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	<title>João quer casar &#187; Sonhos</title>
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Um sonho, depois de muito tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 09:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.
Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.</p>
<p>Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a sensação de que ela estava lá, mas na hora era natural que eu estivesse lá e eu não procurei por ela. Eu havia feito alguma coisa de errado com uma conhecida que não vejo a 7 anos. Ela estava mais adiante, sem graça e eu queria oferecer ajuda, já que parte da chateação dela era de certa forma minha culpa. Não falei com ela por que achei que falar na frente de todos, quando a maioria nem sabia do que se tratava seria piorar a situação, mas ao mesmo tempo fiquei no dilema de ir para longe no vagão e ligar para o celular dela. É, acho que era trem, no metrô isso não seria possível. Não sei se liguei pra ela, mas trocamos um olhar &#8211; olhar de entendimento entre os dois. Entendido que eu estava arrependido, entendido que ela entendia que eu não podia pedir desculpas, acho que era por aí.</p>
<p>[Nota de releitura do post: Não tem nada a ver com relações, sexo, amores, etc. Relendo pude pensar que algum leitor pensaria nisso, mas na verdade era algo mais material, como falar besteira sobre coisas pessoais dela em público, quebrar um objeto de uma coleção, não fazer um trabalho de colégio que era em grupo, ler um diário que não devia... algo assim...]</p>
<p>A segunda parte do sonho nós estávamos no lugar, chegamos a pouco e eu e a Rô estávamos na fila de entrada. Pode-se dizer que parecia um parque aquático, tinha que entrar através de uma piscina. Tinha uma feminina e uma masculina, uma pessoa com máscara em cada piscina mergulhava e inspecionava ou revistava, não sei, uma pessoa de cada vez.Eu e a Rô não estávamos muito aí pra organização da fila, tinha um espação antes dessas piscinas preliminares e estávamos &#8220;por ali&#8221;. Ao chegarmos mais perto a gente ia se ajeitando para as filas. Depois das primeiras piscinas tinha um chuveiro e depois o lugar que estávamos indo. Alguma coisa acontece que o café que fiz já hoje de manhã apagou da memória do sonho, mas depois de um tempo incentivo ela a ir pra fila feminina e fico na masculina, e por algum motivo ela fala: &#8220;Tá, tudo bem, mas João, você confia em mim?&#8221; Eu penso um puco em silêncio. &#8220;Você confia em mim pelo menos dessa vez?&#8221; pergunta ela novamente. E eu nunca respondi essa pergunta. A cena se foi e eu acordei, intrigado, meia hora antes do relógio tocar, e sem resposta para a pergunta até agora.</p>
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		<title>Crianças no colo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2007 16:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.
Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.</p>
<p>Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa do jeito das pessoas que lá vivem. Mas seria bem possível uma festa assim se alguém organizasse &#8211; meus sonhos são muito regradinhos. Tava cheio de gente que não tinha como andar direito &#8211; vai não tanto, mas quase isso. E em dado momento chegaram várias pessoas, particularmente várias crianças. Tinha uma criança que já tinha, digamos, 6 anos carregando uma outra bem menorzinha no colo. Eu já peguei a duplinha de dulas meninas lindas no braço direito e levantei as duas, com cuidado, mas com segurança ao mesmo tempo. Peguei um garotinho no braço esquerdo e comecei a falar com eles com muitos sorrisos e risadas e bom-humor. Outro garoto tentava subir nas minhas costas, e várias crianças, inclusive as que já estavam na festa se juntaram e eu falei: &#8220;Vamos brincar todo mundo?&#8221;. As crianças responderam todas ao mesmo tempo que sim e eu pedi pra antes tirarem uma foto com a Rô junto, que já tinha pego outra criança no colo. Tinha umas 5 ou 6 crianças ao todo.</p>
<p>A Rô me olhou com o olhar mais apaixonado que ela podia ter. Os olhos dela brilhavam, ela estava achando lindo que eu estava me dando bem com as criancinhas de 2 até 6 anos mais ou menos. As crianças gostavam de mim, eu adorava elas, era um momento muito lindo e muito feliz. E os olhos da Rô me afogaram nesse sentimento lindo entre nós e eu me senti completo vendo que ela gostava tanto de mim, que eu me dar bem com crianças era mais um motivo pra ela me amar tanto. Aquele olhar valia mil vezes mais do que a foto que eu pedi que tirassem pra depois poder olhar pra esse momento novamente. Com um pouco de sorte o olhar dela sairia ao menos parecido na foto que eu poderia guardar e olhar pra sempre quando estivesse com saudades dela me olhando assim. Eu queria que a foto ficasse perfeita, pedi pra tirar de novo duas vezes e depois falei que estava ótima, mesmo que o cara não tirava bem a foto nem com reza-brava.</p>
