorvete na Suíça aprendendo a andar de esqui &#8220;. Nada.</p>
<p>Tem tanta coisa pra falar aqui que eu não consigo deixar esse post menor. Originalmente eu não ia postar o post anterior sem isso tudo que estou escrevendo aqui, e provavelmente eu vou ter que diluir tudo que está na minha cabeça em mais posts ainda. É uma situação muito complicada.</p>
<p>A Roberta atualmente está num processo de isolamento do mundo. Ela está brindo mão das coisas aos poucos. Primeiro ela abriu mão da faculdade, e talvez essa seja a única coisa que acredito que ela abriu mão para o bem. Depois ela abriu mão dos compromissos chatos, coisas que ela fazia a contragosto por pessoas que não importavam muito. Depois ela abriu mão das situações sociais que ela considerava obrigação por que alguém importante à ela contava com sua presença. E depois ela começou a colocar família, eu e os amigos muito próximos no bolo de pessoas que não merecem mais o esforço dela. E agora ela está com vontade de abrir mão do trabalho também. Só está restando à ela ficar trancada dentro do quarto o dia todo, e não sei se eu duvido muito disso a médio prazo.</p>
<p>Com a Roberta desse jeito eu estou sentindo o peso em cima de mim do futuro desse relacionamento. No estado que ela está eu constantemente estou a apoiando do jeito que posso, isso atualmente significa abrir mão de vários compromissos meus para ficar com ela, deitado, vendo TV, fazendo carinho, conversando, escutando ela falar, esperando ela parar de chorar, falando palavras de carinho. Ela vive me reafirmando o quanto isso é importante pra ela, e eu sei que é importante, é claro que é pra lá de importante. Mas será que eu posso continuar com isso? Será que é o melhor para mim ou para nós?</p>
<p>Ela vive colocando o nosso relacionamento em cheque, me questionando se eu devo ou não continuar esse namoro. E pra mim é a pior coisa que eu poderia ter que decidir. Se eu a deixar ela vai ficar muito, muito triste, de perder um companheiro que dá tanto conforto e carinho à ela. Ela vai sofrer muito. Se eu ficar com ela o desespero pode tomar conta dela, afinal de contas me ver sofrendo por causa dela só piora as coisas pra ela mesma. Ela sofre cada coisa que eu sofro por causa dela. Ontem que fui me dar conta pra ela que continuando o relacionamento ou terminando o relacionamento, de qualquer forma ela sai perdendo. De qualquer jeito ela continua sofrendo e pode ter seu sofrimento aumentado com o passar do tempo.</p>
<p>Já eu não. A mim cabe a decisão do que eu quero e posso fazer por esse relacionamento. Pra mim seria a pior coisa do mundo desistir disso agora. Eu a amo, isso não é mais um assunto que eu vou embutir nesse post, eu quero ficar com ela e isso é fato. A questão é: Será que esse relacionamento tem esperança? Será que eu terei felicidade fora desse relacionamento? Pra mim existe uma boa diferença entre ficar com ela e ficar sem ela. Eu posso ser feliz com ela ou sem ela a curto ou médio prazo em ambas as direções. O mundo está cheio de pessoas interessantes pra eu conhecer se eu quiser, pra eu me relacionar se eu quiser, pra eu namorar se eu me separar da Rô.</p>
<p>Mas quanto tempo será que eu precisaria pra me desfazer desse amor todo que eu tenho por ela? Será que eu me recuperaria de abandonar esse relacionamento? Eu me sinto parte da família dela, me sinto aceito lá. Ela é super aceita na minha família e apesar de atualmente ela ter uma certa birra (com razão) de coisas na minha família ela também sabe que é parte da família e de certa forma eu sei que ela gosta disso. Como se quebram esses laços? Quanto custa emocionalmente quebrar esses laços? Ela é a minha mulher e eu sou o homem dela. Isso está tão intrínseco em nós dois nesse ponto que mesmo tendo recentemente parado pra olhar pro mundo fora desse relacionamento eu ainda não vejo a saída desse relacionamento como uma boa alternativa.</p>
<p>Só sinto o peso da decisão. Pra mim existem algumas opções:<br />
- Ficar com a Rô e pressionar que vamos morar juntos logo, mesmo ela estando mal no momento.<br />
- Ficar com a Rô e dar à ela todo o tempo que ela precisa, tentando ser o mais neutro possível no que sugiro ou defendo que ela deveria fazer.<br />
- Ficar com a Rô e fingir que não estou com ela ao mesmo tempo, ou seja, me mantenho fiel mas não espero dela companhia e amor que ela poderia me dar e aproveito tudo de solteiro menos ficar com outras pessoas.<br />
- Termino com a Rô e parto loucamente pra outros relacionamentos pra apagar esses laços tão fortes que temos<br />
- Termino com a Rô e viro um irmão pra ela, cuido dela sem ela ser a minha mulher, como se fosse um tio ou um primo dela<br />
- Termino com a Rô e assumo o destino de ser um cara sozinho, sem esperança de ter algo como eu tive com ela alguma outra vez na vida.</p>
<p>Mas basicamente eu preciso decidir. Eu devo continuar com a Rô? Eu posso continuar com a Rô? Ela é a pessoa que pode me fazer feliz? É justo eu ter nos mantido juntos tanto tempo de depois a abandonar? Não sei se alguém sequer pode tentar me entender pra me ajudar a responder tudo isso. Só minha analista deve ver uma solução pra isso que ela ainda não conseguiu me conduzir a encontrar. Isso se muito, afinal de contas ela também não tem bola de cristal.</p>
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		<title>Um sonho, depois de muito tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 09:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.
Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.</p>
<p>Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a sensação de que ela estava lá, mas na hora era natural que eu estivesse lá e eu não procurei por ela. Eu havia feito alguma coisa de errado com uma conhecida que não vejo a 7 anos. Ela estava mais adiante, sem graça e eu queria oferecer ajuda, já que parte da chateação dela era de certa forma minha culpa. Não falei com ela por que achei que falar na frente de todos, quando a maioria nem sabia do que se tratava seria piorar a situação, mas ao mesmo tempo fiquei no dilema de ir para longe no vagão e ligar para o celular dela. É, acho que era trem, no metrô isso não seria possível. Não sei se liguei pra ela, mas trocamos um olhar &#8211; olhar de entendimento entre os dois. Entendido que eu estava arrependido, entendido que ela entendia que eu não podia pedir desculpas, acho que era por aí.</p>
<p>[Nota de releitura do post: Não tem nada a ver com relações, sexo, amores, etc. Relendo pude pensar que algum leitor pensaria nisso, mas na verdade era algo mais material, como falar besteira sobre coisas pessoais dela em público, quebrar um objeto de uma coleção, não fazer um trabalho de colégio que era em grupo, ler um diário que não devia... algo assim...]</p>
<p>A segunda parte do sonho nós estávamos no lugar, chegamos a pouco e eu e a Rô estávamos na fila de entrada. Pode-se dizer que parecia um parque aquático, tinha que entrar através de uma piscina. Tinha uma feminina e uma masculina, uma pessoa com máscara em cada piscina mergulhava e inspecionava ou revistava, não sei, uma pessoa de cada vez.Eu e a Rô não estávamos muito aí pra organização da fila, tinha um espação antes dessas piscinas preliminares e estávamos &#8220;por ali&#8221;. Ao chegarmos mais perto a gente ia se ajeitando para as filas. Depois das primeiras piscinas tinha um chuveiro e depois o lugar que estávamos indo. Alguma coisa acontece que o café que fiz já hoje de manhã apagou da memória do sonho, mas depois de um tempo incentivo ela a ir pra fila feminina e fico na masculina, e por algum motivo ela fala: &#8220;Tá, tudo bem, mas João, você confia em mim?&#8221; Eu penso um puco em silêncio. &#8220;Você confia em mim pelo menos dessa vez?&#8221; pergunta ela novamente. E eu nunca respondi essa pergunta. A cena se foi e eu acordei, intrigado, meia hora antes do relógio tocar, e sem resposta para a pergunta até agora.</p>
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		<title>Conversa séria</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 02:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.
Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.</p>
<p>Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos não estavam ajudando, estavam atrapalhando, já que ela se sentia estranha não gostando de mim e dando beijinho, por exemplo.</p>
<p>A conversa foi pesada. Muita coisa que estava guardada veio à tona. Os assuntos que ficaram proibidos com o pacto quando voltamos a namorar foram conversados.</p>
<p>Foi um momento muito difícil e muito triste. Quando voltamos a idéia era que ao poucos eu conseguisse provar pra ela que todos os problemas mais graves que estavam vindo de mim e afetando a ela teriam se ajeitado. Eu jurava pra ela que tudo estava claro e que eu sabia o que não poderia acontecer, mas que eu não teria como provar para ela que tudo estava melhor, por que não tínhamos mais intimidade para surgirem os problemas. Mas no processo de esperar pelo tempo que provaria que os problemas haviam sumido ela foi se afastando emocionalmente.</p>
<p>No final desse processo o relacionamento estava desenrolando de formas que eu não cometia mais os mesmos erros. Tudo bem, teve chance pra voltar a acontecer mas não foi exatamente o mesmo erro e não se manifestou da forma como se manifestava antes, mas ao mesmo tempo a relação não esquentou. Nada de sexo, poucos beijinhos. Do lado dela pouca saudades, pouca vontade de me ver, pouca esperança de tudo voltar ao normal. Mas do outro lado eu estava segurando tudo, evitando as conversas, fazendo tudo que eu devia, só esperando o momento que eu pudesse voltar a conversar com ela de forma a nos aproximarmos.</p>
<p>O resultado disso tudo é que depois de horas nos despedimos num clima um pouco mais leve e sem terminar o namoro. A situação ficou meio no ar. Não estávamos namorando e nem tínhamos parado de namorar. Ela prometeu pensar em todos os meus argumentos.</p>
<p>Hoje faz quase uma semana que tudo isso aconteceu. Estou cansado e um pouco triste. É triste lembrar de como foi difícil essa noite 6 dias atrás.</p>
<p>Mas também não vou deixar esse post ficar tão triste. É uma sensação que não resume o que sinto agora. Tivemos um fim de semana bom, algumas sintonias voltaram no nosso namoro. Acima de tudo que eu omiti nesse post está a terapia de casal que começamos na sexta.</p>
<p>As perguntas finais são: Por que tudo isso aconteceu dessa forma? Por que eu só quero escrever da parte triste?</p>
<p><small>Post não revisado</small></p>
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		<title>Para uma nova casa</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/08/06/para-uma-nova-casa/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Aug 2007 06:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa, quanta coisa que eu queria falar.
Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.
Estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, quanta coisa que eu queria falar.</p>
<p>Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.</p>
<p>Estou exausto por que me mudei recentemente para esse novo apartamento que estou agora, escrevendo, com sono e cansado. Faz duas semanas e uns dias que estou aqui. Não parece certo eu ter passado certo tempo sem postar. Acho que são tantas coisas práticas a serem levadas em conta que a parte psicológica e introspectiva dessa mudança está andando lentamente, e por isso a minha terapia &#8220;dá conta do recado&#8221; e eu acabo achando que o pouco que tenho para escrever não vale o esforço. As inspirações para escrever só tem vindo de verdade quando estou cansado. Meu corpo desiste, minha mente desiste e eu páro de resolver os problemas e penso na vida.</p>
<p>Estou exausto também por que ontem e hoje eu dei festinha aqui em casa. Isso mesmo, dois dias seguidos de festa. O apartamento é do tipo kitinete, então é pequeno, é um cômodo único, com cozinha americana e espaço para uma pseudo-sala e um banheiro bem legal para o tipo de apartamento. Para uma kitinete é deveras grande. Mas para convidar todo mundo que eu queria é realmente pequeno. Então foram dois turnos, todos os dois muito divertidos e muito especiais, mas também cansa um pouco esse pique todo. E amanhã é segunda. E da-lhe &#8220;Toma na cabeça João!&#8221;. =)</p>
<p>Mas é nessa hora, lavando e secando a louça, arrumando tudo no armário, varrendo, limpando, etc, etc, etc, que eu penso na vida. Lembro dos pequenos problemas no trabalho (que só são pequenos por que tenho maiores problemas fora dele), do namoro com a Rô, da Rô sozinha, na minha família, na família da Rô, nos amigos&#8230;  tanta coisa que passa pela cabeça&#8230;</p>
<p>Eu e a Rô continuamos namorando. Muita coisa melhorou de fato no relacionamento depois da separação e da volta. Algumas coisas realmente foram concertadas e estão funcionando. Mas quando as coisas quebram e a gente concerta as vezes ficam marquinhas que lembram da gente que aquilo não é o novo que compramos na loja, é usado, e está funcionando, mas já esteve quebrado. Para mim isso não significa que eu queira nada novo. Concertado nesses casos é melhor. Um objeto com história é um objeto vivo, um relacionamento com história é muito mais rico em comparação à um novo do que a metáfora do objeto pode ser para o objeto. Realmente para mim isso é importante, isso fortalece nossa relação.</p>
<p>Mas não sei se a Rô pensa igual. Estamos com problemas ainda. Está mais fria a relação. Nos vemos, nos beijamos, existe aquele carinho imenso e intenso mas não é todo dia que ele aparece. A gente sabe que está lá fora do campo de visão, mas ele aparece sempre. Não estamos transando. Nada de realmente mal com isso do ponto de vista físico e da tentação que eu sinto, isso tem sido controlável. Mas a relação sexual dentro do nosso relacionamento, e imagino que em qualquer relacionamento longo, significa muito mais do que a parte física, quando rola é por que estamos em sintonia, estamos bem, ou estamos entrando em sintonia e caminhando para estar bem. É difícil e nem vou tentar explicar tudo isso, mas é parte da nossa relação de confiança, cumplicidade, carinho e amor. Faz parte da união como um todo. A ausência disso é motivo para se pensar.</p>
<p>A minha família aparentemente ainda não reagiu de fato a minha mudança. Meu irmão não se apossou do meu quarto, a minha mãe ainda não deu sinal concreto do que ela sente com isso, enfim, não sei como explicar, mas parece que ainda não aconteceu nada. Pode ser que nem vá acontecer, mas por enquanto nem sinal de mudanças relevantes. Eu estou feliz sem a convivência diária com a família. Tinha muita coisa errada na casa que eu morava, desde problemas estruturais da casa até atitude de cada uma das pessoas. Seria fácil falar que eu fugi daquela situação difícil, por que eu me incluo nos problemas sérios daquela casa, mas não seria totalmente real assumir essa posição.</p>
<p>Sim, eu fugi da cachorrinha que late a noite toda, eu fugi da minha tia tagarela que acha que todo mundo ama ela pra caralho quando ela quer e está bem e que age odiavelmnte quando não está em seus dias emocionais e nem parece perceber esses dois momentos que ela ocila. Fugi da minha mãe com conselhos que não são mais pertinentes à atual fase da minha vida ou pertinentes mas repetitivos e sem solução, fugi da bateria do meu irmão, que mal estuda, só serve pra fazer barulho mesmo, mas ele tem todo o direito. Fugi sim de tudo isso, fugi da responsabilidade de ser o &#8220;concerta tudo&#8221; da casa. Fugi da minha parte da loça. Etc.</p>
<h3 id="A_Montanha">A Montanha</h3>
<p>Mas isso não é nem de perto o motivo mais importante da minha saída. Eu saí por que eu preciso, por que estava na minha hora e por que eu mereço também. Independente das minhas atitudes certas ou erradas em relação a outra casa eu precisava mudar de ambiente para poder ajeitar tudo que lá eu fazia errado. Eu posso muito bem fazer todas as obrigações de uma casa, mas lá eu ficava preso num rítimo que não era o meu, com uma estrutura que não era a minha. Eu estava subindo uma montanha, todos nós estamos sempre subindo essa montaha, mas eu estava subindo pelo lado mais demorado e mais difícil. Eu só tenho que subir a montanha, porra! Eu não preciso subir por aquele lado de lá só por que a minha família vai por lá. Eu mudei o meu caminho.</p>
<p>Agora moro sozinho. Agora eu tenho muito mais responsabilidades do que eu tinha antes. E sabe o que aconteceu? Agora eu me sinto mais leve. Um bonde estava nas minhas costas. Esse caminho não só é mais fácil de chegar ao topo da montanha mas também é o caminho que eu acho correto. Eu tenho esse direito e eu sei que é a minha hora de trilhar o meu caminho diferente da família. É a hora que eu além de saber que eu podia escolher outro caminho eu realmente tomei o caminho e agora estou só.</p>
<p>(É engraçado como eu gosto de extender as metáforas e como isso me faz bem. Vamos continuar que isso é só um parêntese.)</p>
<p>Nessa história da montanha eu posso subir mais rápido ainda com a ajuda da Rô. Tem trechos do caminho que em duas pessoas se &#8220;escala&#8221; mais rápido, e sozinho eu terei que contornar esses trechos. Claro que ela me ajuda na mudança de apartamento, que ela está torcendo por mim e me ajudando de milhares de formas, mas ela ainda está subindo a mesma montanha só que com a família dela. É como uma escalada que de vez em quando a gente se cruza e ela me ajuda, mas de forma geral andamos separados ainda.</p>
<h3>O buraco</h3>
<p>Eu queria que a Rô estivesse participando mais da minha mudança. É gozado como eu sei que ela não pode fazer isso, não pode por que não teria como ela não se machucar se envolvendo mais do que ela já se está com esse história, mas mesmo assim eu sinto a falta dela. Ela ajuda, ela faz as coisas que eu peço, mas não faz parte do comprometimento dela com alguma coisa. Ela está livre, eu deixo ela solta com isso e não me acho no direito de cobrar nada, mas seria uma diferença muito grande se ela participasse ativamente da minha mudança de casa.</p>
<p>É um buraco nessa etapa. Claro, a própria etapa já é um buraco. Eu queria muito que estivéssemos casando, indo morar juntos, meus olhos se enchem de lágrimas só de pensar como seria bom que estivéssemos indo morar juntos, mas não vou falar desse buraco. Isso já passou e ainda é coisa pra ser pensada com calma, não era a hora de morarmos juntos e pronto. Mas o buraco que estou falando é a falta dela na minha mudança para morar sozinho. Uma vez decidido e entendido que eu iria morar sozinho e não com ela, mesmo assim ela tinha um lugar guardado. Eu não queria a ajuda de ninguém nessa mudança, eu só precisava da ajuda dela, mas ela apesar de maginíficos esforços com a mudança, não estava lá.</p>
<p>Existe uma diferença muito grande da seguintes situações: A primeira é eu pedir para a Rô: &#8220;linda, você quer me acompanhar para ver uns apartamentos que estão disponíveis que eu achei com a imobiliária tal?&#8221; e ela ir comigo; A outra situação é a Rô chegar pra mim e falar: &#8220;João, amor, passei em 3 apartamentos hoje, liguei na imobiliária, fui neles e tirei umas fotos, acho que você deveria visitar só esse aqui&#8221;. É mais ou menos isso que eu quero dizer com &#8220;participar ativamente&#8221;. Eu queria muito que ela tivesse assumido esse papel dentro da mudança.</p>
<p>Agora eu tenho esse buraco pra tapar. Na verdade ele já está se fechando, já estou bem melhor com tudo isso, mas não deixa de ser bom pensar nisso e colocar aqui. É bom colocar pra fora esse buraco. Ela nem percebeu o quanto eu precisava dela. &#8220;É, eu queria sim, queria muito fazer o esquema da decoração, mas eu percebi que eu sou muito altruísta e que isso me prejudica, a exemplo do grupo de dança ou o exemplo dos grupos de trabalho na faculdade. Eu percebi que eu não quero me esforçar assim pelos outros. Preciso me resguardar.&#8221; Ela disse isso, ou algo próximo a isso, num dia que ela estava quase entrando no lugar dela na minha mudança e derrepente ela não queria fazer mais nada na mudança.</p>
<p>Eu entendo perfeitamente ela. Eu não consegui transcrever direito a fala dela. Mas ficou claro que ela estava considerando todas as implicações dela com ela mesma dentro do processo de transporte das minhas coisas para o novo AP e de decoração do mesmo. Na época foi muito triste pra mim perceber que ela só estava vendo o lado dela. Eu tinha um lugar muito especial guardado pra ela na minha mudança, eu precisava dela, e ela não viu isso. Ela finalmente viu perfeitamente que ela não precisa se sacrificar pelas pessoas que não dão valor ao trabalho dela, ao esforço dela.</p>
<p>Mas ela não viu que era esse o momento que eu precisava do esforço dela mais do que tudo. Ela me comparou com todas as pessoas que teoricamente não tem um lugar tão especial quanto eu tenho no coração dela. Será que eu tenho? Eu acho que tenho. Eu sei que tenho. Mas o coração dela tá tão pequeno últimamente. Se ela dedicar do coração dela uma grande parte para mim, mesmo assim ela tem pouca coisa pra dar.</p>
<p>Ela trancou a faculdade. Aparentemente é o fim da busca dela por se tornar uma psicóloga. Ela está se libertando. Isso pra mim foi muito importante. Ela precisou de muita, muita força para tomar e assumir essa decisão, e também para executar a idéia. Isso que ajudou a tapar o buraco. Ela agora está também numa fase &#8220;pós-quebra&#8221;, igual a mim. Quebras diferentes, mas mudanças sérias do mesmo jeito, e agora estamos andando paralelamente de novo.</p>
<h3>Por hoje é só</h3>
<p>Hoje estou chegando nos meus limites. Estou caindo de sono. Estou feliz que consegui fazer mais um post. Estou feliz que coloquei um monte de coisa pra fora. Agora vou organizar essa porcaria. Tem muita coisa aqui que podia ter um post dedicado. Vou tertar colocar a ordem nisso aqui. Vamos ver o que acontece. Alguma idéia, pessoas?</p>
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		<title>Crianças no colo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2007 16:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.
Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.</p>
<p>Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa do jeito das pessoas que lá vivem. Mas seria bem possível uma festa assim se alguém organizasse &#8211; meus sonhos são muito regradinhos. Tava cheio de gente que não tinha como andar direito &#8211; vai não tanto, mas quase isso. E em dado momento chegaram várias pessoas, particularmente várias crianças. Tinha uma criança que já tinha, digamos, 6 anos carregando uma outra bem menorzinha no colo. Eu já peguei a duplinha de dulas meninas lindas no braço direito e levantei as duas, com cuidado, mas com segurança ao mesmo tempo. Peguei um garotinho no braço esquerdo e comecei a falar com eles com muitos sorrisos e risadas e bom-humor. Outro garoto tentava subir nas minhas costas, e várias crianças, inclusive as que já estavam na festa se juntaram e eu falei: &#8220;Vamos brincar todo mundo?&#8221;. As crianças responderam todas ao mesmo tempo que sim e eu pedi pra antes tirarem uma foto com a Rô junto, que já tinha pego outra criança no colo. Tinha umas 5 ou 6 crianças ao todo.</p>
<p>A Rô me olhou com o olhar mais apaixonado que ela podia ter. Os olhos dela brilhavam, ela estava achando lindo que eu estava me dando bem com as criancinhas de 2 até 6 anos mais ou menos. As crianças gostavam de mim, eu adorava elas, era um momento muito lindo e muito feliz. E os olhos da Rô me afogaram nesse sentimento lindo entre nós e eu me senti completo vendo que ela gostava tanto de mim, que eu me dar bem com crianças era mais um motivo pra ela me amar tanto. Aquele olhar valia mil vezes mais do que a foto que eu pedi que tirassem pra depois poder olhar pra esse momento novamente. Com um pouco de sorte o olhar dela sairia ao menos parecido na foto que eu poderia guardar e olhar pra sempre quando estivesse com saudades dela me olhando assim. Eu queria que a foto ficasse perfeita, pedi pra tirar de novo duas vezes e depois falei que estava ótima, mesmo que o cara não tirava bem a foto nem com reza-brava.</p>
<p>Foi um sonho muito gostoso. Essa sensação é muito real e é praticamente uma lembrança melhorada de momentos semelhantes que a Rô me olhou assim. A Rô é assim, ela adora me ver com crianças, ela sabe que um dos meus maiores sonhos é <strong>ou era</strong> ter filhos. E ela trai totalmente o seu discurso de nunca querer ter filhos quando ela me olha dessa forma. Vem de dentro dela, sabe? Ela ia chorar de felicidade se me visse brincando e sorrindo com um filho nosso. Vem da alma dela esse sentimento e esse olhar que ela já me deu mais de uma vez me faz ter certeza disso.</p>
<p>Eu me lembro de pelo menos umas 3 ou 4 vezes que ela não só me olhou dessa forma, mas em alguns dos casos até insistiu que eu fosse lá pegar a criança ou bebê no colo, quis tirar foto e tudo mais ou que ela ficou um tempão olhando uma foto que eu seguro um neném, mesmo que ela não me conhecesse na época em que a foto foi tirada. É impossível negar o nosso amor e a nossa paixão nessas horas, a emoção vai toda pro olhar dela, eu me sinto bem e renovado, pronto pra passar todas as dificuldades dessa vida por uma semana quando ela me olha desse jeito. E não tem jeito, é muito raro ela me olhar assim. Claro tem muitos níveis de olho-no-olho que me deixam muito feliz e muitos jeitos de sentir que ela me ama. Mas criança no colo é tiro e queda. Sempre rende esse olhar.</p>
<p>Mas isso tudo virou uma armadilha. Acho que tem quase dois anos que essa cena não acontece. A faca era de dois gumes, o tiro saiu pela culatra. Eu tenho evitado esses momentos, tenho evitado as crianças. Isso é muito triste. Mas eu tenho certeza que ela olharia assim de novo pra mim. Em vez de render essa linda sensação e me transbordar de felicidade eu acho que se ao receber esse olhar dela eu entraria em parafuso. Todas as nossas conversas e decisões sobre esse assunto viriam a tona na minha cabeça.</p>
<p>Eu e ela já conversamos diversas vezes sobre isso e dessa última vez que separamos e que comecei esse blog ela deixou claro que nunca viria a ter filhos. Mais uma vez ela colocou em palavras a decisão racional dela, que vence toda essa emoção que eu vejo nesse olhar. E eu deixei claro pra ela que <strong>ela é o sonho mais importante da minha vida</strong> e que eu não vou abrir mão dela por que eu gostaria de ter filhos um dia. Se pra ter a Rô eu preciso não ter filhos, então eu não vou ter filhos. Não vou trocar a única coisa que me dá motivo pra viver pelos segundo lugar. Eu já subi no pódio em primeiro lugar quando começamos a namorar, não vou trocar pelo segundo lugar, não faz sentido.</p>
<p>Não vou mudar de idéia quanto a isso. Ela pode um dia resolver ter filhos, mas eu nunca vou pressiona-la, virá dela, se vier. Mas não conto com isso nem de longe. Eu sei que não vamos ter filhos e pronto. Mas não quer dizer que seja fácil isso. Brincar com as crianças dos outros na frente dela pode ser difícil daqui pra frente, pode ser que eu evite, mas eu não posso evitar isso pra sempre e nem quero. Eu já conversei com a minha analista sobre isso e existem várias saídas para esse conflito, dentre elas ser o tio da perua da escola, levando 10 crianças pra escola, ou até trabalhar como monitor de acampamento ou coisas assim. Tudo isso está resolvido na minha cabeça mas não quer dizer que não seja triste pra mim lembrar de toda essa história, ou que não seja difícil encarar desde tão cedo que eu nunca vou ocupar os 3 lugares do pódio ao mesmo tempo.</p>
<p>Tenho medo de chorar se eu olhar a Rô nos olhos quando eu estiver com uma criança no colo e ela me olhar com esse sentimento tão profundo que nem ela admite que tem quando me vê mostrando ao mundo que eu poderia ser um bom pai. Eu quase chorei outro dia quando alguém que não sabe nada dessa história virou pra mim e falou que eu vou dar um ótimo pai quando chegar a minha hora. Quase chorei por saber que essa hora nunca vai chegar.</p>
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		<title>Namorar de verdade?</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/05/24/namorar-de-verdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 07:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.

