Para uma nova casa

Nossa, quanta coisa que eu queria falar.

Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.

Estou exausto por que me mudei recentemente para esse novo apartamento que estou agora, escrevendo, com sono e cansado. Faz duas semanas e uns dias que estou aqui. Não parece certo eu ter passado certo tempo sem postar. Acho que são tantas coisas práticas a serem levadas em conta que a parte psicológica e introspectiva dessa mudança está andando lentamente, e por isso a minha terapia “dá conta do recado” e eu acabo achando que o pouco que tenho para escrever não vale o esforço. As inspirações para escrever só tem vindo de verdade quando estou cansado. Meu corpo desiste, minha mente desiste e eu páro de resolver os problemas e penso na vida.

Estou exausto também por que ontem e hoje eu dei festinha aqui em casa. Isso mesmo, dois dias seguidos de festa. O apartamento é do tipo kitinete, então é pequeno, é um cômodo único, com cozinha americana e espaço para uma pseudo-sala e um banheiro bem legal para o tipo de apartamento. Para uma kitinete é deveras grande. Mas para convidar todo mundo que eu queria é realmente pequeno. Então foram dois turnos, todos os dois muito divertidos e muito especiais, mas também cansa um pouco esse pique todo. E amanhã é segunda. E da-lhe “Toma na cabeça João!”. =)

Mas é nessa hora, lavando e secando a louça, arrumando tudo no armário, varrendo, limpando, etc, etc, etc, que eu penso na vida. Lembro dos pequenos problemas no trabalho (que só são pequenos por que tenho maiores problemas fora dele), do namoro com a Rô, da Rô sozinha, na minha família, na família da Rô, nos amigos… tanta coisa que passa pela cabeça…

Eu e a Rô continuamos namorando. Muita coisa melhorou de fato no relacionamento depois da separação e da volta. Algumas coisas realmente foram concertadas e estão funcionando. Mas quando as coisas quebram e a gente concerta as vezes ficam marquinhas que lembram da gente que aquilo não é o novo que compramos na loja, é usado, e está funcionando, mas já esteve quebrado. Para mim isso não significa que eu queira nada novo. Concertado nesses casos é melhor. Um objeto com história é um objeto vivo, um relacionamento com história é muito mais rico em comparação à um novo do que a metáfora do objeto pode ser para o objeto. Realmente para mim isso é importante, isso fortalece nossa relação.

Mas não sei se a Rô pensa igual. Estamos com problemas ainda. Está mais fria a relação. Nos vemos, nos beijamos, existe aquele carinho imenso e intenso mas não é todo dia que ele aparece. A gente sabe que está lá fora do campo de visão, mas ele aparece sempre. Não estamos transando. Nada de realmente mal com isso do ponto de vista físico e da tentação que eu sinto, isso tem sido controlável. Mas a relação sexual dentro do nosso relacionamento, e imagino que em qualquer relacionamento longo, significa muito mais do que a parte física, quando rola é por que estamos em sintonia, estamos bem, ou estamos entrando em sintonia e caminhando para estar bem. É difícil e nem vou tentar explicar tudo isso, mas é parte da nossa relação de confiança, cumplicidade, carinho e amor. Faz parte da união como um todo. A ausência disso é motivo para se pensar.

A minha família aparentemente ainda não reagiu de fato a minha mudança. Meu irmão não se apossou do meu quarto, a minha mãe ainda não deu sinal concreto do que ela sente com isso, enfim, não sei como explicar, mas parece que ainda não aconteceu nada. Pode ser que nem vá acontecer, mas por enquanto nem sinal de mudanças relevantes. Eu estou feliz sem a convivência diária com a família. Tinha muita coisa errada na casa que eu morava, desde problemas estruturais da casa até atitude de cada uma das pessoas. Seria fácil falar que eu fugi daquela situação difícil, por que eu me incluo nos problemas sérios daquela casa, mas não seria totalmente real assumir essa posição.

Sim, eu fugi da cachorrinha que late a noite toda, eu fugi da minha tia tagarela que acha que todo mundo ama ela pra caralho quando ela quer e está bem e que age odiavelmnte quando não está em seus dias emocionais e nem parece perceber esses dois momentos que ela ocila. Fugi da minha mãe com conselhos que não são mais pertinentes à atual fase da minha vida ou pertinentes mas repetitivos e sem solução, fugi da bateria do meu irmão, que mal estuda, só serve pra fazer barulho mesmo, mas ele tem todo o direito. Fugi sim de tudo isso, fugi da responsabilidade de ser o “concerta tudo” da casa. Fugi da minha parte da loça. Etc.