<p>Foi um sonho muito gostoso. Essa sensação é muito real e é praticamente uma lembrança melhorada de momentos semelhantes que a Rô me olhou assim. A Rô é assim, ela adora me ver com crianças, ela sabe que um dos meus maiores sonhos é <strong>ou era</strong> ter filhos. E ela trai totalmente o seu discurso de nunca querer ter filhos quando ela me olha dessa forma. Vem de dentro dela, sabe? Ela ia chorar de felicidade se me visse brincando e sorrindo com um filho nosso. Vem da alma dela esse sentimento e esse olhar que ela já me deu mais de uma vez me faz ter certeza disso.</p>
<p>Eu me lembro de pelo menos umas 3 ou 4 vezes que ela não só me olhou dessa forma, mas em alguns dos casos até insistiu que eu fosse lá pegar a criança ou bebê no colo, quis tirar foto e tudo mais ou que ela ficou um tempão olhando uma foto que eu seguro um neném, mesmo que ela não me conhecesse na época em que a foto foi tirada. É impossível negar o nosso amor e a nossa paixão nessas horas, a emoção vai toda pro olhar dela, eu me sinto bem e renovado, pronto pra passar todas as dificuldades dessa vida por uma semana quando ela me olha desse jeito. E não tem jeito, é muito raro ela me olhar assim. Claro tem muitos níveis de olho-no-olho que me deixam muito feliz e muitos jeitos de sentir que ela me ama. Mas criança no colo é tiro e queda. Sempre rende esse olhar.</p>
<p>Mas isso tudo virou uma armadilha. Acho que tem quase dois anos que essa cena não acontece. A faca era de dois gumes, o tiro saiu pela culatra. Eu tenho evitado esses momentos, tenho evitado as crianças. Isso é muito triste. Mas eu tenho certeza que ela olharia assim de novo pra mim. Em vez de render essa linda sensação e me transbordar de felicidade eu acho que se ao receber esse olhar dela eu entraria em parafuso. Todas as nossas conversas e decisões sobre esse assunto viriam a tona na minha cabeça.</p>
<p>Eu e ela já conversamos diversas vezes sobre isso e dessa última vez que separamos e que comecei esse blog ela deixou claro que nunca viria a ter filhos. Mais uma vez ela colocou em palavras a decisão racional dela, que vence toda essa emoção que eu vejo nesse olhar. E eu deixei claro pra ela que <strong>ela é o sonho mais importante da minha vida</strong> e que eu não vou abrir mão dela por que eu gostaria de ter filhos um dia. Se pra ter a Rô eu preciso não ter filhos, então eu não vou ter filhos. Não vou trocar a única coisa que me dá motivo pra viver pelos segundo lugar. Eu já subi no pódio em primeiro lugar quando começamos a namorar, não vou trocar pelo segundo lugar, não faz sentido.</p>
<p>Não vou mudar de idéia quanto a isso. Ela pode um dia resolver ter filhos, mas eu nunca vou pressiona-la, virá dela, se vier. Mas não conto com isso nem de longe. Eu sei que não vamos ter filhos e pronto. Mas não quer dizer que seja fácil isso. Brincar com as crianças dos outros na frente dela pode ser difícil daqui pra frente, pode ser que eu evite, mas eu não posso evitar isso pra sempre e nem quero. Eu já conversei com a minha analista sobre isso e existem várias saídas para esse conflito, dentre elas ser o tio da perua da escola, levando 10 crianças pra escola, ou até trabalhar como monitor de acampamento ou coisas assim. Tudo isso está resolvido na minha cabeça mas não quer dizer que não seja triste pra mim lembrar de toda essa história, ou que não seja difícil encarar desde tão cedo que eu nunca vou ocupar os 3 lugares do pódio ao mesmo tempo.</p>
<p>Tenho medo de chorar se eu olhar a Rô nos olhos quando eu estiver com uma criança no colo e ela me olhar com esse sentimento tão profundo que nem ela admite que tem quando me vê mostrando ao mundo que eu poderia ser um bom pai. Eu quase chorei outro dia quando alguém que não sabe nada dessa história virou pra mim e falou que eu vou dar um ótimo pai quando chegar a minha hora. Quase chorei por saber que essa hora nunca vai chegar.</p>
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		<title>Comprometimento</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 20:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti &#8220;High Fidelity&#8221; ontem de madrugada por causa dela.
Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.
Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:
Na maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0146882/">High Fidelity</a>&#8221; ontem de madrugada por causa dela.</p>
<p>Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.</p>
<p>Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:</p>
<blockquote><p>Na maioria das vezes,<br />consigo ficar com ambos os pés no chão.<br />Consigo seguir o caminho.<br />Consigo entender o sinal.<br />Permaneço assim quando a estrada clareia.<br />Consigo lidar com qualquer um.<br />Falhei em algo.<br />Não reparei até que ela partisse.<br />Agora vejo que nunca me comprometi com a Laura.<br />Mantive sempre um pé pra fora da porta.<br />Isso me impediu de fazer muitas coisas, como pensar no futuro.<br />Fazia mais sentido não me comprometer com nada.<br />Deixar tudo em aberto.<br />E isso é suicídio<br />lento.</p></blockquote>
<p>Quem sabe um dia ela pode pensar assim e voltar pra mim&#8230;</p>
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		<title>Sonho e Conflito</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 10:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sonhei de novo com a Rô. Dessa vez o sonho era que eu tava na casa dela, vendo alguma coisa no computador do irmão dela, mas sem falar com ela, tinha tido um mero &#8220;oi, tudo bom?&#8221;. E depois de praticamente terminar o que estava fazendo eu abria o blog dela e tinha um novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei de novo com a Rô. Dessa vez o sonho era que eu tava na casa dela, vendo alguma coisa no computador do irmão dela, mas sem falar com ela, tinha tido um mero &#8220;oi, tudo bom?&#8221;. E depois de praticamente terminar o que estava fazendo eu abria o blog dela e tinha um novo post com título &#8220;Bye&#8221;. A primeira linha dizia: &#8220;Então sexta feira as Rozitas (essas menininhas no layout aí do lado) terão ido embora&#8230;&#8221; Não li o resto, a hora do post era de 10 minutos atrás, ela havia postado depois que eu cheguei.</p>
<hr />
<p>Mas o post não é sobre isso. O post é sobre como a Rô deve estar se sentindo agora. Quando a gente conversa esses dias ela age meio como se não fosse ela. Assunto para mais um post, na verdade, mas eu acho que &#8220;entendi&#8221; de forma simples o conflito dela. Ela tem se sentido deprimida. Ela não assume diretamente mas insinua, fica nas entrelinhas, que ela sente falta ou de mim, ou de ter um namorado. A situação que eu imagino é simples e é a seguinte:</p>
<p>1 &#8211; Ela está sentindo falta do namoro<br />2 &#8211; Ela racionalmente não se permite pensar isso.<br />3 &#8211; A parte racional briga com a emocional sobre como sair dessa merda<br />4 &#8211; A parte racional defende que o João não está melhor, apesar do que fala<br />5 &#8211; A parte irracional quer acreditar que o João melhorou sim e que voltar com ele é mais fácil e melhor do que ficar sozinha, deprimida<br />6 &#8211; De novo, a parte racional nega, dizendo que não pode passar por mais brigas de novo.</p>
<p>Ela está num conflito muito grande. Negar que ela sente falta é impossível aparentemente. Só que a opção que ela escolheu racionalmente não pode levar ela a lugar nenhum a não sei a esse conflito.</p>
<p>As vezes eu queria que o &#8220;racional&#8221; dela morresse por um tempo.</p>
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