Baixar a música
A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.<br />
<br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/american_beauty.mp3">Baixar a música</a></p>
<p>A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. Receoso. Ansioso. Preciso usar esse espaço para desabafar e não vou deixar o blog abandonado só  porque esse assunto está dominando qualquer outro pensamento.</p>
<p>A Rô está em uma fase muito difícil. Ela tem sofrido muito com motivos externos ao nosso relacionamento e a algum bom tempo que ela toma anti-depressivos por conta desses problemas. Ela anda com o humor tão instável que de um dia pro outro ela pode parecer toda apaixonada, com frases do tipo &#8220;vamos nos ver amanhã o dia inteiro, tá?&#8221; e no dia seguinte não querer sair de baixo do cobertor e passar o dia todo sozinha no escuro sem falar nem comigo.</p>
<p>Estamos bem mais próximos, isso é muito bom, ela voltou a falar &#8220;eu te amo&#8221; pra mim com alguma regularidade. Isso tem sido tão bom pra mim. Combinamos ao voltar a namorar que ela não precisava falar que me ama só por que eu falei isso pra ela. Um pacto arriscado, eu sei, mas a tristeza de não ouvir isso quase nunca foi facilmente apagada com as primeiras vezes que ouvi isso sabendo que foi de verdade, do fundo do coração. Agora que isso tem sido mais freqüente passou a ser um dos pequenos prazeres da minha vida. Ouvir ela falar &#8220;eu te amo&#8221;. Isso me dá muita força.</p>
<p>É complicado de explicar a situação que nos colocamos. Voltamos a namorar já tem um mês, e o pacto que fizemos era pra que nós voltássemos a namorar &#8220;aos poucos&#8221;. Esse &#8220;aos poucos&#8221; parece ser tão claro às vezes, mas quando eu paro pra explicar pra alguém, seja na terapia ou para os meus confidentes, ou penso em escrever aqui, percebo que não é tão simples assim de explicar e não está tão claro quanto parecia. Têm coisas que são óbvias: Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos transando; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos saindo como um casal junto com os amigos; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não conversamos sobre o futuro. Mas têm coisas que não são tão simples, como por exemplo, quando vamos voltar a transar? Quando eu posso contar com ela como parte da minha família novamente?</p>
<p>Tínhamos antigamente um nível de intimidade muito grande. Gostávamos de tomar banho juntos, lavar mesmo um ao outro ou simplesmente ficar tomando banho e conversando. Falávamos sobre nossa sexualidade quando estávamos separados, sobre tudo imaginável. Sempre mexíamos com tudo no computador um do outro, apesar de não trocarmos senhas cada um sempre leu o histórico de MSN e e-mails do outro quando surgia a curiosidade. Também havia liberdade para opinar na vida um do outro, sem restrições. Tudo super aberto. Tem coisas que voltaram rápido, tem coisas que não voltaram e eu sequer sei dizer se estamos perto de voltar a conversar com essa intimidade toda ou não, se vamos conseguir ter um dia a mesma intimidade de antes ou não. Um dia eu sei que vamos ter, mas sinto falta de poder perguntar qualquer coisa pra ela sem ter medo de estar indo rápido demais ou dela perdir uma explicação do porquê da pergunta.</p>
<p>Isso dificulta muito as coisas. É uma perda grande essa intimidade que tínhamos e que está adormecida. Espero que essas coisas voltem aos poucos e naturalmente, mas sem demoras.</p>
<p>Mas essa semana o que não está saindo na cabeça são algumas coisas que ela falou que estão relacionadas com os problemas dela, não com o nosso namoro diretamente mas que afetam a mim também. Ela tem passado a maior parte das últimas semanas cabisbaixa, desanimada.</p>
<p>Ela anda falando que tem vontade de morrer ou que não tem vontade de viver. Ela não é do tipo que se mataria e deixa claro que não é disso que ela está falando. Ela só não tem nenhum incentivo, nenhum sonho, nada que ela possa se apegar para ter mais força. Eu sempre dou carinho pra ela, vou na casa dela no meio da semana para dar abraços e beijinhos nela e isso fez muito efeito umas semanas atrás, quando ela disse que a minha presença ajudou muito à ela. Mas é difícil ter fôlego pra tudo isso. É difícil estar sempre presente com ela variando tanto de humor.</p>
<p>Nos fins-de-semana passados ela se mostrou mais animada, nos vímos, passeamos, nos divertimos. Esse fim de semana foi um pouco diferente.</p>
<p>Já durante a semana ela puxou a conversa: &#8220;João, eu não sei como você me agüenta. Eu sou tão problemática. Eu nem tenho sido uma namorada de verdade pra você, eu vou melhorar, viu?&#8221;. É claro que isso mexeu muito comigo. Até hoje, quase uma semana depois dela ter me dito isso eu fico encafifado com o que seria &#8220;namorar de verdade&#8221; na cabeça dela nesse momento. Já no sábado tivemos um encontro gostoso. Não fomos ao programa que tínhamos combinado, mas ficamos na casa dela, abraçadinhos no sofá, vendo qualquer coisa que o pai dela havia escolhido na TV. Ela estava animada. No domingo tudo mudou: Mal-humor, indisposição, preguiça, ela estava toda fechada, me beijou de forma estranha. Não dá pra fingir que não namoramos 6 anos. Ela beijou diferente. Foi gostoso, foram beijos de verdade, mas eu sei que tinha algo estranho.</p>
<p>Depois, conversando sobre assuntos não tão relacionados com isso ela mudou totalmente de assunto desabafou pra mim: &#8220;Eu estou com zero de libido. Nada me interessa, não tenho vontade nem de beijar. É como ir passear com um irmão&#8221;. Com um irmão?!? Eu fiquei pasmo. Depois veio a conversa e a explicação. Eu já sabia que mais ou menos 2 meses atrás ela aumentou a dose de anti-depressivo. Parece que um efeito que pode acontecer é a queda da libido. OK. Mas até aí, sabe, alguém como a Rô que sempre teve muito fogo, muito tesão. Como é que ela chegou ao nível de dizer que nem beijar ela tem tido vontade?</p>
<p>Sabe essas duas coisas ficam batucando ultimamente na minha cabeça. E o pior é que eu não tenho como explicar aqui, mas sei que a história de voltar a namorar &#8220;aos poucos&#8221; não foi motivada por essa queda de libido. São dois assuntos separados e eu conheço ela bem o suficiente pra saber que &#8220;aos poucos&#8221; não era uma muleta pra justificar que não queria transar. Isso me deixa mais preocupado ainda com ela, principalmente por que ela me disse que pra ela um cafuné na cabeça e ficar um pouco abraçados no sofá tem sido tudo que ela precisa pra estar satisfeita do nosso contato físico e ela não está muito preocupada com isso.</p>
<p>O que mais me preocupa dessa história é ela não estar preocupada com isso. Ela podia estar ao menos percebendo o quanto esse remédio que ela está tomando afeta ela fisicamente. Eu sinceramente não tenho visto muita diferença nela tomar o remédio ou não. Hoje eu esperava ouvir dela um pouco mais sobre essa história. Quarta é sempre um dia bom pra conversas por que tanto eu quanto ela temos terapia quarta a noite. E além do mais quinta ela não tem que acordar cedo por que não tem faculdade. Hoje ela foi dormir algo do tipo 15 minutos depois de eu ter entrado no MSN ao voltar da terapia. Ela estava totalmente desinteressada em conversar.</p>
<p>E agora fico eu aqui, com insônia, pensando nela, pensando em nós e sem conseguir nem uma resposta e nem finalizar esse post. Tento dito preguiça de postar por que sei que esses assuntos me consomem muitos e muitos parágrafos para render alguma coisa coerente para que vocês leiam ou coerente para mim. Esse é mais um post que morre cheio de dúvidas e sem sequer amarrar o raciocínio.</p>
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		<title>Leveza</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 04:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230;
Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, tem ótimo gosto e é muito paciente quando demora para você acertar a calça certa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230;</small></p>
<p>Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, tem ótimo gosto e é muito paciente quando demora para você acertar a calça certa que fica direitinho em você. Aliás, ela mesma incentiva a constante troca, entra e sai da roupa, vira, essa sim e essa não.</p>
<p>Muitos beijinhos contentes durante toda a história temperaram nosso passeio, foi uma delícia! Eu me deleitei com cada sorriso e ficava contente &#8220;à toa&#8221; por simplesmente ter a presença dela no mesmo ambiente que eu, por poder olhar pra ela a hora que eu quisesse por que ela estava lá.</p>
<p>Voltamos a namorar e isso tem sido muito bom pra mim e tenho certeza que pra ela também. Ela está com alguns problemas em relação a trabalho e faculdade e acho que passar a tarde toda com alguém com um clima bom que nem tivemos a tarde toda ajuda qualquer pessoa a ficar longe da preocupação do dia-a-dia.</p>
<p>Por mais que a história toda que venho relatando aqui no blog não tenha acabado, que o namoro não tenha voltado como era antes e que eu ainda tenha muito o que evoluir e melhorar para ganhar novamente 100% da confiança dela, que já tive um dia, eu ainda assim estou aproveitando muito esse recomeço. Não esqueço do que tenho que fazer, mas aproveito o que posso também.</p>
<p>Ela sempre usou pouca maquilagem, eu incentivava pela simplicidade. Eu não preciso de muito pra reparar nela, de verdade. Mas reparei que ela passou rímel e acho que ela também usou <ins datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">cuvex</ins>. <del datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">aquele acessório que dobra os sílios pra cima, sabem?</del> Uma blusinha justinha ao corpo, vermelha lisa, roupa que quando à conheci ela nem pensava em usar. Ela estava linda. Muito linda. Me sinto privilegiado de namorar uma mulher tão bonita.</p>
<p>Mas isso não é nada perto de quem ela realmente é. Ela pode ser linda e tudo mais mas eu não sou um cara de muitas aparências, de muitas exigências, de reclamações e de ficar olhando gostosas na rua e comparando com o que eu tenho pra mim. OK, dei muita sorte, a mulher que eu amo é muito linda de verdade. Mas ela é tão carinhosa comigo. Eu me abri de verdade pra ela. Cadê a coragem pra eu falar que eu precisava de abraço e de cafuné? Não sei onde está, mas eu contei que precisava de colo, me abri com ela e ela me deu o que eu precisava. Sorrisos, abraços, beijinhos, carinho, bom gosto pra ajudar com as roupas, assunto para passar o tempo e acima de tudo segurança de que ela vai estar por perto quando eu precisar novamente.</p>
<p>O namoro voltou, estou muito feliz com isso.<br />
O sábado foi ótimo, estou leve e apaixonado, mais do que já estive.<br />
Como disse à ela no MSN agora a pouco: O sorriso dela &#8220;esquenta&#8221; meu coração.</p>
<p>Mas apesar de tudo estou com plena consciência de que tenho muito a trabalhar para ser a pessoa certa pra ela. Na verdade começo agora a ser a pessoa certa. Não haverão mais deslises. Quero ser feliz pra sempre e agora que esse blog não tem mais motivo de ser um blog de enquanto estávamos separados, agora ele será um blog para saber como é que pode e como é que faço para ser feliz pra sempre com a Rô.</p>
<p>Ainda vou ver ela amanhã, segunda ou terça&#8230;  ela mesma disse que quer também me ver&#8230;  que feriado promissor, mesmo sabendo que terei que trabalhar um ou dois dos quatro dias do feriado.</p>
<p>Estava escutando &#8220;Now We Are Free&#8221; do filme &#8220;Gladiador, composta por <a href="http://www.amazon.com/Hans-Zimmer/artist/B000AQU2MU/002-9836845-2971242">Hans Zimmer</a>. Realmente inspiradora:<br />
<br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/gladiator-now-we-are-free.mp3">Baixar a música</a></p>
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		<title>Confusão, arrumação, confusão</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/04/22/confusao-arrumacao-confusao/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 23:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Creio que devo uma explicação para meus leitores. Na verdade eu estou devendo uma explicação para mim mesmo. Eu mesmo preciso ver se organizo toda essa confusão em que me encontro.