A Montanha

Mas isso não é nem de perto o motivo mais importante da minha saída. Eu saí por que eu preciso, por que estava na minha hora e por que eu mereço também. Independente das minhas atitudes certas ou erradas em relação a outra casa eu precisava mudar de ambiente para poder ajeitar tudo que lá eu fazia errado. Eu posso muito bem fazer todas as obrigações de uma casa, mas lá eu ficava preso num rítimo que não era o meu, com uma estrutura que não era a minha. Eu estava subindo uma montanha, todos nós estamos sempre subindo essa montaha, mas eu estava subindo pelo lado mais demorado e mais difícil. Eu só tenho que subir a montanha, porra! Eu não preciso subir por aquele lado de lá só por que a minha família vai por lá. Eu mudei o meu caminho.

Agora moro sozinho. Agora eu tenho muito mais responsabilidades do que eu tinha antes. E sabe o que aconteceu? Agora eu me sinto mais leve. Um bonde estava nas minhas costas. Esse caminho não só é mais fácil de chegar ao topo da montanha mas também é o caminho que eu acho correto. Eu tenho esse direito e eu sei que é a minha hora de trilhar o meu caminho diferente da família. É a hora que eu além de saber que eu podia escolher outro caminho eu realmente tomei o caminho e agora estou só.

(É engraçado como eu gosto de extender as metáforas e como isso me faz bem. Vamos continuar que isso é só um parêntese.)

Nessa história da montanha eu posso subir mais rápido ainda com a ajuda da Rô. Tem trechos do caminho que em duas pessoas se “escala” mais rápido, e sozinho eu terei que contornar esses trechos. Claro que ela me ajuda na mudança de apartamento, que ela está torcendo por mim e me ajudando de milhares de formas, mas ela ainda está subindo a mesma montanha só que com a família dela. É como uma escalada que de vez em quando a gente se cruza e ela me ajuda, mas de forma geral andamos separados ainda.

O buraco

Eu queria que a Rô estivesse participando mais da minha mudança. É gozado como eu sei que ela não pode fazer isso, não pode por que não teria como ela não se machucar se envolvendo mais do que ela já se está com esse história, mas mesmo assim eu sinto a falta dela. Ela ajuda, ela faz as coisas que eu peço, mas não faz parte do comprometimento dela com alguma coisa. Ela está livre, eu deixo ela solta com isso e não me acho no direito de cobrar nada, mas seria uma diferença muito grande se ela participasse ativamente da minha mudança de casa.

É um buraco nessa etapa. Claro, a própria etapa já é um buraco. Eu queria muito que estivéssemos casando, indo morar juntos, meus olhos se enchem de lágrimas só de pensar como seria bom que estivéssemos indo morar juntos, mas não vou falar desse buraco. Isso já passou e ainda é coisa pra ser pensada com calma, não era a hora de morarmos juntos e pronto. Mas o buraco que estou falando é a falta dela na minha mudança para morar sozinho. Uma vez decidido e entendido que eu iria morar sozinho e não com ela, mesmo assim ela tinha um lugar guardado. Eu não queria a ajuda de ninguém nessa mudança, eu só precisava da ajuda dela, mas ela apesar de maginíficos esforços com a mudança, não estava lá.

Existe uma diferença muito grande da seguintes situações: A primeira é eu pedir para a Rô: “linda, você quer me acompanhar para ver uns apartamentos que estão disponíveis que eu achei com a imobiliária tal?” e ela ir comigo; A outra situação é a Rô chegar pra mim e falar: “João, amor, passei em 3 apartamentos hoje, liguei na imobiliária, fui neles e tirei umas fotos, acho que você deveria visitar só esse aqui”. É mais ou menos isso que eu quero dizer com “participar ativamente”. Eu queria muito que ela tivesse assumido esse papel dentro da mudança.

Agora eu tenho esse buraco pra tapar. Na verdade ele já está se fechando, já estou bem melhor com tudo isso, mas não deixa de ser bom pensar nisso e colocar aqui. É bom colocar pra fora esse buraco. Ela nem percebeu o quanto eu precisava dela. “É, eu queria sim, queria muito fazer o esquema da decoração, mas eu percebi que eu sou muito altruísta e que isso me prejudica, a exemplo do grupo de dança ou o exemplo dos grupos de trabalho na faculdade. Eu percebi que eu não quero me esforçar assim pelos outros. Preciso me resguardar.” Ela disse isso, ou algo próximo a isso, num dia que ela estava quase entrando no lugar dela na minha mudança e derrepente ela não queria fazer mais nada na mudança.

