Imperfeito

Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar

Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar

Lá vai se embora meu mundo sem mim…
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar…
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar

Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar

Lá vai se embora meu mundo sem mim…
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar…
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar

Imperfeito – Pato Fu

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Um sonho, depois de muito tempo

Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.

Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a sensação de que ela estava lá, mas na hora era natural que eu estivesse lá e eu não procurei por ela. Eu havia feito alguma coisa de errado com uma conhecida que não vejo a 7 anos. Ela estava mais adiante, sem graça e eu queria oferecer ajuda, já que parte da chateação dela era de certa forma minha culpa. Não falei com ela por que achei que falar na frente de todos, quando a maioria nem sabia do que se tratava seria piorar a situação, mas ao mesmo tempo fiquei no dilema de ir para longe no vagão e ligar para o celular dela. É, acho que era trem, no metrô isso não seria possível. Não sei se liguei pra ela, mas trocamos um olhar – olhar de entendimento entre os dois. Entendido que eu estava arrependido, entendido que ela entendia que eu não podia pedir desculpas, acho que era por aí.

[Nota de releitura do post: Não tem nada a ver com relações, sexo, amores, etc. Relendo pude pensar que algum leitor pensaria nisso, mas na verdade era algo mais material, como falar besteira sobre coisas pessoais dela em público, quebrar um objeto de uma coleção, não fazer um trabalho de colégio que era em grupo, ler um diário que não devia... algo assim...]

A segunda parte do sonho nós estávamos no lugar, chegamos a pouco e eu e a Rô estávamos na fila de entrada. Pode-se dizer que parecia um parque aquático, tinha que entrar através de uma piscina. Tinha uma feminina e uma masculina, uma pessoa com máscara em cada piscina mergulhava e inspecionava ou revistava, não sei, uma pessoa de cada vez.Eu e a Rô não estávamos muito aí pra organização da fila, tinha um espação antes dessas piscinas preliminares e estávamos “por ali”. Ao chegarmos mais perto a gente ia se ajeitando para as filas. Depois das primeiras piscinas tinha um chuveiro e depois o lugar que estávamos indo. Alguma coisa acontece que o café que fiz já hoje de manhã apagou da memória do sonho, mas depois de um tempo incentivo ela a ir pra fila feminina e fico na masculina, e por algum motivo ela fala: “Tá, tudo bem, mas João, você confia em mim?” Eu penso um puco em silêncio. “Você confia em mim pelo menos dessa vez?” pergunta ela novamente. E eu nunca respondi essa pergunta. A cena se foi e eu acordei, intrigado, meia hora antes do relógio tocar, e sem resposta para a pergunta até agora.

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Conversa séria

Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.

Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos não estavam ajudando, estavam atrapalhando, já que ela se sentia estranha não gostando de mim e dando beijinho, por exemplo.

A conversa foi pesada. Muita coisa que estava guardada veio à tona. Os assuntos que ficaram proibidos com o pacto quando voltamos a namorar foram conversados.

Foi um momento muito difícil e muito triste. Quando voltamos a idéia era que ao poucos eu conseguisse provar pra ela que todos os problemas mais graves que estavam vindo de mim e afetando a ela teriam se ajeitado. Eu jurava pra ela que tudo estava claro e que eu sabia o que não poderia acontecer, mas que eu não teria como provar para ela que tudo estava melhor, por que não tínhamos mais intimidade para surgirem os problemas. Mas no processo de esperar pelo tempo que provaria que os problemas haviam sumido ela foi se afastando emocionalmente.

No final desse processo o relacionamento estava desenrolando de formas que eu não cometia mais os mesmos erros. Tudo bem, teve chance pra voltar a acontecer mas não foi exatamente o mesmo erro e não se manifestou da forma como se manifestava antes, mas ao mesmo tempo a relação não esquentou. Nada de sexo, poucos beijinhos. Do lado dela pouca saudades, pouca vontade de me ver, pouca esperança de tudo voltar ao normal. Mas do outro lado eu estava segurando tudo, evitando as conversas, fazendo tudo que eu devia, só esperando o momento que eu pudesse voltar a conversar com ela de forma a nos aproximarmos.

O resultado disso tudo é que depois de horas nos despedimos num clima um pouco mais leve e sem terminar o namoro. A situação ficou meio no ar. Não estávamos namorando e nem tínhamos parado de namorar. Ela prometeu pensar em todos os meus argumentos.

Hoje faz quase uma semana que tudo isso aconteceu. Estou cansado e um pouco triste. É triste lembrar de como foi difícil essa noite 6 dias atrás.

Mas também não vou deixar esse post ficar tão triste. É uma sensação que não resume o que sinto agora. Tivemos um fim de semana bom, algumas sintonias voltaram no nosso namoro. Acima de tudo que eu omiti nesse post está a terapia de casal que começamos na sexta.

As perguntas finais são: Por que tudo isso aconteceu dessa forma? Por que eu só quero escrever da parte triste?

Post não revisado

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