Eu e a Rô nos falamos quase todo dia no MSN. Quando eu faço força pra não falar com ela, ela fala um oi. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strike>Creio que devo uma explicação para meus leitores</strike>. Na verdade eu estou devendo uma explicação para mim mesmo. Eu mesmo preciso ver se organizo toda essa confusão em que me encontro.</p>
<p>Eu e a Rô nos falamos quase todo dia no MSN. Quando eu faço força pra não falar com ela, ela fala um oi. Quando ela não está falando comigo no MSN eu fico com receio dela pensar que eu não estou dando bola pra ela e falo eu um oi. O assunto da conversa nem sempre é o mais importante, sinto que o importante pra mim é que haja uma conversa. Não duvido que ela também sinta assim de vez em quando.</p>
<p>Estamos muito próximos novamente e a briga que aconteceu por causa da mina do busão me obrigou a falar um monte de coisas que eu não sei se eu deveria. Se eu não falasse eu não conseguiria acalma-la e sem acalma-la eu não poderia explicar toda a situação, que não passou de um monte de confusão e insegurança dentro da minha cabeça. Mas o fato é que falei coisas que acho que eu não devia:</p>
<blockquote><p><b>Rô:</b> Isso não é amor<br /><b>João:</b> Amor é tudo que eu faço, sempre fiz e sempre vou fazer por você<br /><b>João:</b> Amor é perdoar<br /><b>João:</b> Amor é compreender<br /><b>João:</b> Amor é compartilhar<br /><b>João:</b> Tanto faz o nível de abstração que eu tive de imaginar um mundo sem amor por você por 3 segundos e resolvi mexer com a mina<br /><b>João:</b> Amor é viver junto<br /><b>João:</b> é comprometimento<br /><b>João:</b> é dedicação<br /><b>João:</b> eu tenho tudo isso por você e muito mais</p></blockquote>
<p>E isso é só um pouco do que eu falei. Em outros pedaços espalhados pela conversa tem muito mais amor por aí. E eu acho que talvez eu não devesse ter me aberto tanto com ela. Ela merece toda a minha sinceridade, que é outra coisa que faz parte do meu amor por ela, e ela merece muito mais. Só que será que eu deveria ter aproveitado tudo isso pra criar a distância que talvez agente precise? Será que eu fico uma semana sem falar com ela? Muita gente sugere essas coisas, mas não interessa o que sugerem, eu tenho que entender e sentir a necessidade pra fazer isso, e tem hora que parece que é isso mesmo que deve ser feito.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo a sensação que tenho é que de ainda estamos namorando. Mesmo ontem saímos com duas amigas, ela estava muito, muito linda. Eu queria que as outras duas fossem por espaço, por mais amigas que elas são e por melhor que tenha sido o jantar, e foi ótimo, mas a situação do convite acabou fazendo com que encontrar à todos fosse o melhor jeito de nos vermos.</p>
<p>Eu me sinto fraco, inocente e frágil com tanta sinceridade e tanta insistência minha para com ela. Eu sou todo dela, eu estou aberto pra ela, eu estou em pedaços e eu queria poder provar pra ela que depois de tanta ferida, tantas dificuldades, que seria impossível de eu ser novamente como eu era. Eu estou mudado e vou mudar muito mais antes de terminar essa história toda de estar namorando emocionalmente e estar oficialmente separado.</p>
<p>Entendam que eu não estou bancando o cachorrinho pra ela quando dispensei a mina do busão. Eu simplesmente não tenho coração para ficar com as outras. De certo que se eu não tivesse contado para a Rô que mesmo assim eu não teria nada com aquela mina. Impossível. Eu não estou pronto. Eu posso ficar sozinho, sem falar com a Rô, isso é difícil mas julgo que seja possível, principalmente se a Rô também tiver a mesma intenção. Mas ficar com alguém agora seria impossível. Seria uma espécie de suicídio. Eu mesmo me faria um mal muito grande ficando com alguém. E é por isso que a história da mina do busão morreu, não por que a Rô pediu. Agradeço à todos que me apoiaram, mas a questão é que eu não estou pronto para pensar em outras mulheres.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Outra coisa que está na minha cabeça constantemente é o que ela possivelmente está pensando. Vejam os fatos:
<ul>
<li>Separamos</li>
<li>Um tempo falando pouco, mas falando de nós</li>
<li>Um pequeno tempo sem se falar nada</li>
<li>Voltamos a nos falar</li>
<li>Jantar à dois, com direito a se <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/08/quinta-feira-quinta-serie/">sentir na quinta-série</a></li>
<li>O Carlos se declarou à ela, depois de 6 anos esperando por ela</li>
<li>Nos aproximamos como amigos</li>
<li>Teve o dia que <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/15/ontem-dois-dias-em-um/">ficamos e demos uns amassos</a></li>
<li>Ela me rejeitou até um selinho (isso eu não postei)</li>
<li>O rolo da mina do busão</li>
<li>Saímos com amigas nossas e fomos só amigos, realmente</li>
</ul>
<p>Mas me pergunto. O que é que eu posso esperar dela? Parece um vai e vem. Agente se aproxima e se afasta de diversas formas. Eu estou ficando louco com isso. Para mim há um impasse no ar. Já que estamos oficialmente separados nós evitamos falar dos assuntos que poderiam resolver nossos problemas e nos deixar juntos novamente. São os mesmos assuntos que poderiam também nos separar de vez, inclusive. E se não resolvermos esse assunto ela não vai aceitar voltar. Ai ai ai, como eu queria que ela aceitasse voltar. Se voltássemos a namorar, voltássemos a poder falar dessas coisas, tudo ia se colocar no lugar. Eu tenho plena convicção disso. Eu tenho certeza que tudo ia ficar tão bom.</p>
<p>Ao mesmo tempo agora temos uma terceira confusão com tudo isso. Conversamos muito depois do incidente da mina do busão. Conversamos até eu entender o que teoricamente justificaria que a crise da Rô não era bem ciúmes, mas sim estava ofendida com minhas aparentes discrepâncias de atitudes. Tentar beijar ela e depois passar meu telefone pra uma mina uns 40 minutos depois. Essa conversa é assunto pra outro post (de novo).</p>
<p>Acontece que depois de conversar muito eu entendi que preciso deixar a minha postura mais clara pra ela. Se eu quero ficar com ela é isso, é 100% querer ficar com ela. Por outro lado se eu não souber se quero ou não ficar com ela eu preciso deixar isso claro pra ela. E apesar de eu ainda estar no nível de ainda ficar 100% esperando por ela eu suspeito que estou perto de desistir dessa certeza. E isso eu nem sei explicar e nem estou em condições ainda sobre escrever sobre isso.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Será que essa situação é sustentável por muito tempo? Será que eu consigo ficar sem ela por um tempo, nem a Rô-amiga? Será que é isso que precisamos? Será que se eu aparecer surpresa na casa dela com um presente, rosas, sei lá, será que agente conversa e consegue voltar? São tantas coisas que eu gostaria de saber responder. Tantas coisas que eu preciso saber dela. Tantas coisas que por estarem confusas pra mim estão também confusas pra ela. Isso por que estão confusas pra mim por causa da confusão dela. E põe bola de neve nisso aí! Circulo vicioso &#8220;master&#8221; (como diria a Ana Lúcia).</p>
<p>Eu amo a Rô? Amo.<br />A Rô me ama? Tenho quase certeza que sim.</p>
<p>Que post estranho. Não consigo realmente organizar e muito menos finalizar. Mas pelo menos o que está na minha cabeça está agora registrado. Isso tudo por que eu ainda ia fazer um post legal sobre a sensação diferente do fim-de-semana de um solteiro. É totalmente diferente e eu já percebi. Mas como vários outros assuntos, ficam para outro post, e outro post, e outro post. Queria ter mais tempo, além de tudo.</p>
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		<title>Compreensão</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 14:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rapidinha]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho evitado fazer alguns posts aqui por que gosto de fazer posts que se explicam. Posts completos que têm a ver com tudo que eu quero falar. Mas hoje não vou ter tempo e não quero evitar de postar também.
Ontem vi a Rô novamente. Fui lá dar uma força à ela. Dar um colo. Ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho evitado fazer alguns posts aqui por que gosto de fazer posts que se explicam. Posts completos que têm a ver com tudo que eu quero falar. Mas hoje não vou ter tempo e não quero evitar de postar também.</p>
<p>Ontem vi a Rô novamente. Fui lá dar uma força à ela. Dar um colo. Ela está muito mal com a questão da faculdade dela. Muita dificuldades, dúvidas e nenhum colo pra chorar. Agora que ela se afastou do Carlos por causa da história da paixão escondida ela não tem mais com quem falar dos problemas dela. Ela vem pra mim.</p>
<p>Falo mas não explico: Eu sabia que provavelmente ela não iria me beijar, mas eu não tinha certeza. Na hora de se despedir, depois dela ter chorado um tempão no meu colo, eu tentei dar um selinho nela de despedida. Nada demais. Ela fugiu. Ela até se chateou. Pedi desculpas por SMS e trocamos algumas 5 mensagens ou 6. Ela foi fria e até meio grossa comigo. Para mim ficou claro que ela se chateou com isso e hoje de manhã acho que entendi tudo.</p>
<p>Eu e ela realmente acabamos. Ela ter falado no meu ouvido que me ama e que podíamos voltar aos poucos provavelmente &#8220;escapou&#8221; no último sábado. Acho que a real é que estamos realmente separados. Eu sou um amigo e um colo e eventualmente podem acontecer essas transgressões de termos um beijo ou um amasso no sofá. Mas acho que a regra é: Não encoste nela a menos que ela encoste em você.</p>
<p>Espero lidar bem com tudo isso. Eu gosto de dar um colo pra ela quando ela precisa e aposto que o contrário será possível quando eu precisar de um colo também. Isso vai continuar existindo no nosso relacionamento. Mas é só. Só amizade.</p>
<p>A Olga que estava certa em seus comentários. Eu estava perto de me magoar. Agora estou magoado mesmo. Eu tentei tomar cuidado, eu tentei seguir o conselho dela, mas agora já foi. A Ana Júlia (dentre outros) queria entender melhor a nossa separação, que <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/01/sinceridade-e-impulsividade/">está explicada em um post mais antigo nesse mesmo blog</a>. Ana Júlia, <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/14/colo/">meu comentário pra você que falei no seu blog esta aqui</a>.</p>
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		<title>Entorpecido</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 03:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[É como se meus pés não tocassem o chãoMinha barriga ajuda a evitar o aquecimento globalO toque do meu coração pode liderar qualquer exércitoO mar seca com o calor da minha respiração

&#8230; &#160; &#8230; &#160; &#8230;
Me sinto deitado num mar de gelatina,meu corpo esquenta o que me toca,derrete tudo a minha volta.