Eu entendo perfeitamente ela. Eu não consegui transcrever direito a fala dela. Mas ficou claro que ela estava considerando todas as implicações dela com ela mesma dentro do processo de transporte das minhas coisas para o novo AP e de decoração do mesmo. Na época foi muito triste pra mim perceber que ela só estava vendo o lado dela. Eu tinha um lugar muito especial guardado pra ela na minha mudança, eu precisava dela, e ela não viu isso. Ela finalmente viu perfeitamente que ela não precisa se sacrificar pelas pessoas que não dão valor ao trabalho dela, ao esforço dela.

Mas ela não viu que era esse o momento que eu precisava do esforço dela mais do que tudo. Ela me comparou com todas as pessoas que teoricamente não tem um lugar tão especial quanto eu tenho no coração dela. Será que eu tenho? Eu acho que tenho. Eu sei que tenho. Mas o coração dela tá tão pequeno últimamente. Se ela dedicar do coração dela uma grande parte para mim, mesmo assim ela tem pouca coisa pra dar.

Ela trancou a faculdade. Aparentemente é o fim da busca dela por se tornar uma psicóloga. Ela está se libertando. Isso pra mim foi muito importante. Ela precisou de muita, muita força para tomar e assumir essa decisão, e também para executar a idéia. Isso que ajudou a tapar o buraco. Ela agora está também numa fase “pós-quebra”, igual a mim. Quebras diferentes, mas mudanças sérias do mesmo jeito, e agora estamos andando paralelamente de novo.

Por hoje é só

Hoje estou chegando nos meus limites. Estou caindo de sono. Estou feliz que consegui fazer mais um post. Estou feliz que coloquei um monte de coisa pra fora. Agora vou organizar essa porcaria. Tem muita coisa aqui que podia ter um post dedicado. Vou tertar colocar a ordem nisso aqui. Vamos ver o que acontece. Alguma idéia, pessoas?

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Débito

Eu estou em débito com esse blog. Tanta coisa tem acontecido, tanta coisa pra relatar aqui, e nada de posts. Falando assim faço parecer que estou em débito com os leitores. Sim, de certa forma estou um pouco, já que sei que alguns ficam aguardando uma notícia dessa história que provavelmente ficou um pouco interessante já que consegui ser muito sincero e verdadeiro no que escrevo aqui.

Mas na verdade está em falta o meu compromisso comigo mesmo. Este blog deveria ser um registro do que estou pensando em cada época desse processo que estou passando. Muitas coisas mudaram desde o antes do último post. Este, um exemplo isolado nessa época de ausência está perdido num mar de outras sensações e pensamentos que não postei também.

É complicado postar tudo aqui. Escrever organiza de mais os pensamentos e eu estava muito confuso com essa nossa transição. Desde que voltamos a namorar os problemas da Rô novamente tomaram um pedaço das minhas preocupações e agora fica complicado separar todos os assuntos e sentimentos que passaram pela minha cabeça nesses dias com poucos posts. Mas agora tudo parece estar um pouco mais claro e eu vou tentar escrever mais hoje e daqui pra frente. Não prometo nem à vocês e nem a mim mesmo que vou retomar o rítimo que eu postava na época que eu estava separado dela. Mas vou tentar ter um pouco mais de regularidade. Acho que vai ser importante pra mim.

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Crianças no colo

Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.

Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa do jeito das pessoas que lá vivem. Mas seria bem possível uma festa assim se alguém organizasse – meus sonhos são muito regradinhos. Tava cheio de gente que não tinha como andar direito – vai não tanto, mas quase isso. E em dado momento chegaram várias pessoas, particularmente várias crianças. Tinha uma criança que já tinha, digamos, 6 anos carregando uma outra bem menorzinha no colo. Eu já peguei a duplinha de dulas meninas lindas no braço direito e levantei as duas, com cuidado, mas com segurança ao mesmo tempo. Peguei um garotinho no braço esquerdo e comecei a falar com eles com muitos sorrisos e risadas e bom-humor. Outro garoto tentava subir nas minhas costas, e várias crianças, inclusive as que já estavam na festa se juntaram e eu falei: “Vamos brincar todo mundo?”. As crianças responderam todas ao mesmo tempo que sim e eu pedi pra antes tirarem uma foto com a Rô junto, que já tinha pego outra criança no colo. Tinha umas 5 ou 6 crianças ao todo.