Seria impossível nadar, gritar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É como se meus pés não tocassem o chão<br />Minha barriga ajuda a evitar o aquecimento global<br />O toque do meu coração pode liderar qualquer exército<br />O mar seca com o calor da minha respiração</p>
<p>
<div align="center">&#8230; &nbsp; &#8230; &nbsp; &#8230;</div>
<p>Me sinto deitado num mar de gelatina,<br />meu corpo esquenta o que me toca,<br />derrete tudo a minha volta.</p>
<p>Seria impossível nadar, gritar, mover.<br />Afundando lentamente vou me afogar,<br />vou me perder, não é preciso respirar.</p>
<p>Foi com um simples sorriso que ela, com seu rosto junto ao meu,<br />fez meu corpo submergir, diminuir, inexistir desaparecer.</p>
<p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230; &nbsp; &#8230;</div>
<p>Com a voz dela o mundo parou de girar, todos os espelhos quebrados se consertam, cada pranto se torna um sorriso, o ódio se torna amor e a vida transborda em forma de bolhas de sabão que sobem aos céus e levam ao espaço o som mais lindo desse mundo.</p>
<p>O cheiro dela é insurdecedor, fiquei cego com o sabor de seus lábios, fiquei mudo com seu abraço.</p>
<p>Nenhum poeta sequer chegou perto de descrever a sensação sublime e completa do olhar apaixonado que ela lançou e preencheu a minha vida de forma insuperável.</p>
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		<title>Colo</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 18:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se vocês já tiveram isso&#8230;  sabe quando você &#8220;vê uma cena&#8221;? Imaginando. A imagem vem à cabeça, se forma, é como se fosse uma fotografia.
Eu estava com a Rô no MSN agora. Agente tem essa mania de não conseguir desgrudar. Os dois querem voltar, está na cara, mas os dois ficam fazendo papel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se vocês já tiveram isso&#8230;  sabe quando você &#8220;vê uma cena&#8221;? Imaginando. A imagem vem à cabeça, se forma, é como se fosse uma fotografia.</p>
<p>Eu estava com a Rô no MSN agora. Agente tem essa mania de não conseguir desgrudar. Os dois querem voltar, está na cara, mas os dois ficam fazendo papel de amigos. Hoje estourou.</p>
<p>Estávamos até falando de coisas legais, dando umas risadinhas. Mas a sensação foi me tomando e eu comecei a chorar.</p>
<p>Hoje o dia está como um sapato apertado que você não pode tirar. O dia está me apertando. Está tudo fora de lugar, é como uma casa bagunçada que não tem como arrumar.</p>
<p>Chorando a imagem se formou. Ela está sentada no sofá e eu deitado nas coxas dela. Eu choro, choro e choro até que suas pernas ficam molhadas, a calça jeans escura fica com a marca mais escura das minhas lágrimas. Suas mãos em meu pescoço, minha cabeça. Movimentos ternos, suaves, gostosos me confortam. Nenhuma palavra, só isso&#8230;  é uma foto mesmo.</p>
<div>&#8230; &#8230; &#8230;</div>
<p>Eu acho que perdi isso. Vai demorar muito tempo ou nunca mais vou poder chorar no colo da Rô. Aqui em casa seria impossível, na casa dela também. Nunca estão vazias, não são nossas casas de verdade. Casa de verdade está vazia quando você só precisa de paredes e um sofá. Sem porta. Eu poderia morrer numa sala sem porta e sem janelas se ela estivesse comigo. Só precisa do sofá. Só precisa dela.</p>
<p>Eu contei da imagem pra ela. Talvez depois do compromisso que ela vai agora, uma reposição da terapia de quarta que ela não teve, agente se veja. Acho que ela ficou com dó de mim. Acho que eu posso me dar mal de ir vê-la estando eu frágil assim.</p>
<p>Eu a amo. Só tenho esse cantinho pra assumir isso. A minha vida está que nem um espelho quebrado com seus pedaços no chão de uma casa abandonada. Ninguém tira os cacos de lá, os cacos vão pegando poeira. Não sei se algum dia alguma coisa vai voltar ao seu lugar.</p>
<div>&#8230; &#8230; &#8230;</div>
<p>Nada encaixa no dia de hoje, faltam peças no quebra cabeça, está chovendo do chão para o céu&#8230;</p>
<p>Estou morrendo aos poucos por falta dela.</p>
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		<title>Caminhão de mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2007 01:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.
Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.</p>
<p>Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do nosso amigo que sempre gostou dela e algumas coisas sobre nós. Ela recentemente trouxe a tona um assunto que eu não comentei aqui. Quando separamos e eu pedi pra ela pra voltarmos eu pedi também, um pouco depois, que ela me dissesse assim que tiver certeza que eu não tenho mais chances com ela. Em outras palavras, eu pedi pra ela me dar um pé mesmo se for esse o caso, que eu não queria ela amaciando a situação.</p>
<p>O legal é que ela trouxe a tona para me lembrar que ela nunca me deu um &#8220;não&#8221;. Ela nunca disse que não voltaríamos nunca mais. E além disso ela pela primeira vez teve coragem de falar com todas as palavras que apesar de ficar com raiva ela sente na maioria do tempo é saudades de mim. Imagina o meu sorriso de orelha a orelha.</p>
<p>E vejam só. Não parou por aí. As coisas esfriaram, ela não falou que vamos voltar também. Mas depois de me lembrar que ela não disse não eu ainda tive mais uma dica aqui e ali de que ela ainda pode voltar comigo. Isso foi gostoso.</p>
<p>Acabamos comentando sobre o AP que eu tava procurando pra morar sozinho mesmo namorando com ela quando separamos. Eu aos poucos fui parando de procurar&#8230;&nbsp; claro, né? Não tinha forças pra nada a não ser tentar ficar bem com a separação, abri esse blog e tudo mais. Mas eu tive coragem de convida-la para me ajudar a arrumar tudo lá, como uma amiga, mas me ajudar com decoração e tudo mais.</p>
<p>Ela adorou a idéia!!!!!&nbsp; Affe!! como eu fiquei feliz!!! Estou dando pulos de alegria!</p>
<p>Ela adora uma organização. Não estranhem não. Mas terei uma chance de passar algumas tardes agradáveis com ela e de quebra ter uma ajuda de muito bom gosto e muito bom humor na arrumação do novo AP.</p>
<p>Agora é só voltar a procurar AP e alugar de vez essa pendenga!!!</p>
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		<title>Comprometimento</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/04/10/comprometimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 20:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti &#8220;High Fidelity&#8221; ontem de madrugada por causa dela.
Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.
Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:
Na maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0146882/">High Fidelity</a>&#8221; ontem de madrugada por causa dela.</p>
<p>Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.</p>
<p>Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:</p>
<blockquote><p>Na maioria das vezes,<br />consigo ficar com ambos os pés no chão.<br />Consigo seguir o caminho.<br />Consigo entender o sinal.<br />Permaneço assim quando a estrada clareia.<br />Consigo lidar com qualquer um.<br />Falhei em algo.<br />Não reparei até que ela partisse.<br />Agora vejo que nunca me comprometi com a Laura.<br />Mantive sempre um pé pra fora da porta.<br />Isso me impediu de fazer muitas coisas, como pensar no futuro.<br />Fazia mais sentido não me comprometer com nada.<br />Deixar tudo em aberto.<br />E isso é suicídio<br />lento.</p></blockquote>
<p>Quem sabe um dia ela pode pensar assim e voltar pra mim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E agora?</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/04/09/e-agora/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 22:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rô hoje de manhã falou comigo que queria conversar a noite. Se tudo bem agente conversar já que ela tava com terapia marcada só pra sexta feira e queria conversar com alguém.
Eu topei. O problema foi que ela não se segurou e soltou a bomba: Um amigo nosso, que conheceu a Rô na época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Rô hoje de manhã falou comigo que queria conversar a noite. Se tudo bem agente conversar já que ela tava com terapia marcada só pra sexta feira e queria conversar com alguém.</p>
<p>Eu topei. O problema foi que ela não se segurou e soltou a bomba: Um amigo nosso, que conheceu a Rô na época que agente tinha 2 semanas de namoro, que foi o amigo que ela foi passar o feriado no sítio dele falou que ficou os 6 anos do meu namoro com a Rô esperando por ela, por uma chance.</p>
<p>Meu, como assim ela veio me falar isso? Ela me falou que está muito assustada, que inclusive outros amigos nossos sabiam e ela nunca acreditou que poderia ser verdade. Está com medo de perder o melhor amigo. No meio da confusão ela disse que às vezes quer me estapear mas na maioria do tempo ela sente na verdade é saudades.</p>
<p>Ai ai ai&#8230;&nbsp; a noite eu devo ver ela. É tão difícil essas coisas. O nosso amigo é muito meu amigo também e esperou um mês e meio da nossa separação pra falar com ela. Nem eu sei exatamente o que falar pra ela&#8230; Só sei que prometi ajudar do jeito que puder.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quinta feira, quinta-série</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/04/08/quinta-feira-quinta-serie/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 17:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta feira foi um dia legal.
Primeiro eu estava um pouco ansioso. Conversei com algumas pessoas pra aliviar um pouco e me preparei pra encontrar a Rô. Como eu havia dito anteriormente ela já tinha topado sem parecer estar considerando muito, ela topou de primeira. Isso por si já me deixou contente.