A Rô me olhou com o olhar mais apaixonado que ela podia ter. Os olhos dela brilhavam, ela estava achando lindo que eu estava me dando bem com as criancinhas de 2 até 6 anos mais ou menos. As crianças gostavam de mim, eu adorava elas, era um momento muito lindo e muito feliz. E os olhos da Rô me afogaram nesse sentimento lindo entre nós e eu me senti completo vendo que ela gostava tanto de mim, que eu me dar bem com crianças era mais um motivo pra ela me amar tanto. Aquele olhar valia mil vezes mais do que a foto que eu pedi que tirassem pra depois poder olhar pra esse momento novamente. Com um pouco de sorte o olhar dela sairia ao menos parecido na foto que eu poderia guardar e olhar pra sempre quando estivesse com saudades dela me olhando assim. Eu queria que a foto ficasse perfeita, pedi pra tirar de novo duas vezes e depois falei que estava ótima, mesmo que o cara não tirava bem a foto nem com reza-brava.

Foi um sonho muito gostoso. Essa sensação é muito real e é praticamente uma lembrança melhorada de momentos semelhantes que a Rô me olhou assim. A Rô é assim, ela adora me ver com crianças, ela sabe que um dos meus maiores sonhos é ou era ter filhos. E ela trai totalmente o seu discurso de nunca querer ter filhos quando ela me olha dessa forma. Vem de dentro dela, sabe? Ela ia chorar de felicidade se me visse brincando e sorrindo com um filho nosso. Vem da alma dela esse sentimento e esse olhar que ela já me deu mais de uma vez me faz ter certeza disso.

Eu me lembro de pelo menos umas 3 ou 4 vezes que ela não só me olhou dessa forma, mas em alguns dos casos até insistiu que eu fosse lá pegar a criança ou bebê no colo, quis tirar foto e tudo mais ou que ela ficou um tempão olhando uma foto que eu seguro um neném, mesmo que ela não me conhecesse na época em que a foto foi tirada. É impossível negar o nosso amor e a nossa paixão nessas horas, a emoção vai toda pro olhar dela, eu me sinto bem e renovado, pronto pra passar todas as dificuldades dessa vida por uma semana quando ela me olha desse jeito. E não tem jeito, é muito raro ela me olhar assim. Claro tem muitos níveis de olho-no-olho que me deixam muito feliz e muitos jeitos de sentir que ela me ama. Mas criança no colo é tiro e queda. Sempre rende esse olhar.

Mas isso tudo virou uma armadilha. Acho que tem quase dois anos que essa cena não acontece. A faca era de dois gumes, o tiro saiu pela culatra. Eu tenho evitado esses momentos, tenho evitado as crianças. Isso é muito triste. Mas eu tenho certeza que ela olharia assim de novo pra mim. Em vez de render essa linda sensação e me transbordar de felicidade eu acho que se ao receber esse olhar dela eu entraria em parafuso. Todas as nossas conversas e decisões sobre esse assunto viriam a tona na minha cabeça.

Eu e ela já conversamos diversas vezes sobre isso e dessa última vez que separamos e que comecei esse blog ela deixou claro que nunca viria a ter filhos. Mais uma vez ela colocou em palavras a decisão racional dela, que vence toda essa emoção que eu vejo nesse olhar. E eu deixei claro pra ela que ela é o sonho mais importante da minha vida e que eu não vou abrir mão dela por que eu gostaria de ter filhos um dia. Se pra ter a Rô eu preciso não ter filhos, então eu não vou ter filhos. Não vou trocar a única coisa que me dá motivo pra viver pelos segundo lugar. Eu já subi no pódio em primeiro lugar quando começamos a namorar, não vou trocar pelo segundo lugar, não faz sentido.

Não vou mudar de idéia quanto a isso. Ela pode um dia resolver ter filhos, mas eu nunca vou pressiona-la, virá dela, se vier. Mas não conto com isso nem de longe. Eu sei que não vamos ter filhos e pronto. Mas não quer dizer que seja fácil isso. Brincar com as crianças dos outros na frente dela pode ser difícil daqui pra frente, pode ser que eu evite, mas eu não posso evitar isso pra sempre e nem quero. Eu já conversei com a minha analista sobre isso e existem várias saídas para esse conflito, dentre elas ser o tio da perua da escola, levando 10 crianças pra escola, ou até trabalhar como monitor de acampamento ou coisas assim. Tudo isso está resolvido na minha cabeça mas não quer dizer que não seja triste pra mim lembrar de toda essa história, ou que não seja difícil encarar desde tão cedo que eu nunca vou ocupar os 3 lugares do pódio ao mesmo tempo.

Tenho medo de chorar se eu olhar a Rô nos olhos quando eu estiver com uma criança no colo e ela me olhar com esse sentimento tão profundo que nem ela admite que tem quando me vê mostrando ao mundo que eu poderia ser um bom pai. Eu quase chorei outro dia quando alguém que não sabe nada dessa história virou pra mim e falou que eu vou dar um ótimo pai quando chegar a minha hora. Quase chorei por saber que essa hora nunca vai chegar.

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