Aí marcamos. Fomos no shopping [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta feira foi um dia legal.</p>
<p>Primeiro eu estava um pouco ansioso. Conversei com algumas pessoas pra aliviar um pouco e me preparei pra encontrar a Rô. Como eu havia dito anteriormente ela já tinha topado sem parecer estar considerando muito, ela topou de primeira. Isso por si já me deixou contente.</p>
<p>Aí marcamos. Fomos no shopping Paulista. Cheguei bem antes pra ela não tem a impressão do João atrasado que ela conheceu uma época, mas mesmo antes de terminarmos o namoro eu já tinha melhorado muito isso. Resolvemos comer num lugar mais legalzinho, não na praça de alimentação. E foi super agradável.</p>
<p>Conversamos da família de cada um, do tempo, do trânsito, do dia-a-dia, do meu trabalho, da faculdade dela. Só não falamos mesmo é de nós dois. Isso é parte da nossa idéia de não criar atritos. A comida estava muito boa e isso ajuda bastante, né? A Rô estava super bonita, ela andou emagrecendo um pouco. Não que precisasse, mas mais tarde pude constatar o quanto ela está orgulhosa dessa vitória. Me sinto contente só de lembrar ela sorrindo.</p>
<p>Depois andamos um pouco no shopping. Estávamos tão entretidos em nossas conversas que nem prestamos muita atenção nas lojas. A gente andou todos os andares do shopping e passamos em frente de simplesmente todas as lojas que podíamos. No final de tanta volta ela parou e falou: &#8220;É, e aí?&#8221;. Sugeri ir na Offner (rede de café, doces e confeitaria aqui em São Paulo) e pra lá fomos. No carro dela. Essa história de carro é cumprida e vale uns 3 posts só pra relembrar desse conflito, mas fique anotado que teve uma época que discutíamos sobre eu não andar mais no carro dela.</p>
<p>Na Offner ela não queria nada, mas incentivou que eu pedisse alguma coisa. É, eu pedi, eu não queria nada também, eu queria a boa companhia e queria que a noite não acabasse mais. Lá conversamos um pouco mais sobre nós. Ela está bem, na verdade ela não quis falar muito disso e eu não pressionei. Fingi que estava perguntando sobre ela estar meio deprimida ultimamente ao invés de estar perguntando como ela está se sentindo solteira, respondi aproximadamente o mesmo e o assunto acabou por aí. Assuntos como os do jantar continuaram rolando.</p>
<p>Para a minha surpresa quando íamos despedir e pagar pra ir embora ela falou: &#8220;Vamos?&#8221; e eu falei &#8220;Vamos, por mais que eu preferisse ficar conversando mais&#8221;. Nessa hora ela me chamou pra ir na casa dela! Foi demais! Eu nunca esperava que tão cedo eu poderia ir lá e encontrar as pessoas que tenho tanto carinho que são meus ex-sogros e meu ex-cunhadinho. Mais uma coisa que me faz sorrir muito enquanto escrevo.</p>
<p>Foi muito legal poder vê-los em um clima agradável e desejar feliz páscoa a todos.</p>
<p>Na hora da despedida eu tive a surpresa mais feliz da noite: Ganhei &#8220;abraço de elevador&#8221;! Quando namorávamos e eu ia embora da casa dela, ou estávamos saindo da casa dela para algum lugar nós colocamos um nome no abracinho gostoso que agente sempre dava no elevador da casa dela. Eu encostado na parede e era me abraçando de frente, com o rostinho recostado em meu peito. Que delícia de abraço! Tenho certeza que ela percebeu o meu entusiasmo pelo volume na minha calça, depois de anos de namoro e de sabermos abraçar direitinho, encostando todo nosso corpo seria impossível ela não perceber, nada foi dito, o abraço durou longos 16 andares.</p>
<p>Para abraça-la foi simples, entramos no elevador em lados opostos, eu do lado de sempre e ela do outro lado. Estendi ambos os braços na direção das mãos dela, as mãos dela naturalmente vieram nas minhas e eu a puxei levemente em minha direção. Os movimentos foram super naturais com um sorriso ela se deixou abraçar e eu me deixei recostar na parede do elevador, em nossa posição de sempre.</p>
<p>Apesar de ter certeza que ela sentiu o meu entusiasmo se elevando após sairmos do elevador eu esperava uma despedida complementar ao abraço ganho, mas ao despedir abraçamos novamente, um abraço apertado, longo, mais demorado que o &#8220;abraço de elevador&#8221; e mais apertado, eu não queria soltar, mas &#8220;testei&#8221; o abraço afrouxando um pouquinho. Ela me segurou mais forte do que eu a ela por uns instantes e depois voltei ao abraço normal, com ambos abraçando de verdade ao outro. Senti seus seios no meu peito. Busto grande conta muito num abraço desses. Pude matar um pouco a saudade daquele &#8220;abraço de Rô&#8221;, nome do abraço que ela dá naqueles que ela gosta, atribuído por uma amiga nossa em comum.</p>
<p>Depois disso um beijinho no rosto coradinho da Rô, que aparentemente gostou do abraço e fui embora, sorrindo tanto que me policiei para não ficar com dor muscular na face.</p>
<p>Me senti novamente um adolescente com sua primeira paquerinha. Passeio no shopping e sentimentos avassaladores por ter ganhado um abraço da garota bonita que ele queria tanto sair e fez tanta força pra marcar o encontro. Ansiedade pelo próximo encontro e os pensamentos voam pensando se 5 ou 10 encontros serão necessários para conseguir um beijo dela.</p>
<p>Estive de volta a quinta-série nessa quinta feira, meus olhos se enchem de lágrimas ao lembrar uma das noites mais felizes da minha vida.</p>
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		<title>Alguma Aproximação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2007 11:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e a Rô vamos sair na quinta, daqui 3 dias. Ela topou. Não é um encontro, ok, vamos só no shopping, passear, dar uma volta, jantar. Nada demais. Mas pelo menos também não insisti, ela topou de primeira e isso é um bom sinal.
Mas mesmo uma coisa pequena pra mim é uma vitória grande. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e a Rô vamos sair na quinta, daqui 3 dias. Ela topou. Não é um encontro, ok, vamos só no shopping, passear, dar uma volta, jantar. Nada demais. Mas pelo menos também não insisti, ela topou de primeira e isso é um bom sinal.</p>
<p>Mas mesmo uma coisa pequena pra mim é uma vitória grande. Me sinto bem. Principalmente por que não estou apreensivo com a idéia de sairmos como amigos. Não sei até que ponto isso pode ser uma chance pra eu me mostrar uma pessoa mais legal para ela, mas pelo menos vamos nos encontrar. É muito duro ficar sem vê-la e esse pequeno encontro vai ser legal para nós. Espero que seja.</p>
<p>Devo aos leitores um post sobre algumas coisas que conversamos que explicam melhor o que está acontecendo&#8230; Afinal de contas não é normal um casal de ex-namorados se encontrarem no shopping voluntariamente, não é? Se hoje o dia de trabalho for tão improdutivo quanto ontem eu posto de lá. Senão só hoje a noite&#8230;</p>
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		<title>Lendo à meia luz</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2007 21:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Comprei um livro. &#8220;Orgias&#8221; da coleção &#8220;Ver!ssimo&#8221;. São vários contos sobre o tema e o Veríssimo é realmente fantástico. Li 3 contos até agora e tenho certeza que vou devorar o livro. Mas parei um momento para registrar uma lembrança muito boa.
Dessa mesma coleção existe um livro &#8220;Sexo na cabeça&#8221; em que o autor aborda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comprei um livro. &#8220;Orgias&#8221; da coleção &#8220;Ver!ssimo&#8221;. São vários contos sobre o tema e o Veríssimo é realmente fantástico. Li 3 contos até agora e tenho certeza que vou devorar o livro. Mas parei um momento para registrar uma lembrança muito boa.</p>
<p>Dessa mesma coleção existe um livro &#8220;Sexo na cabeça&#8221; em que o autor aborda as cenas mais engraçadas que se pode imaginar sobre o assunto que ninguém pára de pensar. Eu comprei esse livro em uma época muito boa do meu namoro com a Rô. Ler sobre sexo quando se está apaixonado é altamente recomendável, é leve, é uma delícia.</p>
<p>Lembro que pegamos esse livro e revezávamos em abrir no índice e ler fora de ordem os contos. Eu lia pra ela um e ela lia pra mim outros. Momentos agradabilíssimos da minha vida os momentos que tive com ela e com esse livro. Sorrisos, gestos, mão aqui ou acolá, beijinhos, gargalhadas. Os olhos dela lindos na penumbra do quarto e a voz dela macia e gostosa me hipnotizava. Ao ler para ela eu me concentrava em olhar para a página branca com letrinhas pretas ao invés de olhar para o rostinho mais lindo e atento que eu já vi. Não me surpreendo que era tão apaixonado por ela.</p>
<p>Espero que ela tenha lembranças gostosas desse momento também. Pra mim foi muito especial e tenho certeza que pra ela foi também, só gostaria que a tristeza e a raiva que ela hoje está por mim não apague esse lindo momento da memória dela.</p>
<p>&#8220;Café, pressione o botão rosa&#8230;&#8221;</p>
<p>Nada vai apagar isso da minha memória&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sonho e Conflito</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 10:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonhei de novo com a Rô. Dessa vez o sonho era que eu tava na casa dela, vendo alguma coisa no computador do irmão dela, mas sem falar com ela, tinha tido um mero &#8220;oi, tudo bom?&#8221;. E depois de praticamente terminar o que estava fazendo eu abria o blog dela e tinha um novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei de novo com a Rô. Dessa vez o sonho era que eu tava na casa dela, vendo alguma coisa no computador do irmão dela, mas sem falar com ela, tinha tido um mero &#8220;oi, tudo bom?&#8221;. E depois de praticamente terminar o que estava fazendo eu abria o blog dela e tinha um novo post com título &#8220;Bye&#8221;. A primeira linha dizia: &#8220;Então sexta feira as Rozitas (essas menininhas no layout aí do lado) terão ido embora&#8230;&#8221; Não li o resto, a hora do post era de 10 minutos atrás, ela havia postado depois que eu cheguei.</p>
<hr />
<p>Mas o post não é sobre isso. O post é sobre como a Rô deve estar se sentindo agora. Quando a gente conversa esses dias ela age meio como se não fosse ela. Assunto para mais um post, na verdade, mas eu acho que &#8220;entendi&#8221; de forma simples o conflito dela. Ela tem se sentido deprimida. Ela não assume diretamente mas insinua, fica nas entrelinhas, que ela sente falta ou de mim, ou de ter um namorado. A situação que eu imagino é simples e é a seguinte:</p>
<p>1 &#8211; Ela está sentindo falta do namoro<br />2 &#8211; Ela racionalmente não se permite pensar isso.<br />3 &#8211; A parte racional briga com a emocional sobre como sair dessa merda<br />4 &#8211; A parte racional defende que o João não está melhor, apesar do que fala<br />5 &#8211; A parte irracional quer acreditar que o João melhorou sim e que voltar com ele é mais fácil e melhor do que ficar sozinha, deprimida<br />6 &#8211; De novo, a parte racional nega, dizendo que não pode passar por mais brigas de novo.</p>
<p>Ela está num conflito muito grande. Negar que ela sente falta é impossível aparentemente. Só que a opção que ela escolheu racionalmente não pode levar ela a lugar nenhum a não sei a esse conflito.</p>
<p>As vezes eu queria que o &#8220;racional&#8221; dela morresse por um tempo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perguntas sem resposta</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 01:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[E se ela começar a namorar outro cara?
E se ela começar a galinhar por aí e transar com vários caras por farra?
E se ela resolver me odiar, me ignorar em qualquer meio de comunicação?

E se eu começar a galinhar, namorar, deixar de falar com ela?

É&#8230;  eu acho que pra maioria das pessoas essas perguntas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E se ela começar a namorar outro cara?</p>
<p>E se ela começar a galinhar por aí e transar com vários caras por farra?</p>
<p>E se ela resolver me odiar, me ignorar em qualquer meio de comunicação?</p>
<hr />
<p>E se eu começar a galinhar, namorar, deixar de falar com ela?</p>
<hr />
<p>É&#8230;  eu acho que pra maioria das pessoas essas perguntas são muito mais problemáticas do que pra mim.</p>
<p>Pra mim existe uma pequena vontade de beijar alguém, talvez até uma pequena vontade de transar com alguém, mas reconheço que essa vontade é quase inteira física. As vezes parece que ficar com alguém vai aliviar a minha dor, mas eu rapidamente sei que não vai. Se eu ficar com alguém eu sei que vai sobrar um pouco de sentimento de traição, de ter traído a mim mesmo, talvez.</p>
<p>Já sobre ela, posso imagina-la ficando com alguém. Transar eu acho que está muito recente tudo isso. Acho que pra ela ainda fica um pouco da dúvida: &#8220;E se ele realmente está mudado? E se eu transar com alguém e ele mesmo mudado resolva não ficar mais comigo?&#8221;. Eu mesmo não posso dizer como seria. Mas de uma coisa eu tenho certeza. Está na hora dela curtir qualquer uma das coisas. Galinhar, transar, se envolver ou namorar.</p>
<p>Acho qualquer coisa que permita a ela se sentir melhor vai ser construtivo. Tanto no sentido de nos separar-mos pra sempre quanto no sentido de voltarmos um dia. Construtivo. Será que vai ser dolorido? Espero que não. Mas tem que acontecer. Acho que faz parte da nossa história, se é que acredito em destino, por que ainda não aconteceu&#8230;</p>
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		<title>Amar a mim, amar a ti</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2007 04:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[É engraçado essa situação. Eu quero escrever aqui, eu quero criar um link aqui para o blog da Rô e não tem como fazer isso de forma discreta e anônima. Sem desviar possíveis leitores para o blog dela e torna-los leitores dela também.
Pelo visto terei que narrar o que ela escreveu ao invés de linkar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado essa situação. Eu quero escrever aqui, eu quero criar um link aqui para o blog da Rô e não tem como fazer isso de forma discreta e anônima. Sem desviar possíveis leitores para o blog dela e torna-los leitores dela também.</p>
<p>Pelo visto terei que narrar o que ela escreveu ao invés de linkar lá. Mas acho que isso na verdade não é um grande problema.</p>
<hr />
<p>A parte de cima do post eu escrevi no domingo, parei por causa de conversas no MSN e muda um pouco a situação do post original, mas não a essência. Vamos ao que ela escreveu:</p>
<hr />
<p>Em seu blog ela deixou claro da última vez que está confusa. Sim, essas são as entrelinhas e o nosso principal problema é o principal assunto de seu post: Os pequenos (ou nem tanto) mals-tratos e falta de atenção com o que falo com ela e como isso gradualmente &#8220;corroeu nosso namoro&#8221;. No entanto o que ela escreveu não é o mais importante, mas sim como ela escreveu.</p>
<p>O post apesar, de eu ter tirado um significado bem diferente dele, era sobre acabar com o blog que ela manteve por boa parte do nosso namoro, ou melhor, pelos últimos dois anos. O motivo seria &#8220;as pessoas&#8221; que freqüentam o blog. Eu incluso explicitamente no post, lógico. E depois que ela fala que tem pessoas que influenciam do jeito que ela posta ela fala do namoro.</p>
<p>Ela fala que sente vergonha até de falar que aceitava ser mal tratada e que parecia mulher de bêbado que apanha e não faz nada no dia seguinte. Ela ressuscitou coisas mortas a muito tempo, exemplos de vezes que eu fui sem noção e que depois fizemos as pazes. E por fim ela fala que o que ela tem vergonha do namoro é do que ela não tinha, que era amor próprio.</p>
<p>Lendo o blog de uma amiga em comum foi fácil fazer um paralelo. A amiga em questão abordou isso recentemente em um post e olhando pra trás lembro de ter visto posts dela nesse assunto. Mas o post mais recente é bem direto e tem uma data muito próxima da minha separação da Rô. Tudo isso me leva a falar agora do assunto principal do post: O que é &#8220;amor-próprio&#8221;?</p>
<p>Eu sei, eu sei&#8230;  se você está lendo esse blog com atenção você já deve estar pensando: &#8220;Meu, ele ainda está sem noção, ele não sacou ainda e vai falar outra merda.&#8221; Calma, meu caro, não é esse o objetivo. Não vou afrontar o que ninguém acha que é amor-próprio. Amor-próprio é obviamente considerar as suas vontades, seus desejos, sua opinião quando o assunto é não ferir a si mesmo. Amor-próprio é saber a hora de impor suas necessidades perante outras pessoas.</p>
<p>Mas o que quero discutir não é isso. Não quero dizer que a Rô não se ama e nem que nossa amiga não se ama. A questão é: Os casos que a Rô cita, ou lembra, ou está pensando são casos de falta de amor próprio? Eu acho que não.</p>
<p>Acho que existe sim uma diferença grande entre amor-próprio e amor pelos outros. Num relacionamento amoroso acho que não deve ser complicado confundir uma coisa com a outra. Acho que vivo num caso desses.</p>
<p>A Rô e eu sempre tivemos uma relação muito forte, ambos sempre ajudamos muito um ao outro e cumplicidade e sinceridade sempre foram parte importante de nossa relação. Desde o começo confiamos ao outro nossos segredos, nossos desejos, nossos problemas. Cada um teve sua hora de apoiar, acariciar, criticar, suportar, sacrificar e abrir mão de nossas coisas pela felicidade de ambos.</p>
<p>Tenho ouvido de amigos e amigas o quanto eu fui &#8220;submisso&#8221;, o quanto eu fui &#8220;bonzinho&#8221; ou o quanto eu me adaptei as manias dela. Constantemente eu escutava, mesmo ao longo do namoro, tudo isso, talvez em menor quantidade, mas sempre dizendo o quanto eu &#8220;me dispunha a ser como ela queria&#8221;. Ela por outro lado com certeza deu muitos braços a torcer e fez muita coisa, e aturou muita coisa de mim. É tudo igual pros dois lados.</p>
<p>Tenho que admitir que essa história de amor-próprio me incomodou, mas serve bem ao que ela quer fazer. Ela quer de certa forma descontar em mim, fazer com que eu sinta que eu estava errado e fazer que eu sofra tudo que ela parece achar que eu fiz ela sofrer de propósito. O que ela não vê é que tudo que se passou, se não totalmente mas pelo menos uma boa parte não foi falta de amor-próprio por si, mas amor dela por mim.</p>
<p>Sim, é difícil na posição que ela está de perceber e assumir o quanto eu fui importante pra ela e o quanto ela queria a qualquer custo me ajudar, estar comigo, ter o meu carinho, ter a minha atenção &#8211; me ter. Parece que essa história de amor-próprio é mais uma desculpa para esconder de si mesma tudo que ela está perdendo ao manter essa distância entre nós.</p>
<p>Eu por outro lado não sinto essa necessidade de esconder dela o que sinto. Ela sabe que eu quero voltar, ela sabe que eu estou me esforçando muito para ajeitar os problemas que vinha causando em nosso relacionamento e meus conflitos psicológicos com toda essa história. Eu sei muito bem o que quero e tenho sido transparente com ela, como sempre. Ela por outro lado está construindo essa barreira entre nós. Amor-próprio é só mais um nome que ela parece estar usando para se esconder atrás, para negar o amor que tivemos e possivelmente ainda temos entre nós.</p>
<p>Eu só queria que ela não canalizasse todo esse sofrimento em raiva contra mim.</p>
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		<title>Enfim melhor</title>
		<link>http://joaoquercasar.com/2007/03/22/enfim-melhor/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2007 01:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje reli o post dela.
Ao contrário do que eu imaginava não doeu dessa vez. Eu imaginei que eu acharia outras entrelinhas e mais significados. Não foi assim. O post dela falava do nosso maior problema, afinal acho que esse era difícil de passar nessa época, mas fora o principal assunto voltou a ser mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje reli o post dela.</p>
<p>Ao contrário do que eu imaginava não doeu dessa vez. Eu imaginei que eu acharia outras entrelinhas e mais significados. Não foi assim. O post dela falava do nosso maior problema, afinal acho que esse era difícil de passar nessa época, mas fora o principal assunto voltou a ser mais um monte de rodeios.</p>
<p>Imagino que ela esteja confusa. A Rô costumava se sentir confusa sem realmente está e agora ela está confusa e tenta manter a pose de que está tudo bem. OK, pode ser que ela esteja bem, mas a imagem que eu faço dela desde a separação e que talvez só agora tenha se desfeito é a de uma pessoa fria, envolta em uma redoma protetora. Aparentemente ela não tinha sentido de fato que o namoro terminou.</p>
<p>Agora que me sinto melhor parece que ela começou a ver o que aconteceu de verdade. A culpa foi minha, devo assumir, mas ela também vem agindo de formas que me parecem desnecessárias. A foto, por exemplo, que ela havia postado de roupas íntimas, apesar de sem foco, e tinha tirado por que eu me senti muito mal voltou a ser postada dessa última vez e me parece que foi para me atingir. Não atingiu. Eu já havia entendido que o objetivo da foto não era atrair homens e agora ela já não tem mais efeito, no entanto parece que ela precisa jogar aquilo alí.</p>
<p>E ao conversar com ela hoje eu soube dizer pra ela, com sinceridade e disposição reais:</p>
<p>&#8220;Rô, antes eu não conseguia dizer isso, mas desejo tudo de bom para você nesse novo caminho da sua vida. Por mais que esse caminho ainda possa nos unir novamente ele sempre será um novo caminho. Desejo pra você muita felicidade. Você merece. E mesmo que não merecesse eu desejaria tudo de bom pra você sempre.&#8221;</p>
<p>Ela simplesmente agradeceu. Eu ficaria em prantos duas semanas atrás, mas hoje tive uma boa sensação ao dizer isso a ela.</p>
<p>Enfim, estou melhor agora&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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